Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — Avança SP 2024
Medicina›Ortopedia e Traumatologia
Código
qg081414
Banca
Avança SP
Órgão
FUNBEPE
Ano
2024
Nível
Médio
Cargo
Técnico de Imobilização Ortopédica
Um paciente com hérnia de disco cervical necessita de tração esquelética para alívio da dor e descompressão das raízes nervosas. Ao preparar o paciente para o procedimento, o técnico de imobilização ortopédica deve:
APosicionar o paciente em decúbito ventral, com a cabeça apoiada em um travesseiro macio.
BAplicar um colar cervical rígido para garantir a estabilidade da coluna cervical durante a tração.
CFixar os pinos de tração no crânio do paciente, utilizando técnica asséptica e anestesia local.
DAjustar o peso da tração de acordo com a tolerância do paciente, iniciando com cargas elevadas.
EMonitorar a pressão arterial e a frequência cardíaca do paciente a cada duas horas durante a tração.
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GabaritoC — Fixar os pinos de tração no crânio do paciente, utilizando técnica asséptica e anestesia local.
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Tração esquelética craniana na hérnia de disco cervical
Gabarito: letra C. A tração esquelética cervical é um procedimento que exige a fixação de pinos no crânio do paciente, realizada com técnica asséptica e anestesia local, para permitir a aplicação de forças de descompressão sobre a coluna cervical. As demais alternativas descrevem condutas incorretas ou incompletas para o contexto do procedimento.
A tração esquelética é um método de tratamento ortopédico que utiliza pinos ou fios metálicos inseridos no osso para aplicar uma força de tração contínua, com o objetivo de alinhar fraturas, reduzir luxações ou, como no caso do enunciado, descomprimir estruturas nervosas. No caso específico da coluna cervical, a tração é aplicada através de pinos fixados no crânio, geralmente utilizando um aparelho chamado halo craniano ou os pinos de tração craniana. Esses pinos são inseridos na calota craniana, em pontos específicos, e conectados a um sistema de roldanas e pesos que exercem a tração.
O procedimento de inserção dos pinos é um ato cirúrgico, ainda que de pequeno porte, e por isso exige rigorosos cuidados de assepsia para prevenir infecções, além de anestesia local para o conforto do paciente. A técnica asséptica envolve a antissepsia da pele, o uso de campos estéreis e de material cirúrgico esterilizado. A anestesia local é administrada no local de inserção de cada pino, geralmente com lidocaína, para bloquear a dor durante a perfuração.
A tração esquelética craniana é indicada em diversas situações, como fraturas da coluna cervical, luxações, e também em casos de hérnia de disco cervical, quando se deseja aliviar a compressão das raízes nervosas. O peso da tração é calculado pelo médico, baseado no peso corporal do paciente e na lesão específica, e não deve ser ajustado arbitrariamente pelo técnico. O paciente deve ser monitorado, mas a frequência da monitorização de sinais vitais pode variar conforme o protocolo da instituição e a condição clínica do paciente.
A alternativa C é a única que descreve corretamente o procedimento de tração esquelética craniana, pois envolve a fixação de pinos no crânio com técnica asséptica e anestesia local. As demais alternativas apresentam erros conceituais ou de conduta que podem comprometer a segurança e a eficácia do tratamento.
1Posicionar paciente
2Antissepsia e campos estéreis
3Anestesia local
4Fixar pinos no crânio
5Conectar sistema de tração
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O decúbito ventral (de bruços) com a cabeça apoiada em travesseiro macio é uma posição inadequada para a tração esquelética cervical. A tração craniana exige que o paciente esteja em posição que permita a aplicação da força de tração, geralmente em decúbito dorsal (de barriga para cima) com a cabeça alinhada ao corpo. O travesseiro macio não oferece o suporte necessário e pode interferir na linha de tração, além de não ser uma posição segura para o procedimento.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O colar cervical rígido é um dispositivo de imobilização utilizado em situações de trauma para restringir o movimento da coluna cervical. No entanto, na tração esquelética, o colar não é utilizado, pois a tração é aplicada diretamente através dos pinos cranianos. O colar poderia até atrapalhar a aplicação da tração ou a visualização do local de inserção dos pinos. A estabilidade da coluna durante a tração é garantida pela própria tração e pelo posicionamento adequado do paciente, não pelo colar.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a descrição correta do procedimento de tração esquelética craniana. A fixação dos pinos no crânio é o passo fundamental para a aplicação da tração, e a técnica asséptica é essencial para prevenir infecções no local de inserção. A anestesia local é necessária para minimizar a dor do paciente durante a perfuração do osso. O técnico de imobilização ortopédica deve estar apto a auxiliar o médico nesse procedimento, garantindo a esterilidade do campo e o conforto do paciente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O ajuste do peso da tração é uma decisão médica, baseada em critérios clínicos e radiológicos, e não deve ser feito "de acordo com a tolerância do paciente" ou iniciando com "cargas elevadas". O peso inicial é calculado para ser seguro e eficaz, e cargas elevadas podem causar lesões, como a separação excessiva das vértebras ou danos neurológicos. O técnico não deve alterar o peso da tração sem ordem médica.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Embora a monitorização dos sinais vitais seja importante durante a tração, a frequência de "a cada duas horas" não é uma regra universal e pode não ser suficiente em todos os casos. A frequência da monitorização deve ser determinada pela equipe médica e de enfermagem, baseada na condição clínica do paciente e no protocolo da instituição. Além disso, a alternativa não menciona outros cuidados essenciais, como a avaliação neurológica e a inspeção do local dos pinos.