Questão de Medicina — Legislação da Saúde. SUS. — UPENET/IAUPE 2023
MedicinaLegislação da Saúde. SUS.
- Código
- qg048912
- Banca
- UPENET/IAUPE
- Órgão
- Prefeitura de Abreu e Lima - PE
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico Auditor
O processo de implantação do SUS veio acompanhado de muitas reflexões sobre os caminhos que melhor estruturassem o sistema dentro dos seus princípios finalísticos e diretrizes estabelecidas. Diante dessas reflexões e das bases de criação do SUS, aos poucos o termo modelo assistencial vem sendo substituído por modelo de atenção à saúde por se entender que a denominação “assistencial” traz, em seu bojo, a representação de cidadania considerada como dádiva, como benevolência ou favor e não como direito de cidadania e responsabilidade do Estado em garantir o acesso aos serviços públicos por meio de políticas sociais consistentes, duradouras e de boa qualidade.Assinale a alternativa que NÃO contém a descrição adequada ao modelo de atenção referido.
- AConsiderando o contexto da Reforma Sanitária Brasileira, quando se fala em mudança do modelo de atenção à saúde, é importante compreender que esta mudança é relativa ao modelo ainda hegemônico no Brasil, o modelo preventivo e de promoção à saúde.
- BO modelo idealizado para o SUS preconiza a integralidade do cuidado, a garantia do acesso, a regionalização e descentralização dos serviços, as ações humanizadas e resolutivas de saúde e voltadas às necessidades de toda a população por meio de ações de planejamento e avaliação que respeitem as diferentes necessidades e problemas de saúde locais e regionais.
- CModelo Ações Programáticas em Saúde foi desenvolvido no final da década de 1980 por um grupo de docentes e pesquisadores do Departamento de Medicina Preventiva e Social a partir das reflexões e debates sobre a programação como forma de organização da oferta de serviços na ótica da APS agrega, como parte de seus fundamentos, os princípios de integração sanitária e da hierarquização do cuidado.
- DA proposta Vigilância em Saúde foi elaborada pelo grupo de pesquisadores e docentes do Instituto de Saúde Coletiva, no início dos anos 90. Este referencial de modelo propõe uma redistribuição de poder entre os três entes federativos, com mudanças e adequações de papéis em cada um deles, apresentando em seus argumentos a importância das instâncias estaduais como espaço de controle e regulação da oferta de serviços e coordenação do enfrentamento de problemas e situações de saúde que extrapolem as bases territoriais dos municípios, numa perspectiva de trabalho articulado e colaborativo.
- EAs Redes de Atenção emergem a partir da avaliação da situação de saúde da população que configura uma nova realidade sanitária vivida por muitos países onde se entrelaçam fatores como: a diminuição das taxas de fecundidade e o aumento da expectativa de vida com envelhecimento da população e o aumento dos agravos crônicos de saúde; hábitos de vida não saudáveis levando a condições crônicas; acumulação epidemiológica proporcionando superposição de novas doenças infecciosas e doenças anteriormente superadas e o crescimento acelerado da violência e causas externas.