Questão de Contabilidade de Custos — Contabilidade de Custos - Noções Introdutórias — Avança SP 2024
Contabilidade de Custos›Contabilidade de Custos - Noções Introdutórias
Código
qg083367
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Bom Sucesso de Itararé - SP
Ano
2024
Nível
Médio
Cargo
Auxiliar de Serviços Internos
Assinale a alternativa que corresponde ao princípio da contabilidade muito explorado pelos defensores dos custos históricos sob a alegação de que, se os valores de realização (valores de saída, de venda) não interessam, então deve-se focar no custo de aquisição ou fabricação (valores de entrada, de compra). Quando o valor de realização não interessa à Contabilidade, isto não quer dizer que o único tipo de custo relevante, para efeito de avaliação contábil, seja o custo histórico.
APrincípio da Continuidade
BPrincípio da Entidade
CPrincípio da Realização
DPrincípio do Custo como Base de Valor
EPrincípio do Denominador Comum Monetário
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GabaritoA — Princípio da Continuidade
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Princípio da Continuidade e Custos Históricos
Gabarito: letra A. O princípio que fundamenta o uso do custo histórico, quando os valores de realização (venda) não interessam, é o Princípio da Continuidade (também conhecido como going concern). Ele pressupõe que a entidade continuará operando no futuro previsível, logo os ativos são mantidos para uso, não para venda imediata, justificando sua avaliação pelo custo de aquisição ou fabricação.
A banca cobra a compreensão de que a Contabilidade de Custos, ao avaliar estoques, utiliza o custo histórico como base, amparada justamente pela premissa de continuidade: se a empresa não vai encerrar atividades, não há razão para mensurar os ativos a valor de realização (saída). O enunciado explicita essa lógica: "se os valores de realização não interessam, então deve-se focar no custo de aquisição ou fabricação".
Princípios contábeis: Continuidade (going concern) (Entidade continuará operando, Ativos mantidos para uso, não venda, Justifica custo histórico); Entidade (Separa patrimônio empresa × sócios); Realização (competência) (Reconhecimento da receita); Custo como Base de Valor (Registro pelo custo de aquisição); Denominador Comum Monetário (Correção monetária)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O Princípio da Continuidade estabelece que a entidade terá vida indefinida. Isso permite que os ativos sejam registrados por seu custo histórico, pois não se espera vendê-los no curto prazo. É exatamente o argumento dos defensores do custo histórico: como o valor de venda (realização) não é relevante para a continuidade, o foco deve ser no custo de entrada.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O Princípio da Entidade diferencia o patrimônio da empresa do patrimônio dos sócios. Não guarda relação com a discussão entre custo histórico e valor de realização.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O Princípio da Realização (ou da Competência) determina que a receita é reconhecida quando realizada (entrega do bem ou serviço). Ele não diz respeito à mensuração de custos de aquisição versus valor de venda, mas sim ao momento de reconhecimento de receitas e despesas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O Princípio do Custo como Base de Valor (também chamado de Princípio do Custo Histórico) afirma que os ativos devem ser registrados pelo custo de aquisição. Contudo, o enunciado não está pedindo o princípio que é o custo histórico, mas sim o princípio que justifica seu uso quando os valores de realização não interessam. Essa justificativa é a Continuidade. O custo como base de valor é a própria regra, não o fundamento mencionado.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O Princípio do Denominador Comum Monetário estabelece que as demonstrações contábeis são expressas em moeda corrente. Não se relaciona com a preferência pelo custo histórico versus valor de realização.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre o princípio que é o custo histórico (alternativa D) e o princípio que justifica seu uso sob a hipótese de continuidade. O candidato pode achar que a resposta é "Custo como Base de Valor", mas a questão pergunta qual princípio é "muito explorado pelos defensores dos custos históricos sob a alegação de que, se os valores de realização não interessam...". É a Continuidade que dá a base lógica para ignorar o valor de venda.