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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — Avança SP 2024

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
qg082743
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Araçariguama - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Pediatra
Sobre o uso de antibióticos em crianças com bronquite aguda, é correto afirmar:
  1. AO uso de antibióticos é recomendado em todos os casos de bronquite aguda, independentemente da etiologia.
  2. BA amoxicilina é o antibiótico de escolha para o tratamento empírico da bronquite aguda.
  3. COs macrólidos, como a azitromicina, são indicados apenas em casos de bronquite causada por Mycoplasma pneumoniae.
  4. DO uso de antibióticos está indicado apenas em casos de bronquite aguda com evidência de consolidação pulmonar.
  5. EA duração habitual do tratamento com antibióticos é de 10 a 14 dias, independentemente da evolução clínica.
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GabaritoD — O uso de antibióticos está indicado apenas em casos de bronquite aguda com evidência de consolidação pulmonar.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Uso de antibióticos na bronquite aguda em crianças

Gabarito: letra D. A bronquite aguda é uma infecção viral autolimitada na grande maioria dos casos, e o uso de antibióticos não é rotineiramente recomendado; a indicação se restringe a situações específicas, como quando há evidência clínica ou radiológica de consolidação pulmonar, que sugere pneumonia bacteriana. Essa é a diretriz que fundamenta a alternativa correta, alinhada às recomendações de uso judicioso de antimicrobianos em pediatria.

A bronquite aguda é uma inflamação dos brônquios, quase sempre de etiologia viral (rinovírus, vírus sincicial respiratório, influenza, parainfluenza, adenovírus). O quadro clínico típico é tosse persistente, que pode durar de 1 a 3 semanas, frequentemente acompanhada de sintomas de infecção de vias aéreas superiores. Como a causa é viral, os antibióticos não têm papel no tratamento da bronquite aguda não complicada — eles não reduzem a duração da tosse nem previnem complicações, mas aumentam o risco de efeitos adversos e de resistência bacteriana. Essa é a razão pela qual as principais diretrizes de pediatria e de infectologia recomendam fortemente contra o uso rotineiro de antibióticos nessa condição.

A indicação de antibióticos na bronquite aguda fica reservada para situações em que há suspeita de superinfecção bacteriana ou de pneumonia. O sinal mais objetivo e decisivo é a presença de consolidação pulmonar, evidenciada por radiografia de tórax ou por achados clínicos como estertores crepitantes localizados, broncofonia e macicez à percussão. Nesses casos, o tratamento empírico é direcionado aos agentes bacterianos mais comuns em pediatria, como o Streptococcus pneumoniae e o Haemophilus influenzae, sendo a amoxicilina a primeira escolha na maioria das faixas etárias. A duração do tratamento varia conforme a evolução clínica e o agente suspeito, não sendo fixa em 10 a 14 dias para todos os casos.

A banca explora aqui a confusão entre bronquite aguda (viral, sem indicação de antibiótico) e pneumonia bacteriana (que exige antibiótico). O candidato que associa "tosse com catarro" a "infecção bacteriana" tende a marcar a alternativa que recomenda antibiótico em todos os casos ou que elege a amoxicilina como tratamento empírico da bronquite — ambos errados. A chave é lembrar que a bronquite aguda é viral e autolimitada, e que a prescrição de antibiótico só se justifica quando há evidência de comprometimento pulmonar bacteriano, como a consolidação.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o alvo da antibioticoterapia: na bronquite aguda (viral) o antibiótico não está indicado; na pneumonia bacteriana, sim. A alternativa D acerta ao condicionar o uso de antibiótico à evidência de consolidação pulmonar — o marcador de pneumonia. As demais alternativas ou generalizam a indicação (A), ou elegem um antibiótico para uma doença que não o exige (B), ou restringem demais o uso de macrolídeos (C), ou fixam uma duração de tratamento que não é universal (E).

Bronquite aguda
  • 1Etiologia
    • Viral (rinovírus, VSR, influenza)
    • Autolimitada
  • 2Tratamento
    • Antibiótico não indicado de rotina
    • Indicado se consolidação pulmonar
      • Sugere pneumonia bacteriana
      • Amoxicilina (1ª escolha)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o uso de antibióticos é recomendado em todos os casos de bronquite aguda, independentemente da etiologia. Isso contraria a diretriz fundamental: a bronquite aguda é predominantemente viral e autolimitada, e o uso rotineiro de antibióticos não é recomendado, pois não traz benefício clínico e contribui para a resistência bacteriana. A palavra "todos" é o erro — a indicação é seletiva, restrita a casos com suspeita de infecção bacteriana, como pneumonia com consolidação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Elege a amoxicilina como antibiótico de escolha para o tratamento empírico da bronquite aguda. O erro está em pressupor que a bronquite aguda exige tratamento antibiótico empírico — o que não é verdade, pois a doença é viral. A amoxicilina é, sim, o antibiótico de primeira linha para pneumonia bacteriana em crianças, mas não para bronquite aguda. A alternativa confunde o tratamento de duas condições respiratórias distintas.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que os macrólidos, como a azitromicina, são indicados apenas em casos de bronquite causada por Mycoplasma pneumoniae. O erro está na palavra "apenas": os macrólidos são indicados em diversas situações, como pneumonia atípica (por Mycoplasma, Chlamydia ou Legionella), alergia à amoxicilina, e também em outras infecções respiratórias. Além disso, na bronquite aguda viral, os macrólidos não estão indicados de rotina. A alternativa restringe indevidamente o espectro de uso da classe.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma que o uso de antibióticos está indicado apenas em casos de bronquite aguda com evidência de consolidação pulmonar. Essa é a diretriz correta: a bronquite aguda é viral e não exige antibiótico; a presença de consolidação pulmonar sugere pneumonia bacteriana, que sim, requer antibioticoterapia. A alternativa espelha o princípio do uso judicioso de antimicrobianos, reservando o antibiótico para os casos com real indicação.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que a duração habitual do tratamento com antibióticos é de 10 a 14 dias, independentemente da evolução clínica. O erro está em fixar uma duração universal e desconsiderar a evolução clínica. A duração do tratamento antibiótico varia conforme a doença, o agente etiológico e a resposta clínica — por exemplo, na pneumonia não complicada, pode ser de 7 a 10 dias; na pneumonia por Mycoplasma, 10 a 14 dias; e em infecções mais graves, pode ser prolongada. A evolução clínica é sempre considerada na decisão de manter, trocar ou suspender o antibiótico.

Gabarito: letra D — o uso de antibióticos na bronquite aguda está indicado apenas quando há evidência de consolidação pulmonar, indicando pneumonia bacteriana.

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