Questão de Português — Interpretação de Textos — AGIRH 2024
- Código
- qg065970
- Banca
- AGIRH
- Órgão
- Prefeitura de Lavrinhas - SP
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista de Controle Interno
- ADeslealmente.
- BFelicidade.
- CDesalmado.
- DDesculpa.
GabaritoC — Desalmado.
Gabarito: letra C. A palavra "desalmado" é formada por derivação parassintética, pois recebe simultaneamente o prefixo "des-" e o sufixo "-ado" ao radical "alma". A retirada de qualquer um dos afixos gera uma forma inexistente em português: "almado" e "desalma" não são palavras autônomas. Essa característica – a dependência mútua dos afixos – define a parassíntese.
A banca explora a confusão entre parassíntese (afixos simultâneos) e derivação prefixal e sufixal (afixos acrescentados em etapas). A alternativa A, "deslealmente", parece ter prefixo e sufixo, mas eles não são simultâneos: primeiro forma-se "desleal" (prefixal), depois acrescenta-se "-mente" (sufixal). Trata-se de derivação prefixal + sufixal, não parassintética.
Erro: a palavra é formada por derivação prefixal (des- + leal) seguida de derivação sufixal (desleal + mente). Os afixos não são acrescentados ao mesmo tempo; o prefixo já estava presente antes do sufixo. Isso caracteriza derivação prefixal e sufixal, e não parassintética.
Se retirássemos apenas o sufixo, teríamos "desleal" (palavra existente); se retirássemos apenas o prefixo, teríamos "lealmente" (também existente). Logo, não há simultaneidade.
Erro: trata-se de derivação sufixal pura. O radical "feliz" recebe o sufixo "-dade" (com adaptação ortográfica). Não há prefixo envolvido. Portanto, não é parassintética.
Acerto: a palavra é formada pelo radical "alma" com acréscimo simultâneo do prefixo "des-" e do sufixo "-ado". Nenhum dos dois afixos pode ser retirado isoladamente sem que a forma resultante seja inválida:
"Almado" não existe em português.
"Desalma" também não é palavra autônoma (embora exista o verbo "desalmar", mas isso é outra derivação).
Essa dependência bilateral é a marca registrada da derivação parassintética.
Erro: "desculpa" deriva-se por derivação prefixal: o prefixo "des-" é acrescentado ao substantivo "culpa". Não há sufixo. Logo, não se enquadra na parassíntese.
Embora exista o verbo "desculpar" (com sufixo verbal), a palavra da questão é o substantivo "desculpa", que não apresenta sufixo.
Para identificar uma palavra parassintética, pergunte: "se eu tirar só o prefixo, a palavra que sobra existe? Se eu tirar só o sufixo, existe?" Se ambas as respostas forem "não", é parassíntese. Se pelo menos uma forma existir, é derivação prefixal e/ou sufixal comum.
Conclusão: apenas a alternativa C (desalmado) preenche o requisito de simultaneidade dos afixos. As demais pertencem a outros processos de derivação. Gabarito: letra C.
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