Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — Avança SP 2024
Medicina›Ortopedia e Traumatologia
Código
qg081425
Banca
Avança SP
Órgão
FUNBEPE
Ano
2024
Nível
Médio
Cargo
Técnico de Imobilização Ortopédica
Um paciente com fratura distal de fíbula foi indicado para tratamento com bota gessada. O técnico de imobilização ortopédica deve seguir protocolos específicos para garantir a imobilização adequada e o conforto do paciente. Indique qual das opções a seguir representa a técnica correta na aplicação da bota gessada.
AAplicar o gesso diretamente sobre a pele para assegurar uma imobilização mais firme e evitar deslocamento.
BMoldar a bota gessada com o pé do paciente em posição neutra, formando um ângulo de 90 graus entre o pé e a perna.
CEnvolver a área lesionada com várias camadas de gaze antes de aplicar o gesso para garantir maior rigidez e estabilidade.
DColocar uma almofada rígida na planta do pé para fornecer suporte adicional e evitar a movimentação durante a cura.
EDeixar o calcanhar exposto durante a aplicação para facilitar a inspeção da pele e prevenir complicações.
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GabaritoB — Moldar a bota gessada com o pé do paciente em posição neutra, formando um ângulo de 90 graus entre o pé e a perna.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Técnica de aplicação da bota gessada em fratura distal de fíbula
Gabarito: letra B. A técnica correta exige moldar a bota gessada com o pé em posição neutra, formando um ângulo de 90 graus entre o pé e a perna, o que corresponde à posição funcional da articulação do tornozelo. Essa posição evita deformidades em equino (pé caído) e garante a manutenção do alinhamento adequado durante a consolidação da fratura.
A aplicação de uma bota gessada é um procedimento comum no tratamento conservador de fraturas do tornozelo e do pé, como a fratura distal da fíbula. O objetivo é imobilizar a articulação para permitir a consolidação óssea, mas isso deve ser feito de forma a preservar a função futura e evitar complicações. A posição em que o membro é imobilizado é um dos pontos mais críticos da técnica.
A posição neutra do tornozelo, com o pé formando um ângulo de 90 graus com a perna, é a chamada posição funcional. Nessa posição, os ligamentos e tendões estão em equilíbrio, e a articulação fica preparada para a marcha e para a movimentação após a retirada do gesso. Se o pé for imobilizado em flexão plantar (ponta do pé para baixo), o tendão de Aquiles e os tecidos posteriores podem encurtar, levando a uma contratura em equino, que é uma deformidade grave e de difícil correção. Por outro lado, se imobilizado em flexão dorsal excessiva, pode haver estiramento de estruturas e desconforto.
Além da posição, outros princípios são fundamentais na aplicação do gesso. O acolchoamento adequado, geralmente com algodão ortopédico, é essencial para proteger as proeminências ósseas (como maléolos e cabeça da fíbula) e evitar lesões de pressão. O gesso não deve ser aplicado diretamente sobre a pele, pois isso causaria queimaduras, irritação e pontos de pressão. A imobilização deve incluir as articulações acima e abaixo da fratura, no caso, o tornozelo e o pé, garantindo a estabilidade necessária. O calcanhar, embora seja uma proeminência, não deve ficar exposto; ele deve ser bem acolchoado e incluído no gesso para evitar úlceras por pressão, mas a região deve ser moldada adequadamente para distribuir a pressão.
A banca explora o conhecimento dos princípios básicos de imobilização ortopédica, testando se o candidato sabe diferenciar as técnicas corretas das incorretas. A pegadinha está em alternativas que parecem plausíveis, mas que violam os princípios de segurança e conforto do paciente. O critério decisivo para resolver a questão é o conhecimento da posição funcional e dos cuidados com o acolchoamento e a proteção da pele.
Bota gessada (fratura distal de fíbula): Posição funcional (Pé em 90° com a perna, Previne pé equino); Acolchoamento (Algodão ortopédico, Protege proeminências ósseas); Inclusão das articulações (Tornozelo e pé); Cuidados (Gesso direto na pele (queimadura), Gaze no lugar do algodão, Almofada rígida na planta, Calcanhar exposto)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Aplicar o gesso diretamente sobre a pele é um erro grave. O gesso é um material que gera calor durante a secagem e pode causar queimaduras na pele. Além disso, sem o acolchoamento, o gesso cria pontos de pressão sobre as proeminências ósseas, levando a lesões de pele, úlceras e necrose. O acolchoamento com algodão ortopédico é obrigatório para proteger a pele e distribuir a pressão de forma uniforme.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Moldar a bota gessada com o pé em posição neutra, formando um ângulo de 90 graus entre o pé e a perna, é a técnica correta. Essa é a posição funcional do tornozelo, que previne deformidades como o pé equino e garante a manutenção do alinhamento adequado durante a consolidação. A posição neutra é o padrão ouro para imobilizações do tornozelo e do pé.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Envolver a área lesionada com várias camadas de gaze antes de aplicar o gesso não é a técnica correta. O acolchoamento deve ser feito com material específico, como algodão ortopédico, que é macio e moldável, e não com gaze, que é um material fino e não oferece proteção adequada contra pressão. O excesso de camadas de qualquer material pode impedir a adequada modelagem do gesso e criar pontos de pressão.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Colocar uma almofada rígida na planta do pé não é recomendado. Uma almofada rígida criaria um ponto de pressão localizado, aumentando o risco de lesão de pele e desconforto. O suporte adequado é feito com o acolchoamento distribuído uniformemente e a moldagem correta do gesso, que deve se adaptar aos contornos do pé, incluindo o arco plantar, sem criar pontos de pressão.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Deixar o calcanhar exposto durante a aplicação do gesso é um erro. O calcanhar é uma proeminência óssea que precisa de proteção e acolchoamento para evitar úlceras por pressão. Deixá-lo exposto não facilita a inspeção da pele, pois a região fica vulnerável a lesões e não há como avaliar a pele sob o gesso. O correto é incluir o calcanhar no gesso, com acolchoamento adequado, e realizar a inspeção da pele através de janelas ou na troca do gesso.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato com alternativas que parecem lógicas, mas que violam os princípios de segurança. A alternativa E, por exemplo, sugere deixar o calcanhar exposto para "facilitar a inspeção", o que parece razoável, mas na prática o calcanhar precisa ser protegido e incluído no gesso. A alternativa C, com a gaze, também parece plausível, mas o material correto é o algodão ortopédico. Fique atento: a posição funcional (90 graus) e o acolchoamento adequado são os pilares da técnica correta.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de imobilização ortopédica, lembre-se sempre dos três pilares: (1) posição funcional (neutra, 90 graus), (2) acolchoamento adequado com algodão ortopédico, e (3) inclusão das articulações adjacentes. Se uma alternativa violar qualquer um desses princípios, ela está incorreta. Essa tríade resolve a maioria das questões sobre o tema.