Idalberto Chiavenato. Administração geral e pública. Rio de Janeiro:
Elsevier, 2008 (com adaptações).
Considerando o texto, sua estrutura e seu conteúdo, julgue o item.A oração subordinada adjetiva “cujos postulados dominaram as quatro primeiras décadas do século XX” (linhas 17 e 18) desempenha, em relação à expressão que modifica, função sintática de predicativo do sujeito.
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Oração subordinada adjetiva: função de adjunto adnominal, não predicativo
Gabarito: letra E (Errado). A oração “cujos postulados dominaram as quatro primeiras décadas do século XX” é uma oração subordinada adjetiva e, como tal, exerce função de adjunto adnominal em relação ao substantivo que modifica — nunca de predicativo do sujeito. A prova está na própria definição: orações adjetivas são introduzidas por pronome relativo e equivalem a um adjetivo, caracterizando o antecedente. O predicativo do sujeito, por sua vez, é um termo que se liga ao sujeito por verbo de ligação, atribuindo-lhe uma qualidade — estrutura que não ocorre aqui.
O comando: o que a banca pede
A questão é de análise sintática de uma oração subordinada adjetiva. O enunciado afirma que a oração “desempenha, em relação à expressão que modifica, função sintática de predicativo do sujeito”. Para julgar, você precisa saber qual função sintática uma oração adjetiva exerce — e isso é matéria de gramática, não de interpretação. O comando não pede inferência nem compreensão de texto; pede classificação sintática de um trecho específico.
A natureza das orações subordinadas adjetivas
As orações subordinadas adjetivas funcionam como um adjetivo dentro do período: caracterizam, qualificam ou restringem um substantivo da oração principal. São introduzidas por pronomes relativos (que, o qual, cujo, onde, etc.). Veja o exemplo clássico:
“O aluno que estuda passa.” → a oração “que estuda” equivale a “estudioso”, um adjetivo.
Essa equivalência é a chave: se a oração equivale a um adjetivo, sua função sintática é a mesma de um adjetivo — adjunto adnominal. O adjunto adnominal é o termo que caracteriza um substantivo sem intermediação de verbo. É exatamente o que a oração “cujos postulados dominaram...” faz: caracteriza o substantivo a que se refere (no texto, provavelmente “escola” ou “teoria”).
Por que não é predicativo do sujeito?
O predicativo do sujeito é um termo que atribui qualidade ao sujeito por meio de um verbo de ligação (ser, estar, parecer, permanecer, etc.). Exemplo:
“A verdade é que ele mentiu.” → a oração “que ele mentiu” é predicativo do sujeito “a verdade”, ligada pelo verbo “é”.
No trecho em questão, não há verbo de ligação. A oração adjetiva é introduzida pelo pronome relativo “cujos” e se liga diretamente ao substantivo antecedente, sem verbo de ligação. Portanto, a função é de adjunto adnominal, não de predicativo.
A pegadinha da banca
A banca tenta confundir duas funções sintáticas distintas:
Função
Como se liga ao termo
Exemplo
Adjunto adnominal
Diretamente ao substantivo, sem verbo
“O aluno que estuda passa.”
Predicativo do sujeito
Ao sujeito, por verbo de ligação
“A verdade é que ele mentiu.”
A oração adjetiva nunca exerce predicativo do sujeito. Essa função é típica das orações subordinadas substantivas predicativas, que são introduzidas por conjunção integrante (que, se) e não por pronome relativo.
Conclusão
A afirmação está errada. A oração “cujos postulados dominaram as quatro primeiras décadas do século XX” é uma oração subordinada adjetiva e exerce função de adjunto adnominal, não de predicativo do sujeito. Para acertar questões assim, lembre-se: oração adjetiva = adjunto adnominal; oração substantiva predicativa = predicativo do sujeito.
PEGA ESSA DICA!
Ao identificar uma oração introduzida por pronome relativo (que, o qual, cujo, onde), já associe à função de adjunto adnominal. Se houver verbo de ligação antes da oração, desconfie de predicativo — mas aí será substantiva, não adjetiva.