Questão de Sistemas Operacionais — Comandos — Avança SP 2024
- Código
- qg085775
- Banca
- Avança SP
- Órgão
- Prefeitura de Caçapava - SP
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio
- Cargo
- Técnico em Informática
- Atasklist
- Bkill
- Cps
- Dcmd
- Eexplorer
GabaritoC — ps
Gabarito: letra C. O comando ps (process status) é o utilitário do Linux que exibe uma lista dos processos em execução com seus atributos — PID, usuário, uso de CPU e memória, estado, comando, entre outros — permitindo a gestão detalhada desses processos. Os demais comandos não cumprem essa função: tasklist é do Windows, kill encerra processos, cmd é o interpretador de comandos do Windows e explorer é o gerenciador de arquivos do Windows.
O comando ps é uma das ferramentas mais fundamentais para a administração de sistemas Linux. Ele fornece um instantâneo (snapshot) dos processos ativos no momento em que é executado, diferente do comando top, que atualiza as informações continuamente em tempo real. Quando você digita ps no terminal, o sistema consulta a tabela de processos do kernel — que armazena os descritores de processos (PCBs, Process Control Blocks) — e exibe as informações solicitadas.
Cada processo no Linux possui um PID (Process IDentifier), um número único que o identifica no sistema. O ps mostra esse identificador junto com outros atributos, como o usuário dono do processo, o percentual de CPU e memória utilizados, o estado do processo (executando, dormindo, parado, zumbi), o tempo de CPU consumido e o comando que originou o processo. Essas informações são essenciais para o administrador monitorar o desempenho do sistema, identificar processos que consomem muitos recursos e tomar decisões sobre encerrá-los ou priorizá-los.
Na prática, o ps é frequentemente combinado com outros comandos para uma gestão mais eficiente. Por exemplo, para ver todos os processos de todos os usuários com detalhes completos, usa-se ps aux; para filtrar um processo específico, combina-se com o grep (ex.: ps aux | grep firefox); e para encerrar um processo identificado pelo ps, utiliza-se o comando kill seguido do PID (ex.: kill 1234). Essa cadeia de comandos — identificar com ps, filtrar com grep e encerrar com kill — é o fluxo típico de gerenciamento de processos no Linux.
A distinção crucial que a banca explora aqui é entre os comandos do Linux e os do Windows. Enquanto o Linux usa ps para listar processos, o Windows usa tasklist para a mesma finalidade. Da mesma forma, o kill existe nos dois sistemas, mas no Linux ele envia sinais aos processos (podendo encerrá-los), e no Windows é um comando que também encerra processos, porém com sintaxe diferente. O cmd é o interpretador de comandos do Windows (equivalente ao shell bash do Linux), e o explorer é o gerenciador de arquivos e interface gráfica do Windows. A pegadinha está em associar comandos de um sistema ao outro, algo que candidatos desatentos fazem com frequência.
Guarde a fronteira entre os comandos de listagem de processos (ps no Linux, tasklist no Windows) e os de encerramento de processos (kill no Linux, taskkill no Windows): é exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.
O tasklist é o comando do Windows que lista os processos em execução, não do Linux. No Linux, a função equivalente é exercida pelo ps. A banca troca o comando de um sistema operacional pelo outro — armadilha clássica para quem não domina a diferença entre os ambientes.
O kill é o comando utilizado para encerrar processos, enviando sinais a eles (como o SIGTERM ou SIGKILL). Ele não lista processos; ele age sobre processos já identificados, geralmente pelo PID obtido com o ps. A confusão aqui é entre a ação de listar e a ação de encerrar — funções complementares, mas distintas.
O ps (process status) é exatamente o comando que gera a lista de processos em execução com seus atributos, como PID, usuário, uso de CPU e memória, estado e comando. É a ferramenta padrão do Linux para essa finalidade, permitindo ao administrador uma visão detalhada e a gestão dos processos do sistema.
O cmd é o interpretador de comandos do Windows (o prompt de comando), equivalente ao shell bash no Linux. Ele não lista processos; é o ambiente onde os comandos são digitados. A banca troca o conceito de comando pelo de interpretador de comandos.
O explorer é o gerenciador de arquivos e interface gráfica do Windows (Windows Explorer). Ele não tem relação com listagem de processos no Linux — é um componente do ambiente gráfico do Windows, não um comando de terminal para gerenciamento de processos.
A banca mistura comandos do Linux com comandos e componentes do Windows. O candidato que confunde os sistemas operacionais cai facilmente nas alternativas tasklist, cmd e explorer. Lembre-se: no Linux, para listar processos use ps; para encerrar, use kill. No Windows, para listar, use tasklist; para encerrar, use taskkill. Com esse quadro mental, você elimina as pegadinhas de troca de sistema na hora.
Para fixar, agrupe os comandos por função em vez de decorar isoladamente. Monte um quadro mental: listar processos → Linux: ps, Windows: tasklist; encerrar processos → Linux: kill, Windows: taskkill; interpretador de comandos → Linux: bash, Windows: cmd. Quando a questão perguntar sobre um comando, pergunte-se primeiro: "em qual sistema operacional?" e "qual a função?" — isso resolve a maioria das pegadinhas.
Gabarito: letra C
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