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Questão de Medicina — Epidemiologia — Avança SP 2024

MedicinaEpidemiologia
Código
qg084248
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Caconde - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Clínico Geral
Assinale a alternativa correta em relação à epidemiologia da cefaleia tipo tensional:
  1. AÉ a cefaleia trigêmino-autonômica mais frequente, acometendo 1 em cada 1.000 indivíduos, sendo 85% das pessoas afetadas do sexo masculino.
  2. BNo Brasil, a prevalência anual é de 15,8%, acometendo cerca de 22% das mulheres e 9% dos homens.
  3. CÉ a mais frequente das cefaleias primárias, com pico de prevalência na quarta década de idade.
  4. DPossui pico de prevalência entre 30 e 50 anos de idade.
  5. EGeralmente, se inicia após os 20 anos, mas é mais frequente entre a terceira e a quinta década de idade.
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GabaritoC — É a mais frequente das cefaleias primárias, com pico de prevalência na quarta década de idade.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Epidemiologia da cefaleia tipo tensional

Gabarito: letra C. A cefaleia tipo tensional é a mais frequente entre as cefaleias primárias, com pico de prevalência na quarta década de vida — exatamente o que afirma a alternativa C. As demais alternativas misturam dados epidemiológicos de outras cefaleias (migrânea e cefaleia em salvas) com os da tensional, e é essa troca que a banca explora.

A cefaleia tipo tensional (CTT) é uma das cefaleias primárias mais comuns na prática clínica. Diferentemente das cefaleias secundárias — que são sintoma de uma doença subjacente, como tumores, hemorragias ou infecções do sistema nervoso central —, as cefaleias primárias não têm uma etiologia orgânica definida; a dor surge de uma disfunção do sistema de modulação sensitiva da dor, sem lesão tecidual identificável. Entre as primárias, estão a migrânea (enxaqueca), a cefaleia tipo tensional e as cefaleias trigêmino-autonômicas (cuja forma mais comum é a cefaleia em salvas).

A epidemiologia é o ponto central desta questão. A CTT episódica é a mais frequente das cefaleias primárias, com prevalência durante a vida que pode chegar a 89%, variando ao redor do mundo. O pico de prevalência ocorre entre 20 e 39 anos — ou seja, na quarta década de vida —, com redução progressiva com o envelhecimento. Na infância, a prevalência é igual entre os sexos; a partir da adolescência, há discreto predomínio no sexo feminino (razão de 5:4). Entre os subtipos, o infrequente é o mais prevalente (51%), seguido pelo frequente (24,3%) e pelo crônico (2%).

A confusão clássica que a banca explora é misturar os dados da CTT com os da migrânea e da cefaleia em salvas. A migrânea tem prevalência anual de 15,8% no Brasil, acometendo cerca de 22% das mulheres e 9% dos homens, com pico entre 30 e 50 anos. Já a cefaleia em salvas é a cefaleia trigêmino-autonômica mais frequente, acomete 1 em cada 1.000 indivíduos, com predomínio masculino (85% dos afetados), iniciando-se após os 20 anos e sendo mais frequente entre a terceira e a quinta décadas. Perceba como as alternativas A, B, D e E descrevem exatamente esses dados — mas atribuídos à cefaleia tipo tensional, o que as torna incorretas.

Guarde a fronteira entre as três cefaleias primárias mais comuns: a tensional é a mais frequente na população geral, com pico na quarta década; a migrânea tem os dados de prevalência de 15,8% e predomínio feminino; a em salvas é a trigêmino-autonômica mais comum, com predomínio masculino e início após os 20 anos. É exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.

Cefaleias primárias
  • 1Tipo tensional
    • Mais frequente das primárias
    • Pico: 4ª década (20–39 anos)
    • Discreto predomínio feminino (5:4)
  • 2Migrânea
    • Prevalência anual: 15,8% no Brasil
    • Pico: 30–50 anos
    • Predomínio feminino (22% vs 9%)
  • 3Em salvas (trigêmino-autonômica)
    • Rara: 1:1.000
    • Predomínio masculino (85%)
    • Início após 20 anos; 3ª–5ª décadas
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa descreve a cefaleia em salvas, não a tensional. A cefaleia em salvas é a cefaleia trigêmino-autonômica mais frequente, acomete 1 em cada 1.000 indivíduos e tem predomínio masculino (85% das pessoas afetadas). A cefaleia tipo tensional não é trigêmino-autonômica — essa classificação é exclusiva das cefaleias em salvas, hemicrania paroxística e SUNCT — e não tem essa prevalência tão baixa nem esse predomínio masculino tão marcante.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Os dados de prevalência anual de 15,8%, com 22% das mulheres e 9% dos homens, são da migrânea (enxaqueca), não da cefaleia tipo tensional. A migrânea tem predomínio feminino e pico entre 30 e 50 anos. A CTT, por sua vez, tem prevalência durante a vida que pode chegar a 89%, com pico entre 20 e 39 anos e apenas discreto predomínio feminino a partir da adolescência (5:4).

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A cefaleia tipo tensional episódica é, de fato, a mais frequente entre as cefaleias primárias, e seu pico de prevalência ocorre na quarta década de vida (entre 20 e 39 anos). Esse dado é confirmado pela literatura: a prevalência durante a vida pode chegar a 89%, com redução após a quarta década. A alternativa espelha exatamente a epidemiologia da CTT.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O pico de prevalência entre 30 e 50 anos é característico da migrânea, não da cefaleia tipo tensional. A CTT tem pico mais precoce, entre 20 e 39 anos (quarta década). A alternativa troca o pico etário da migrânea pelo da tensional.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A descrição de início após os 20 anos e maior frequência entre a terceira e a quinta décadas é da cefaleia em salvas, não da tensional. A CTT tem pico de prevalência na quarta década (20 a 39 anos) e pode começar inclusive na infância, com prevalência igual entre os sexos nessa fase. A alternativa mistura o perfil etário da cefaleia em salvas com o da tensional.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca os dados epidemiológicos entre as três cefaleias primárias mais comuns. A alternativa A e a E descrevem a cefaleia em salvas (trigêmino-autonômica, 1:1.000, 85% homens, início após 20 anos); a B e a D descrevem a migrânea (15,8%, 22% mulheres, 9% homens, pico 30–50 anos). A única que descreve corretamente a tensional é a C. Na prova, identifique primeiro qual cefaleia cada alternativa está descrevendo — se não for a tensional, está errada.

PEGA ESSA DICA!

Monte uma tabela mental com os três perfis epidemiológicos e compare:

Característica

Cefaleia tensional

Migrânea

Cefaleia em salvas

Frequência

Mais comum das primárias

2ª mais comum

Rara (1:1.000)

Prevalência anual

Até 89% na vida

15,8% no Brasil

Pico de idade

20–39 anos (4ª década)

30–50 anos

3ª–5ª décadas

Sexo

Igual na infância; discreto predomínio feminino (5:4)

Predomínio feminino (22% vs 9%)

Predomínio masculino (85%)

Classificação

Cefaleia primária

Cefaleia primária

Trigêmino-autonômica

Gabarito: letra C

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