Questão de Português — Morfologia — Avança SP 2024
Português›Morfologia
Código
qg089115
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Paraty - RJ
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Auditor de Controle Interno
Em “[...] porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador.”, a palavra “que” é empregada como um(a):
Apronome relativo.
Bconjunção causal.
Cconjunção integrante.
Dconjunção comparativa.
Econjunção consecutiva.
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GabaritoD — conjunção comparativa.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Classificação da Palavra "que" no Trecho de Vinícius de Moraes
Gabarito: letra D. No trecho "tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador", o termo "que" atua como conjunção comparativa, estabelecendo uma relação de comparação entre as duas qualificações do personagem (linguista × encerador). A expressão "mais... que" é uma locução comparativa típica, equivalente a "mais... do que".
"tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador"
O contexto mostra que Seu Afredo era, em maior grau, um linguista, e não um encerador. O "que" liga os dois termos comparados, sem função pronominal ou de outro tipo conjuntivo.
Pronome relativo. O "que" não retoma um termo antecedente para introduzir uma oração adjetiva. Não há um substantivo a que ele se refira; ele apenas conecta os elementos da comparação.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Conjunção causal. Não exprime causa. A oração anterior não é consequência de uma causa; trata-se de uma comparação. O "que" não poderia ser substituído por "porque" ou "já que" sem alterar o sentido.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Conjunção integrante. Não introduz uma oração subordinada substantiva (que funciona como sujeito, objeto, etc.). O verbo "tratava-se" não pede complemento oracional com "que" nesse sentido; a estrutura é comparativa.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Conjunção comparativa. O "que" integra a locução "mais... que", típica de comparação de superioridade. A passagem evidencia que o autor enfatiza a predominância de uma característica sobre a outra.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Conjunção consecutiva. A consecutiva exprime consequência (ex.: "falou tanto que ficou rouco"). Aqui não há ideia de resultado; a relação é de comparação, não de causa e efeito.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre as funções do "que". A presença de "mais" sinaliza comparação; desconfie de alternativas que atribuam ao "que" função de pronome ou de outro tipo conjuntivo sem essa marca.
PEGA ESSA DICA!
Em estruturas com "mais/menos... que" ou "tanto... quanto", o "que" é conjunção comparativa. Teste substituir por "do que": se mantiver o sentido, é comparativo.