A respeito do texto e de seus aspectos linguísticos, de forma e de conteúdo, julgue o item.O trecho “de que Alguém o faria” (linha 4) desempenha a função sintática de objeto indireto.
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GabaritoE — Errado
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Função sintática de oração subordinada substantiva objetiva indireta
Gabarito: letra E (ERRADO). O trecho “de que Alguém o faria” não desempenha função de objeto indireto, pois não complementa um verbo transitivo indireto; ele complementa um nome (substantivo abstrato), exercendo, portanto, função de complemento nominal. A banca tenta confundir o candidato ao apresentar uma oração preposicionada iniciada por “de que”, mas a preposição “de” é regida pelo substantivo “certeza” (ou termo equivalente no texto), e não por um verbo.
O comando da questão
A questão pede um julgamento Certo/Errado sobre a função sintática de um trecho específico. Isso exige análise sintática — não é interpretação de texto, mas sim a aplicação de conceitos gramaticais (termos integrantes da oração) ao trecho citado. O verbo do enunciado é “desempenha”, o que indica que devemos identificar a função que o trecho exerce na oração em que está inserido.
O texto e o trecho analisado
O trecho “de que Alguém o faria” é uma oração subordinada substantiva completiva nominal, introduzida pela conjunção integrante “que”, antecedida da preposição “de”. Para classificar corretamente, é preciso identificar o termo que rege essa preposição. No texto, o trecho completa o sentido de um substantivo abstrato (como “certeza”, “esperança”, “medo”, etc.), que expressa um sentimento ou estado. Veja o exemplo do material de apoio:
“A certeza [de que vou passar na prova] me alivia.”
Nesse caso, “de que vou passar na prova” é complemento nominal, pois completa o sentido do substantivo “certeza”. O mesmo ocorre no trecho da questão: a oração “de que Alguém o faria” completa o sentido de um nome, e não de um verbo.
A técnica que decide a questão
A distinção fundamental é:
Objeto indireto: complementa um verbo transitivo indireto (VTI) ou transitivo direto e indireto (VTDI). Ex.: “Gosto de você.” (quem gosta, gosta de algo).
Complemento nominal: complementa um nome (substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio), sempre com preposição e com valor passivo. Ex.: “Tenho medo de fantasmas.” (o nome “medo” recebe a ação).
No trecho, a preposição “de” é exigida pelo nome que a antecede, não por um verbo. Portanto, a função é de complemento nominal, e não de objeto indireto. A banca explora a semelhança formal (oração preposicionada iniciada por “de que”) para induzir ao erro.
Análise do item
Termos integrantes da oração: Complementos verbais (Objeto direto (sem preposição), Objeto indireto (com preposição, completa verbo)); Complemento nominal (Completa nome (substantivo, adjetivo, advérbio), Sempre preposicionado, Valor passivo); Agente da passiva (Pratica a ação na voz passiva)
Item — ❌ ERRADO ⟵ GABARITO
A afirmação de que o trecho “de que Alguém o faria” desempenha função de objeto indireto está incorreta. O objeto indireto é o complemento de um verbo transitivo indireto, como em “Preciso de ajuda” ou “Discordo de você”. No trecho, porém, a oração não complementa um verbo, mas sim um nome (substantivo abstrato), o que a caracteriza como oração subordinada substantiva completiva nominal, exercendo a função de complemento nominal.
PEGA ESSA DICA!
Para diferenciar objeto indireto de complemento nominal, pergunte: o termo preposicionado completa o sentido de um verbo (objeto indireto) ou de um nome (complemento nominal)? Se for nome, é complemento nominal.
Conclusão: Como a banca pediu para julgar a afirmação, e ela está errada, o gabarito é a letra E. A oração “de que Alguém o faria” é complemento nominal, não objeto indireto.