Questão de Sistemas Operacionais — Linux — Avança SP 2024
- Código
- qg085774
- Banca
- Avança SP
- Órgão
- Prefeitura de Caçapava - SP
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio
- Cargo
- Técnico em Informática
- Achmod
- Bls
- Ctop
- Dmkdir
- Egrep
GabaritoA — chmod
Gabarito: letra A. O comando chmod é o utilitário padrão do Linux para alterar as permissões de acesso (leitura, escrita e execução) de arquivos e diretórios. Os demais comandos listados têm funções distintas: ls lista conteúdos, top exibe processos, mkdir cria diretórios e grep busca padrões em textos.
O sistema de permissões do Linux é um dos pilares da segurança do sistema. Cada arquivo e diretório possui um conjunto de permissões que define o que o dono (owner), o grupo (group) e os demais usuários (others) podem fazer com ele. Essas permissões são representadas por três letras: r (read – leitura), w (write – escrita) e x (execute – execução). No caso de diretórios, a permissão de execução (x) significa permissão de entrar no diretório (acessar seu conteúdo).
O comando chmod (change mode) é o responsável por modificar essas permissões. Ele pode ser usado de duas formas principais:
Modo simbólico: utiliza letras para indicar a quem se aplica a mudança (u para dono, g para grupo, o para outros, a para todos) e operadores (+ para adicionar, - para remover, = para definir exatamente). Exemplo: chmod u+x arquivo adiciona permissão de execução para o dono.
Modo numérico (octal): utiliza um número de três dígitos (0 a 7) que representa as permissões de dono, grupo e outros. Cada dígito é a soma dos valores: 4 (leitura), 2 (escrita) e 1 (execução). Exemplo: chmod 755 arquivo define rwxr-xr-x (dono pode tudo, grupo e outros podem ler e executar).
É importante não confundir chmod com chown, que altera o dono (proprietário) do arquivo, e com chgrp, que altera o grupo. Enquanto chmod mexe nas permissões, chown e chgrp mexem na propriedade. Essa distinção é clássica em provas.
Outra pegadinha comum: a permissão de escrita (w) em um arquivo permite modificar seu conteúdo, mas não permite apagar ou renomear o arquivo. Para apagar ou renomear, é necessária a permissão de escrita no diretório que contém o arquivo. Esse detalhe costuma aparecer em questões mais avançadas.
Agora, vamos analisar cada alternativa, lembrando que a banca pede o comando que modifica permissões.
O comando chmod (abreviação de change mode) é exatamente o utilitário do Linux para alterar as permissões de acesso de arquivos e diretórios. Ele aceita tanto a notação simbólica (ex.: chmod u+x arquivo) quanto a notação octal (ex.: chmod 755 arquivo). É a resposta direta e inequívoca ao enunciado.
O comando ls (de list) é utilizado para listar o conteúdo de um diretório. Ele exibe os nomes dos arquivos e subdiretórios, podendo mostrar detalhes como permissões, dono e tamanho com a opção -l, mas não modifica nenhuma permissão. A confusão pode ocorrer porque ls -l mostra as permissões, mas não as altera.
O comando top é um monitor de processos em execução em tempo real, exibindo informações sobre uso de CPU, memória e outros recursos. Ele não tem qualquer relação com permissões de arquivos. É um comando de administração de sistema, não de manipulação de arquivos.
O comando mkdir (de make directory) é utilizado para criar diretórios. Ele não altera permissões de arquivos ou diretórios existentes. A confusão pode surgir porque ambos lidam com diretórios, mas suas funções são completamente distintas: um cria, o outro modifica permissões.
O comando grep é uma ferramenta de busca de padrões em textos. Ele procura por strings ou expressões regulares dentro de arquivos ou na saída de outros comandos. Não tem nenhuma função relacionada a permissões. É um comando de filtragem de texto, frequentemente usado em pipelines.
Gabarito: letra A
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