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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — Avança SP 2024

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
qg082753
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Araçariguama - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Pediatra
Sobre a sepse de origem bacteriana em neonatologia, analise as afirmativas abaixo, e indique a correta:
  1. AA sepse neonatal precoce é definida como aquela que ocorre nas primeiras 72 horas de vida.
  2. BO Streptococcus agalactiae (Estreptococo do Grupo B) é a principal causa de sepse neonatal tardia.
  3. CA antibioticoterapia empírica deve incluir uma cefalosporina de terceira geração e um aminoglicosídeo.
  4. DA realização de hemoculturas é desnecessária se os sinais clínicos de sepse forem evidentes.
  5. EA sepse neonatal pode levar a complicações graves, como choque séptico e coagulação intravascular disseminada.
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GabaritoC — A antibioticoterapia empírica deve incluir uma cefalosporina de terceira geração e um aminoglicosídeo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Sepse neonatal: definições, etiologia e manejo

Gabarito: letra C. A antibioticoterapia empírica na sepse neonatal deve incluir uma cefalosporina de terceira geração (como cefotaxima) e um aminoglicosídeo (como gentamicina), conforme as diretrizes de manejo da sepse neonatal. As demais alternativas apresentam erros conceituais: a sepse precoce ocorre nas primeiras 48 horas (não 72), o Streptococcus agalactiae é a principal causa de sepse precoce (não tardia), e as hemoculturas são essenciais mesmo com sinais clínicos evidentes.

A sepse neonatal é uma síndrome de resposta inflamatória sistêmica (SIRS) causada por infecção bacteriana nos primeiros 28 dias de vida. É uma das principais causas de morbimortalidade neonatal, especialmente em prematuros. A fisiopatologia envolve a liberação de citocinas pró-inflamatórias em resposta à infecção, levando a disfunção orgânica, choque séptico e coagulação intravascular disseminada (CIVD).

A classificação em precoce e tardia é fundamental para guiar a conduta. A sepse precoce ocorre nas primeiras 48 horas de vida, sendo adquirida durante o parto, principalmente por transmissão vertical de bactérias do trato genital materno. O Streptococcus agalactiae (estreptococo do grupo B) é o principal agente etiológico, seguido por Escherichia coli. A sepse tardia ocorre após 48 horas de vida, geralmente adquirida no ambiente hospitalar ou comunitário, sendo os estafilococos coagulase-negativos os agentes mais frequentes.

O diagnóstico é clínico e laboratorial. Os sinais clínicos incluem instabilidade térmica, taquicardia ou bradicardia, taquipneia, desconforto respiratório, letargia, recusa alimentar, hipotensão (sinal tardio) e alterações da perfusão periférica. As hemoculturas são o padrão-ouro para confirmação etiológica e devem ser coletadas antes do início da antibioticoterapia, mesmo quando os sinais clínicos são evidentes, pois permitem a identificação do agente e o ajuste do esquema antibiótico.

O tratamento empírico deve ser iniciado imediatamente após a coleta das culturas, visando cobrir os agentes mais prováveis. O esquema clássico combina ampicilina com gentamicina, mas em casos de sepse grave ou choque séptico, recomenda-se a associação de cefalosporina de terceira geração (cefotaxima) com aminoglicosídeo (gentamicina ou amicacina), conforme a alternativa C. Essa combinação oferece ampla cobertura contra bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, incluindo os principais agentes da sepse neonatal.

A sepse neonatal pode evoluir com complicações graves, como choque séptico, CIVD, meningite, pneumonia, síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) e disfunção de múltiplos órgãos. O reconhecimento precoce e o tratamento agressivo são essenciais para reduzir a mortalidade, que pode ultrapassar 50% nos casos de choque séptico.

A banca explora a confusão entre os conceitos de sepse precoce e tardia, e entre os agentes etiológicos predominantes em cada fase. O candidato deve memorizar que a sepse precoce é definida por 48 horas (não 72), e que o Streptococcus agalactiae é o principal agente da sepse precoce, enquanto os estafilococos coagulase-negativos predominam na sepse tardia.

Sepse neonatal
  • 1Classificação
    • Precoce (até 48h)
      • Transmissão vertical
      • Streptococcus agalactiae (EGB)
      • Escherichia coli
    • Tardia (após 48h)
      • Ambiente hospitalar/comunitário
      • Estafilococos coagulase-negativos
  • 2Diagnóstico
    • Sinais clínicos
      • instabilidade térmica, taquipneia, letargia
    • Hemoculturas (padrão-ouro, antes do antibiótico)
  • 3Tratamento empírico
    • Cefalosporina 3ª geração (cefotaxima)
    • Aminoglicosídeo (gentamicina)
  • 4Complicações
    • Choque séptico
    • CIVD
    • Meningite
    • Disfunção múltipla de órgãos
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A sepse neonatal precoce é definida como aquela que ocorre nas primeiras 48 horas de vida, não 72 horas. A alternativa erra o marco temporal, que é um dos pontos mais cobrados em neonatologia. A sepse tardia, por sua vez, ocorre após 48 horas de vida.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O Streptococcus agalactiae (estreptococo do grupo B) é a principal causa de sepse neonatal precoce, não tardia. Na sepse tardia, os agentes mais frequentes são os estafilococos coagulase-negativos, seguidos por Staphylococcus aureus e bactérias Gram-negativas. A alternativa inverte a etiologia predominante de cada fase.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A antibioticoterapia empírica na sepse neonatal deve incluir uma cefalosporina de terceira geração (como cefotaxima) e um aminoglicosídeo (como gentamicina). Essa combinação oferece ampla cobertura contra os principais agentes bacterianos da sepse neonatal, incluindo Streptococcus agalactiae, Escherichia coli e outros Gram-negativos. O esquema é recomendado em casos de sepse grave ou choque séptico, conforme as diretrizes de manejo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A realização de hemoculturas é essencial mesmo quando os sinais clínicos de sepse são evidentes. As hemoculturas permitem a identificação do agente etiológico e a realização de antibiograma, orientando o ajuste do esquema antibiótico. A coleta deve ser feita antes do início da antibioticoterapia, sempre que possível, para aumentar a sensibilidade do exame.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A afirmação é verdadeira, mas não é a resposta pedida pela banca. A sepse neonatal pode levar a complicações graves, como choque séptico e coagulação intravascular disseminada (CIVD), além de meningite, pneumonia e disfunção de múltiplos órgãos. No entanto, a questão pede a alternativa correta, e a letra C é a única que apresenta uma afirmação correta e específica sobre o manejo da sepse neonatal.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os conceitos de sepse precoce e tardia, e entre os agentes etiológicos predominantes em cada fase. O candidato deve memorizar que a sepse precoce é definida por 48 horas (não 72), e que o Streptococcus agalactiae é o principal agente da sepse precoce, enquanto os estafilococos coagulase-negativos predominam na sepse tardia. A alternativa E é verdadeira, mas não é a resposta pedida, pois a questão solicita a alternativa correta, e a letra C é a única que apresenta uma afirmação correta e específica sobre o manejo da sepse neonatal.

Gabarito: letra C

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