Questão de Medicina — Pneumologia — Avança SP 2024
Medicina›Pneumologia
Código
qg081305
Banca
Avança SP
Órgão
FUNBEPE
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico do Trabalho
Um paciente de 50 anos, tabagista, apresenta tosse seca e emagrecimento há 2 meses. A radiografia de tórax revela um nódulo pulmonar solitário de 2 cm em lobo superior direito. É o próximo passo no diagnóstico para determinar a natureza do nódulo:
ABroncoscopia com biópsia.
BRessonância magnética de tórax.
CTomografia computadorizada de tórax com contraste.
DPunção aspirativa por agulha fina guiada por tomografia.
EPET-CT (Tomografia por Emissão de Pósitrons).
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GabaritoC — Tomografia computadorizada de tórax com contraste.
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Nódulo pulmonar solitário: abordagem diagnóstica
Gabarito: letra C. O próximo passo para caracterizar um nódulo pulmonar solitário de 2 cm, identificado na radiografia de tórax, é a tomografia computadorizada (TC) de tórax com contraste, pois ela fornece detalhes anatômicos superiores à radiografia, permitindo melhor caracterização do nódulo (bordas, densidade, calcificações) e avaliação de linfonodos mediastinais, sendo o exame de escolha nesse contexto. A TC é o método que "ajuda a caracterizar nódulos e massas pulmonares", conforme o material de apoio, e é o passo inicial obrigatório antes de qualquer procedimento invasivo.
O nódulo pulmonar solitário é uma lesão radiopaca, de até 3 cm, circundada por parênquima pulmonar normal, sem linfadenopatia ou atelectasia associada. Em um paciente tabagista de 50 anos, com tosse seca e emagrecimento, a principal preocupação é a possibilidade de neoplasia maligna, como o adenocarcinoma de pulmão. A radiografia de tórax, embora seja o primeiro exame a detectar o nódulo, tem limitações: não define com precisão as características da lesão, como a presença de calcificações benignas (padrão central, laminado, difuso ou "pipoca"), gordura (hamartoma) ou espículas sugestivas de malignidade.
A tomografia computadorizada de tórax é o exame de imagem de escolha para a avaliação inicial de um nódulo pulmonar solitário. Ela permite:
Caracterização do nódulo: tamanho, forma, bordas (lisas, lobuladas, espiculadas), densidade (sólido, subsólido, vidro fosco), presença de calcificações e cavitação.
Avaliação do mediastino: detecção de linfonodos aumentados, que podem indicar metástases.
Planejamento de procedimentos: orientar biópsias percutâneas ou broncoscopia.
O uso de contraste intravenoso é importante para diferenciar estruturas vasculares de massas mediastinais e para avaliar a vascularização do nódulo, auxiliando na distinção entre lesões benignas e malignas. O material de apoio destaca que "o uso de contraste intravenoso como parte do exame possibilita a separação das estruturas mediastinais vasculares das não vasculares".
A conduta correta, portanto, é realizar a TC de tórax com contraste para melhor caracterizar o nódulo antes de decidir sobre a necessidade de procedimentos invasivos, como broncoscopia ou biópsia percutânea. A TC é o elo entre a radiografia inicial e a definição diagnóstica, sendo o "próximo passo" lógico e baseado em evidências.
A pegadinha desta questão está em confundir o exame de imagem inicial (TC) com os procedimentos diagnósticos invasivos (broncoscopia, punção aspirativa) ou com exames funcionais/metabólicos (PET-CT). O aluno que não domina o fluxograma de investigação do nódulo pulmonar pode ser tentado a escolher diretamente uma biópsia, mas a TC é o passo obrigatório e anterior a qualquer procedimento.
1Radiografia de tórax
2TC de tórax com contraste
3Procedimento invasivo (biópsia)
4PET-CT (estadiamento)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A broncoscopia com biópsia é um procedimento invasivo que pode ser indicado para lesões centrais, mas não é o primeiro passo na investigação de um nódulo pulmonar periférico de 2 cm. Antes de qualquer procedimento, é necessário realizar a TC de tórax para caracterizar o nódulo e planejar a abordagem. Além disso, a broncoscopia tem menor rendimento para nódulos periféricos pequenos, sendo mais útil para lesões centrais ou quando há suspeita de lesão endobrônquica.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A ressonância magnética (RM) de tórax não é o exame de escolha para avaliação de nódulos pulmonares. A RM tem baixa sensibilidade para caracterizar lesões pulmonares devido aos artefatos de movimento respiratório e cardíaco, além de ser inferior à TC na avaliação do parênquima pulmonar. A TC é o método padrão-ouro para essa finalidade.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A tomografia computadorizada de tórax com contraste é o próximo passo na investigação de um nódulo pulmonar solitário. Ela permite caracterizar o nódulo (bordas, densidade, calcificações), avaliar o mediastino e planejar procedimentos invasivos. O material de apoio confirma que a TC "ajuda a caracterizar nódulos e massas pulmonares" e fornece "informações mais detalhadas sobre a estrutura pulmonar do que a radiografia de tórax".
Alternativa D — ❌ Incorreta
A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) guiada por tomografia é um procedimento diagnóstico invasivo que pode ser indicado para nódulos periféricos, mas não é o primeiro passo. Antes de realizar a PAAF, é necessário obter a TC de tórax para caracterizar o nódulo e decidir se a biópsia é realmente necessária. A PAAF é uma etapa posterior, reservada para casos em que a TC sugere malignidade e a broncoscopia não é viável.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O PET-CT é um exame funcional que avalia a atividade metabólica das lesões, sendo útil no estadiamento do câncer de pulmão e na diferenciação entre nódulos benignos e malignos. No entanto, não é o primeiro exame a ser realizado após a radiografia. A TC de tórax é o passo inicial para caracterizar o nódulo; o PET-CT pode ser indicado posteriormente, especialmente se a TC sugerir malignidade, para estadiamento e planejamento terapêutico.