Quanto à ortografia oficial, à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para os vocábulos e os trechos destacados do texto, julgue o item.
“O ruído marrom é como o branco e o rosa, só que mais grave – porque as frequências médias e as agudas estão presentes em menor proporção” (linhas 4 e 5) por As frequências médias e agudas estão presentes em menor proporção no ruído marrom, o que o torna mais grave e o diferencia dos ruídos branco e rosa
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GabaritoC — Certo
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Análise do item – Reescrita de trecho
SE LIGUE NESSA!
O texto-base desta questão não está disponível neste material. A análise abaixo ensina o método para julgar a reescrita, mas a confirmação final depende da leitura do trecho original na prova.
Gabarito: CERTO. A reescrita proposta mantém o sentido original do trecho, pois preserva as informações essenciais (as frequências médias e agudas presentes em menor proporção, a consequência de tornar o ruído mais grave e a diferenciação dos ruídos branco e rosa) e apresenta correção gramatical. A banca apenas reorganizou a ordem das ideias, sem alterar o conteúdo.
O que a questão pede
O comando exige que você julgue se a substituição do trecho destacado por outro mantém a correção gramatical e a coerência (ou seja, o sentido). Não se trata de escolher a reescrita mais bonita, mas de verificar se a nova redação não muda o significado e não apresenta erro de língua. Aqui, o foco está na reescritura de frases – um tópico clássico em concursos.
O que observar no trecho original
No trecho original, temos a seguinte estrutura:
“O ruído marrom é como o branco e o rosa, só que mais grave – porque as frequências médias e as agudas estão presentes em menor proporção”
As informações essenciais são:
O ruído marrom é semelhante ao branco e ao rosa.
Difere por ser mais grave.
A causa dessa gravidade é a menor proporção das frequências médias e agudas.
A reescrita proposta diz:
“As frequências médias e agudas estão presentes em menor proporção no ruído marrom, o que o torna mais grave e o diferencia dos ruídos branco e rosa”
Observe que a reescrita inverte a ordem: primeiro apresenta a causa (menor proporção das frequências), depois a consequência (torna mais grave) e a diferenciação. Essa inversão é permitida, pois mantém a relação de causa e consequência.
A técnica para julgar a reescrita
Para verificar se a reescrita está correta, faça três perguntas:
O sentido foi preservado? Compare cada informação: o ruído marrom continua sendo comparado ao branco e ao rosa; a característica de ser mais grave permanece; a causa (menor proporção das frequências) é mantida. Nada foi acrescentado ou omitido.
A gramática está correta? A reescrita usa o pronome relativo “o que” para retomar toda a oração anterior, o que é gramaticalmente aceito. A concordância está adequada: “As frequências médias e agudas estão presentes” (sujeito composto, verbo no plural).
A coerência foi mantida? A relação de causa e consequência é explícita: “o que o torna mais grave” – o “o” retoma a ideia de que as frequências estão em menor proporção. Não há contradição.
Por que as alternativas erradas falham
Como a questão é do tipo Certo/Errado, não há alternativas múltiplas. Mas é importante entender o que tornaria a reescrita errada:
Se a reescrita invertesse a relação de causa e consequência (ex.: “o ruído é mais grave, portanto as frequências estão em menor proporção”), haveria erro de coerência.
Se houvesse erro de concordância (ex.: “As frequências médias e agudas está presente”), a correção gramatical seria violada.
Se a reescrita acrescentasse informação (ex.: “o ruído marrom é o mais grave de todos”), haveria extrapolação.
Nenhum desses problemas ocorre na reescrita proposta.
Conclusão
A reescrita está correta porque preserva o sentido, mantém a correção gramatical e a coerência. A banca apenas reorganizou a estrutura, o que é permitido.