Questão de Noções de Informática — Malware (vírus, worms e pragas virtuais) — Quadrix 2023
- Código
- qg034616
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRT - SP
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ERRADO. A afirmativa está incorreta porque os vírus de computador não são "programas altamente inteligentes" e, principalmente, não danificam sempre os dispositivos de hardware, como HDs. O vírus é um programa malicioso que se propaga inserindo cópias de si mesmo em outros programas e arquivos, dependendo da execução do hospedeiro, e seus efeitos podem variar desde a simples exibição de mensagens até a destruição de dados — mas isso não é uma regra, e o alvo principal é o software (arquivos, sistema operacional), não o hardware físico.
O conceito de vírus de computador é frequentemente cobrado em provas de informática, e a banca explora justamente os equívocos comuns: a ideia de que todo vírus é "inteligente", que sempre causa danos e que atinge o hardware. Vamos entender o que realmente define um vírus e por que a afirmativa falha em cada ponto.
Primeiro, o vírus é um software malicioso (malware) que se propaga por meio da inclusão de cópias de si mesmo em outros programas ou arquivos. Ele não é um programa "altamente inteligente" — é um código escrito com objetivos específicos, que pode ser simples ou complexo, mas a inteligência não é uma característica definidora. A propagação depende da execução do programa ou arquivo hospedeiro, ou seja, o vírus só se ativa quando o usuário executa o arquivo infectado.
Segundo, o dano causado por um vírus não é sempre direcionado ao hardware. Na prática, a maioria dos vírus ataca o software: corrompe arquivos, apaga dados, rouba informações, exibe mensagens indesejadas, consome recursos do sistema, etc. Danos físicos ao hardware (como queimar um HD) são extremamente raros e não são a finalidade típica de um vírus. A afirmativa generaliza ao dizer "sempre danificam os dispositivos (hardwares)", o que é falso.
Terceiro, a afirmativa menciona "discos rígidos (HDs)" como exemplo de hardware danificado. Embora um vírus possa, em tese, causar danos lógicos ao HD (como corromper a tabela de partições ou o setor de boot), isso não é um dano físico ao dispositivo. O HD continua funcionando fisicamente; o que é afetado são os dados armazenados. Portanto, a afirmação confunde dano lógico (software) com dano físico (hardware).
A banca Quadrix, nessa questão, explora a generalização indevida e a troca de conceitos: apresenta o vírus como um programa "altamente inteligente" e "sempre danificador de hardware", quando na verdade o vírus é um código malicioso que depende de execução e cujos efeitos são predominantemente sobre o software. O candidato que conhece a definição técnica de vírus identifica imediatamente os erros.
Para fixar: o vírus é um programa que se anexa a outros arquivos e depende da execução do hospedeiro; o worm se propaga sozinho pela rede; o cavalo de troia se disfarça de programa legítimo; o ransomware criptografa dados e pede resgate. Nenhum deles tem como característica "danificar hardware" de forma garantida.
A afirmativa está errada por três motivos principais:
"Programas altamente inteligentes": o vírus não é definido por inteligência; é um código malicioso que pode ser simples ou complexo, mas a inteligência não é um atributo técnico.
"Sempre danificam os dispositivos (hardwares)": o vírus não causa dano físico ao hardware. Seus efeitos são predominantemente lógicos, sobre arquivos e sistemas. A palavra "sempre" torna a afirmação generalizada e falsa.
"Discos rígidos (HDs)": o vírus pode corromper dados no HD, mas isso é um dano lógico, não físico. O hardware em si não é danificado.
O conceito correto de vírus, conforme a literatura de segurança da informação, é: programa ou parte de um programa que se propaga inserindo cópias de si mesmo em outros programas e arquivos, dependendo da execução do hospedeiro para se ativar. Seus efeitos podem incluir desde a exibição de mensagens até a destruição de dados, mas não há garantia de dano ao hardware.
A banca troca o alvo do vírus: apresenta o hardware como vítima, quando na prática o vírus ataca o software (arquivos, sistema operacional). Além disso, usa o termo "sempre" para generalizar, o que é um clássico sinal de afirmativa falsa. Fique atento a palavras como "sempre", "nunca", "todo" — elas costumam indicar exceções ou falsidades.
Para questões sobre malware, memorize a diferença entre vírus, worm e trojan: vírus precisa de hospedeiro, worm se propaga sozinho, trojan se disfarça. E lembre: dano físico a hardware é raro e não é característica de malware.
Gabarito: ERRADO.
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