Questão de Português — Ortografia — Quadrix 2023
- Código
- qg034958
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- IPREV-DF
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior

Internet: <www.economia.uol.com.br> (com adaptações).
- CCerto
- EErrado

Internet: <www.economia.uol.com.br> (com adaptações).
GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). O item está errado porque o hífen em "economistas-chefe" não se justifica pela regra dos adjetivos gentílicos, mas sim pela regra geral de palavras compostas com um adjetivo (não gentílico) posposto ao substantivo. A justificativa apresentada no item é falsa, pois "chefe" não é um adjetivo gentílico (não indica nacionalidade ou origem), e a regra que rege o hífen nesse caso é outra.
A questão é de julgamento (Certo/Errado) sobre um aspecto linguístico do texto: o uso do hífen em "economistas-chefe". O enunciado afirma que o hífen está correto porque segue a regra dos adjetivos gentílicos. Para resolver, você precisa saber duas coisas: (1) se o hífen está correto; (2) se a justificativa apresentada é verdadeira. Mesmo que o hífen estivesse correto, se a razão dada for falsa, o item é errado. Aqui, ambas as partes são problemáticas: o hífen está correto, mas a justificativa é falsa.
O hífen é usado em palavras compostas sem elemento de ligação quando há uma relação de justaposição, como em "guarda-chuva", "arco-íris", "segunda-feira". Quando o composto é formado por um substantivo e um adjetivo (ou dois adjetivos), o hífen é empregado, como em "amor-perfeito", "pão-duro", "couve-flor". No caso de "economistas-chefe", temos um substantivo (economistas) + um adjetivo (chefe), e a forma plural correta é "economistas-chefes" (ambos flexionam), mas o hífen é obrigatório por se tratar de composto com adjetivo.
A regra dos adjetivos gentílicos (pátrios) é diferente: ela se aplica a adjetivos que indicam nacionalidade, origem ou procedência, como "brasileiro", "francês", "norte-americano". Em compostos com gentílicos, o hífen também é usado, mas a regra é específica: por exemplo, "afro-brasileiro", "luso-brasileiro", "ítalo-americano". No entanto, "chefe" não é um gentílico — é um adjetivo comum que indica função ou hierarquia. Portanto, a justificativa do item é incorreta.
A banca tenta confundir o candidato ao associar o hífen a uma regra que não se aplica. O hífen em "economistas-chefe" está correto, mas não pela regra dos gentílicos. Se você apenas soubesse que o hífen está correto, poderia marcar "Certo", mas a justificativa é o ponto central. Sempre que o item trouxer uma justificativa ("pois...", "porque..."), verifique se ela é verdadeira. Aqui, a justificativa é falsa, tornando o item errado.
O item afirma que o hífen em "economistas-chefe" está correto porque segue a regra dos adjetivos gentílicos. Isso é falso por dois motivos:
"Chefe" não é um adjetivo gentílico. Gentílicos são adjetivos que indicam nacionalidade ou origem (ex.: "brasileiro", "francês", "mineiro"). "Chefe" é um adjetivo comum, que indica hierarquia ou função.
A regra aplicável é a de compostos com adjetivo. O hífen é usado em palavras compostas formadas por substantivo + adjetivo, como "economistas-chefe". Essa é a regra geral de composição, não a regra específica de gentílicos.
Portanto, o item está errado porque a justificativa apresentada é incorreta, mesmo que o uso do hífen esteja correto.
A questão testa se você sabe distinguir a regra de hífen em compostos com adjetivo comum da regra de compostos com adjetivo gentílico. O hífen em "economistas-chefe" é correto, mas a razão dada no item é falsa. Gabarito: E (Errado).
Em itens de Certo/Errado, desconfie de justificativas que citam uma regra específica (como "adjetivos gentílicos") quando o caso não se encaixa perfeitamente. Pergunte: "o termo em questão é realmente um gentílico?" Se não for, a justificativa é inválida, mesmo que o uso do hífen esteja correto.
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