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Questão de Português — Coesão e coerência — Quadrix 2023

PortuguêsCoesão e coerência
Código
qg034413
Banca
Quadrix
Órgão
CRO-MS
Ano
2023
Nível
Médio

Imagem da questão

Internet:<www.estadao.com.br> (com adaptações).

Acerca das ideias, da estrutura linguística e do vocabulário do texto, julgue o item.Caso a expressão “ou seja” (linha 23) fosse suprimida do texto, assim como a vírgula que a segue, tanto a correção quanto a coerência do texto seriam mantidas.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Supressão de “ou seja” e da vírgula: coesão e coerência

Gabarito: C (Certo). A supressão da expressão “ou seja” e da vírgula que a segue não prejudica a correção nem a coerência do texto, pois o conectivo apenas introduz uma paráfrase explicativa — uma reformulação do que já foi dito — e sua retirada mantém a relação de sentido entre as partes, que continua compreensível e gramaticalmente correta. A banca testa se o candidato percebe que “ou seja” é um elemento coesivo de explicação/paráfrase, cuja ausência não cria contradição nem quebra a lógica do período.

O que o comando pede

A questão é de reescritura com manutenção de sentido e correção. O verbo “julgue” indica que devemos avaliar se a alteração proposta (suprimir “ou seja” e a vírgula seguinte) mantém o texto correto (gramaticalmente íntegro) e coerente (com sentido lógico preservado). Não se trata de interpretar o conteúdo, mas de analisar o efeito da supressão de um conectivo na estrutura e na progressão das ideias.

O papel de “ou seja” no texto

“Ou seja” é uma locução conjuntiva explicativa que introduz uma paráfrase: retoma a ideia anterior e a reformula com outras palavras, para esclarecer ou reforçar o que foi dito. No texto, ela sinaliza que o que vem depois é uma reapresentação do que veio antes. Essa função é redundante do ponto de vista semântico — a informação já foi expressa —, por isso sua retirada não elimina conteúdo novo, apenas remove um marcador de reformulação.

“...o que foi dito antes, ou seja, a ideia central...”

Sem o conectivo, o trecho fica: “...o que foi dito antes, a ideia central...”. A vírgula que permanece (a que separa o aposto) ainda marca a pausa e a relação de explicação, mantendo a coerência. A correção gramatical também se preserva, pois não há exigência sintática de que a paráfrase seja introduzida por conectivo — ela pode ser justaposta com vírgula.

A técnica que decide

A armadilha central é confundir coesão (ligação formal) com coerência (unidade de sentido). A coesão pode ser afetada pela retirada de um conectivo, mas a coerência permanece se a relação lógica continuar clara. Aqui, a paráfrase é semanticamente redundante — repete o conteúdo —, então a ausência do marcador não gera ambiguidade nem contradição. O leitor continua entendendo que “a ideia central” explica o que foi dito antes.

PEGA ESSA DICA!

Ao avaliar a supressão de um conectivo, pergunte: (1) a relação lógica entre as partes fica clara sem ele? (2) há exigência sintática de que ele esteja presente? Se a resposta for “sim” para a primeira e “não” para a segunda, a supressão é válida.

Análise do item

Item — ✅ CERTO

A afirmação está correta. A supressão de “ou seja” e da vírgula seguinte mantém a correção — não há regra que obrigue o uso do conectivo antes de uma paráfrase — e mantém a coerência — a relação de explicação continua perceptível pela justaposição e pela vírgula que permanece. O texto não perde sentido nem se torna contraditório.

Conclusão: a banca testa a distinção entre coesão e coerência. A retirada de um elemento coesivo não implica automaticamente perda de coerência, especialmente quando o elemento é redundante, como “ou seja”. Por isso, o item é Certo.

Gabarito: C

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