O ciclo de vida de um produto é uma
diligência de se reconhecer os estágios no seu
histórico de vendas. Correlatos a esses estágios,
existem perspectivas e reveses díspares com
relação à estratégia de marketing e ao potencial
de lucro pela identificação do estágio em que o
produto se encontra, ou para o qual pode estar se
encaminhando.
A introdução é o período de crescimento
moroso à medida que o produto é introduzido no
mercado. Os lucros são praticamente quiméricos
nesse estágio devido às colossais despesas com a
sua introdução no mercado, no intuito de
conquistar o consumidor. O crescimento é um
período de vertiginosa aceitação por parte do
mercado e de melhoria substancial no lucro.
A ponte é um ponto de interseção entre o
segundo e o terceiro estágio. Não é nada
representativa, porém necessária. A maturidade é
um período de ínfimo ritmo de crescimento das
vendas porque o produto alcançou a dileção da
maioria dos compradores em potencial. Os lucros
atingem o pico nesse período e começam a
declinar por causa das crescentes despesas de
marketing para manter a posição do produto
contra a concorrência. Conquanto haja
estratégias implementadas, o declínio aduz um
período em que as vendas continuam numa forte
inclinação decrescente e os lucros sofrem rápida
erosão em direção ao ponto zero.
Fonte: Mattos, M. et al. Marketing estratégico para organizações
e empreendedores. São Paulo: Atlas, 2019.
Retome a primeira oração do último período do terceiro parágrafo, nela encontramos uma relação de:
Aconcessão
Bcausa
Cconsequência
Dconformidade
Ecomparação
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GabaritoA — concessão
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Relação de Concessão na Oração Subordinada Adverbial
Gabarito: letra A. A primeira oração do último período do terceiro parágrafo — "Conquanto haja estratégias implementadas" — estabelece uma relação de concessão com a oração principal, pois a conjunção "conquanto" é uma conjunção subordinativa concessiva, que introduz uma ideia que se contrapõe à oração principal sem impedir sua realização. O texto diz que, mesmo havendo estratégias, as vendas continuam caindo e os lucros erodem — a concessão está exatamente nessa quebra de expectativa.
O Comando
A questão pede que você retome a primeira oração do último período do terceiro parágrafo e identifique a relação que ela estabelece. Isso é uma questão de sintaxe — mais especificamente, de orações subordinadas adverbiais — e não de interpretação de texto. O comando "retome" indica que você deve localizar o trecho exato e analisar a conjunção que o introduz, pois é ela que determina o valor semântico da oração.
O Texto
O terceiro parágrafo trata do estágio de declínio do produto. O autor afirma que, mesmo com estratégias implementadas, as vendas continuam caindo e os lucros desaparecem. A oração "Conquanto haja estratégias implementadas" expressa uma concessão: admite-se que há estratégias, mas isso não impede o declínio. A conjunção "conquanto" é a chave da questão.
A Técnica: Conjunções Subordinativas Adverbiais
As orações subordinadas adverbiais são introduzidas por conjunções subordinativas e exercem a função de adjunto adverbial, indicando circunstâncias como tempo, causa, finalidade, condição, concessão, comparação, conformidade, proporção e consequência. A concessão é a relação em que se admite um fato contrário à ideia principal, mas que não impede sua realização. As conjunções concessivas típicas são: embora, ainda que, mesmo que, conquanto, apesar de que, se bem que, posto que.
"Conquanto haja estratégias implementadas, o declínio aduz um período em que as vendas continuam numa forte inclinação decrescente e os lucros sofrem rápida erosão em direção ao ponto zero."
Aqui, "conquanto" introduz uma oração que reconhece a existência de estratégias, mas essa existência não é suficiente para evitar o declínio. A relação é de concessão porque há uma quebra de expectativa: espera-se que estratégias evitem o declínio, mas não evitam.
Distinções Importantes
Causa (porque, já que, visto que): a oração subordinada é o motivo da principal. Ex.: "As vendas caem porque o produto está em declínio." Aqui, a oração subordinada é a causa, não a concessão.
Consequência (de modo que, tão...que): a oração subordinada é o efeito da principal. Ex.: "As vendas caem tanto que os lucros erodem."
Conformidade (conforme, segundo, como): a oração subordinada indica acordo com a principal. Ex.: "As vendas caem conforme o esperado."
Comparação (como, tal qual, mais...do que): a oração subordinada compara com a principal. Ex.: "As vendas caem como caem as folhas no outono."
Análise das Alternativas
Oração subordinada adverbial: Concessiva (Conjunções: embora, ainda que, conquanto, Quebra de expectativa, Admite fato contrário sem impedir); Causa (Conjunções: porque, já que, visto que, Motivo da principal); Consequência (Conjunções: de modo que, tão...que, Efeito da principal); Conformidade (Conjunções: conforme, segundo, Acordo com a principal); Comparação (Conjunções: como, tal qual, Compara com a principal)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A conjunção "conquanto" é concessiva. A oração "Conquanto haja estratégias implementadas" admite um fato contrário (a existência de estratégias) sem impedir a realização da principal (o declínio). A relação é de concessão.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A relação de causa seria expressa por conjunções como "porque", "já que", "visto que". No trecho, "conquanto" não indica motivo, mas sim uma ressalva. A banca tenta confundir com a ideia de que estratégias poderiam ser a causa do declínio, mas o texto não diz isso.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A relação de consequência seria expressa por "de modo que", "tão...que". Aqui, a oração subordinada não é o efeito da principal, mas uma condição contrária que não impede o resultado.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A relação de conformidade seria expressa por "conforme", "segundo", "como". "Conquanto" não indica acordo, mas oposição à expectativa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A relação de comparação seria expressa por "como", "tal qual", "mais...do que". Não há comparação entre dois elementos no trecho.
NÃO CAIA NESSA!
A banca oferece relações semânticas vizinhas (causa, consequência) para confundir com a concessão. A chave é identificar a conjunção e o valor de quebra de expectativa.
PEGA ESSA DICA!
Ao identificar a relação entre orações, grife a conjunção e pergunte: "essa conjunção indica motivo, efeito, acordo, comparação ou ressalva?" Concessão sempre traz uma ressalva que não impede o fato principal.