Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.O elemento “que” (linha 1) exerce a função de conjunção integrante.
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GabaritoE — Errado
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Função do "que" no texto: conjunção integrante ou pronome relativo?
Gabarito: E (Errado). O elemento "que" (linha 1) não exerce função de conjunção integrante; trata-se de pronome relativo, pois retoma um termo anterior e introduz uma oração subordinada adjetiva. A passagem que comprova isso está logo no início do texto: "O que é o ruído marrom, que promete acalmar o cérebro..." — o "que" retoma "ruído marrom" e equivale a "o qual".
O comando da questão
A questão pede um julgamento Certo/Errado sobre a classificação morfológica do "que" na linha 1. Isso é uma questão de gramática aplicada ao texto: não basta saber a teoria, é preciso analisar o uso concreto no trecho. O comando afirma que o "que" é conjunção integrante — e você deve verificar se essa afirmação é verdadeira ou falsa.
O texto e o trecho decisivo
O texto é uma reportagem sobre o "ruído marrom", um som que promete acalmar o cérebro e combater o déficit de atenção. Na linha 1, lê-se:
"O que é o ruído marrom, que promete acalmar o cérebro e combater o déficit de atenção"
O "que" destacado retoma o substantivo "ruído marrom" e introduz a oração "que promete acalmar o cérebro...". Essa oração caracteriza o ruído marrom, funcionando como um adjunto adnominal — ou seja, é uma oração subordinada adjetiva. O "que" é, portanto, pronome relativo, equivalente a "o qual".
A técnica que decide: o teste do "ISSO"
Para distinguir conjunção integrante de pronome relativo, use o teste clássico:
Conjunção integrante: introduz uma oração que pode ser substituída por "ISSO" (ou "disso", "nisso"). Ex.: "Ele disse que viria" → "Ele disse isso".
Pronome relativo: retoma um termo anterior e pode ser substituído por "o qual / a qual / os quais / as quais". Ex.: "O livro que comprei" → "O livro o qual comprei".
Aplicando ao trecho: "O ruído marrom, que promete acalmar..." → "O ruído marrom, o qual promete acalmar...". Funciona perfeitamente. Já a substituição por "ISSO" não faz sentido: "O ruído marrom, isso promete acalmar..." — não funciona. Logo, o "que" é pronome relativo, não conjunção integrante.
Por que a afirmação está errada
A afirmação do item é falsa porque classifica o "que" como conjunção integrante, mas o contexto mostra que ele é pronome relativo. A banca explora a polissemia do "que" — uma das palavras mais versáteis da língua — para induzir o candidato ao erro. Quem decora a teoria sem aplicar ao texto tende a marcar "Certo", mas a análise do trecho desmonta a afirmação.
Conclusão
A questão ensina uma lição valiosa: nunca classifique uma palavra isoladamente — o contexto é soberano. O "que" pode ser conjunção integrante, pronome relativo, partícula expletiva, advérbio etc., mas só a análise do uso concreto revela sua função. Aqui, o "que" retoma "ruído marrom" e introduz oração adjetiva: é pronome relativo. Portanto, o item está ERRADO.