Questão de Português — Coesão e coerência — Quadrix 2023
- Código
- qg034351
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRO-BA
- Ano
- 2023
- Nível
- Médio

- CCerto
- EErrado

GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A reescrita proposta altera a colocação pronominal de forma inadequada: no original, o pronome oblíquo "nos" aparece em ênclise ("permitem-nos"), posição correta após verbo no início de oração; na reescrita, o pronome foi deslocado para próclise ("Que permitem-nos"), o que viola a norma culta e, portanto, não mantém as relações sintáticas e de sentido do texto, nem a clareza. A passagem original é:
"que nos permitem ver da imensidão do cosmo ao diminuto mundo subatômico"
A reescrita "Que permitem-nos ver da imensidão do cosmo ao diminuto mundo subatômico" inverte a posição do pronome em relação ao verbo, o que é gramaticalmente incorreto neste contexto, pois a próclise não é permitida após o pronome relativo "que" sem palavra atrativa — e, mesmo que fosse, a mudança de posição do pronome altera a ênfase e a estrutura sintática da oração.
A questão pede que se julgue se a reescrita do trecho mantém as relações sintáticas e de sentido do texto, bem como a clareza. Isso significa que a reescrita deve ser gramaticalmente correta e semanticamente equivalente ao original. Não basta que o sentido seja o mesmo; a estrutura sintática também deve ser preservada, e a colocação pronominal é parte dessa estrutura.
A regra de colocação pronominal é o ponto central. No português, o pronome oblíquo átono pode aparecer em três posições:
Próclise (antes do verbo): "não nos permitem" — usada com palavras atrativas como "não", "que", "quem", "nunca", etc.
Ênclise (depois do verbo): "permitem-nos" — usada quando não há palavra atrativa, especialmente no início de oração.
Mesóclise (no meio do verbo, futuro do presente/pretérito): "permitir-nos-ão" — rara, apenas com verbos no futuro.
No trecho original, o pronome "nos" está em ênclise ("permitem-nos"), porque o verbo "permitem" inicia a oração adjetiva introduzida por "que". Na reescrita, o pronome foi mantido em ênclise ("permitem-nos"), mas a oração foi alterada para "Que permitem-nos", o que não é uma posição válida: após o pronome relativo "que", a próclise é obrigatória ("que nos permitem"), e a ênclise após "que" é proibida pela norma culta.
A banca não alterou o sentido das palavras — manteve "permitem", "ver", "imensidão", "cosmo", "diminuto", "mundo subatômico" — mas trocou a posição do pronome "nos", criando uma construção agramatical. O candidato desatento pode achar que, como as palavras são as mesmas, o sentido é o mesmo; no entanto, a colocação pronominal é uma questão de sintaxe, e a reescrita viola a norma culta, o que quebra a clareza e não mantém as relações sintáticas do texto.
A banca testa se o candidato percebe que a colocação pronominal é parte da estrutura sintática. A reescrita mantém as palavras, mas inverte a posição do pronome, criando uma construção agramatical (ênclise após "que").
A reescrita proposta não mantém as relações sintáticas e de sentido do texto, pois altera a colocação pronominal de forma incorreta. No original, temos:
"que nos permitem ver da imensidão do cosmo ao diminuto mundo subatômico"
Aqui, o pronome "nos" está em próclise ("nos permitem"), posição correta após o pronome relativo "que", que é uma palavra atrativa. Na reescrita, o pronome foi deslocado para ênclise ("permitem-nos"), o que é proibido após "que". A forma correta de reescrever mantendo a estrutura seria "que nos permitem ver...", que é exatamente o original. Portanto, a reescrita viola a norma culta, altera a estrutura sintática e prejudica a clareza — o item está errado.
A questão cobra a reescrita de frases com manutenção das relações sintáticas e de sentido. A reescrita proposta não é válida porque altera a colocação pronominal de forma agramatical. A regra de ouro: ao reescrever, preserve a posição dos pronomes conforme a norma culta — após "que", a próclise é obrigatória. Gabarito: letra E (Errado).
Link permanente: /questoes/qg034351