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Questão de Português — Interpretação de Textos — Quadrix 2023

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
qg034906
Banca
Quadrix
Órgão
IIER - SP
Ano
2023
Nível
Superior

                                Imagem da questão

Cada uma das alternativas a seguir apresenta uma proposta de reescrita para o trecho “O acaso, já dizia Pasteur, só favorece os espíritos preparados e não prescinde da observação” (linhas 2 e 3). Assinale a alternativa em que a reescrita apresentada mantém os sentidos e a correção gramatical do trecho.
  1. AO acaso Pasteur já dizia só favorece os espíritos preparados e não prescinde da observação.
  2. BO acaso, já dizia Pasteur, só favorece os espíritos preparados que não prescindem da observação.
  3. CPasteur já dizia, o acaso, só favorece os espíritos preparados e não prescinde da observação.
  4. DPasteur já dizia que o acaso só favorece os espíritos preparados e não dispensa a observação.
  5. EPasteur já dizia que o acaso só favorece os espíritos preparados, não depende da observação.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Pasteur já dizia que o acaso só favorece os espíritos preparados e não dispensa a observação.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita de trecho: paráfrase com manutenção de sentido e correção gramatical

Gabarito: letra D. A reescrita em D é a única que mantém integralmente o sentido do trecho original e preserva a correção gramatical, pois transforma a intercalação "já dizia Pasteur" em uma oração subordinada substantiva objetiva direta introduzida por "que", sem alterar a relação lógica entre as ideias. Como se lê no texto-base, o trecho original é: "O acaso, já dizia Pasteur, só favorece os espíritos preparados e não prescinde da observação" (linhas 2 e 3). A alternativa D reescreve como "Pasteur já dizia que o acaso só favorece os espíritos preparados e não dispensa a observação", trocando apenas "prescinde" por "dispensa" (sinônimos perfeitos) e mantendo o conectivo "e" que liga as duas características do acaso.

O comando da questão

O enunciado pede uma reescrita que mantenha os sentidos e a correção gramatical do trecho. Isso significa que a alternativa correta deve ser uma paráfrase fiel: mesma informação, mesma relação lógica entre as ideias, e estrutura sintática válida. Não se trata de interpretar ou inferir, mas de reconhecer a equivalência semântica e a gramaticalidade.

O trecho original e sua estrutura

O trecho original é:

"O acaso, já dizia Pasteur, só favorece os espíritos preparados e não prescinde da observação"

Aqui, "já dizia Pasteur" é uma oração intercalada (um comentário do autor), e o núcleo da frase é: "O acaso só favorece os espíritos preparados e não prescinde da observação". O sujeito de "favorece" e de "prescinde" é o acaso. A conjunção e liga duas orações coordenadas: (1) o acaso só favorece os espíritos preparados; (2) o acaso não prescinde da observação.

A técnica: paráfrase semântica e sintática

Para reescrever sem alterar o sentido, é preciso:

  1. Manter a relação lógica entre as ideias: o acaso favorece os preparados e não prescinde da observação. São duas características do acaso, ligadas por adição.

  2. Preservar o sujeito de cada verbo: quem favorece? O acaso. Quem não prescinde? O acaso.

  3. Usar sinônimos que não mudem o sentido: "prescinde" = "dispensa" (no sentido de abrir mão). Cuidado: "não depende" é o contrário de "não prescinde" (prescindir = dispensar, abrir mão; depender = precisar).

  4. Manter a correção gramatical: a reescrita deve ser uma frase bem formada, com pontuação adequada e conectivos corretos.

Análise das alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

"O acaso Pasteur já dizia só favorece os espíritos preparados e não prescinde da observação."

Erro: Pontuação e ordem dos termos. A oração intercalada "já dizia Pasteur" foi deslocada sem as vírgulas obrigatórias, tornando a frase ambígua e gramaticalmente incorreta. Sem as vírgulas, o leitor pode entender "O acaso Pasteur" como um sintagma, o que não faz sentido. A reescrita não mantém a correção gramatical.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"O acaso, já dizia Pasteur, só favorece os espíritos preparados que não prescindem da observação."

Erro: Troca do conectivo "e" por "que" (oração adjetiva restritiva). No original, "não prescinde" refere-se ao acaso (o acaso não prescinde da observação). Na reescrita, "que não prescindem" refere-se aos espíritos preparados (os espíritos preparados não prescindem da observação). Isso altera o sentido: o texto original diz que o acaso não abre mão da observação; a alternativa B diz que os espíritos preparados não abrem mão. Além disso, a oração adjetiva restringe o sentido de "espíritos preparados", o que não existe no original.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Pasteur já dizia, o acaso, só favorece os espíritos preparados e não prescinde da observação."

Erro: Pontuação e ordem dos termos. A frase começa com "Pasteur já dizia", mas a vírgula após "dizia" separa o verbo de seu complemento, criando uma estrutura quebrada. O correto seria "Pasteur já dizia que o acaso..." (como em D) ou manter a intercalação com vírgulas. A reescrita não é gramatical.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Pasteur já dizia que o acaso só favorece os espíritos preparados e não dispensa a observação."

Correta porque:

  • Mantém o sentido: "prescinde" foi substituído por "dispensa", que é sinônimo perfeito no contexto (não abrir mão).

  • Mantém a relação lógica: o conectivo "e" preserva a adição entre as duas características do acaso.

  • Mantém o sujeito: "o acaso" continua sendo o sujeito de "favorece" e de "dispensa".

  • Correção gramatical: a oração "que o acaso só favorece..." é uma oração subordinada substantiva objetiva direta, corretamente introduzida por "que" e sem vírgula indevida.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Pasteur já dizia que o acaso só favorece os espíritos preparados, não depende da observação."

Erro: Inversão do sentido. "Não prescinde" significa "não dispensa", "não abre mão". "Não depende" significa "não precisa". São antônimos nesse contexto. O texto original afirma que o acaso não abre mão da observação (ou seja, depende dela); a alternativa E afirma que o acaso não depende da observação. Isso contradiz o texto.

Conclusão

A alternativa D é a única que preserva o sentido (sinonímia correta) e a correção gramatical (estrutura sintática válida). As demais ou quebram a pontuação (A, C), ou alteram o referente do sujeito (B), ou invertem o sentido (E).

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer o candidato trocar o conectivo "e" por "que" (oração adjetiva restritiva), o que altera o sentido: no original, o acaso não prescinde da observação; na alternativa B, os espíritos preparados é que não prescindem. Além disso, "não depende da observação" (E) inverte o sentido de "não prescinde".

PEGA ESSA DICA!

Ao reescrever, pergunte-se: quem pratica a ação de cada verbo? Se o sujeito mudar, o sentido mudou. E desconfie de trocas que parecem sinônimas, mas são antônimas (prescindir ≠ depender).

Gabarito: letra D

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