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Questão de Medicina — Alergia e Imunologia — Avança SP 2024

MedicinaAlergia e Imunologia
Código
qg089882
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Paraty - RJ
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico
Uma criança de 8 anos, pesando 25 kg, foi picada por várias abelhas enquanto brincava no parque. Minutos depois, a criança começou a apresentar sintomas de anafilaxia, como urticária generalizada, inchaço nos lábios e dificuldade para respirar. A equipe de emergência foi chamada e diagnosticou uma reação anafilática. De acordo com o protocolo pediátrico, foi administrada uma dose subcutânea de 0,25 ml de adrenalina 1:1000 (0,01 ml/kg). Após 30 minutos, a criança ainda apresentava sintomas leves de dificuldade respiratória, e uma segunda dose foi administrada, sem causar aumento exagerado da frequência cardíaca. Com base no tratamento descrito e nas recomendações para a administração de adrenalina em crianças, assinale a alternativa correta:
  1. AA dose inicial administrada foi adequada para uma criança de 25 kg e pode ser repetida duas a três vezes, em intervalos de 30 minutos, desde que a frequência cardíaca esteja controlada.
  2. BO tratamento com adrenalina deve ser limitado a uma única dose em crianças, independentemente da resposta clínica, devido ao risco de taquicardia.
  3. CEm crianças, a adrenalina deve ser administrada exclusivamente por via intravenosa para garantir uma absorção mais rápida e eficaz.
  4. DO intervalo de 30 minutos entre as doses de adrenalina é inadequado; a dose deve ser repetida a cada 10 minutos até que os sintomas desapareçam em crianças.
  5. EA administração de adrenalina em crianças deve sempre ser seguida de um ciclo de anti-inflamatórios antes de qualquer outra dose de adrenalina, para evitar reações adversas.
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GabaritoA — A dose inicial administrada foi adequada para uma criança de 25 kg e pode ser repetida duas a três vezes, em intervalos de 30 minutos, desde que a frequência cardíaca esteja controlada.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Anafilaxia em pediatria: manejo com adrenalina

Gabarito: letra A. A dose inicial de adrenalina 1:1000 (0,01 ml/kg) administrada por via subcutânea foi adequada para uma criança de 25 kg, e a medicação pode ser repetida em intervalos de 5 a 15 minutos, conforme a necessidade clínica, desde que monitorada a frequência cardíaca. O enunciado descreve a repetição após 30 minutos, o que é aceitável, e a alternativa A reflete corretamente a possibilidade de múltiplas doses com controle dos sinais vitais.

A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica aguda e potencialmente fatal, desencadeada por mecanismos imunológicos (geralmente IgE-mediados) após exposição a um alérgeno. No caso descrito, o gatilho foi a picada de abelhas (Hymenoptera), uma das principais causas de anafilaxia, conforme o contexto. O quadro clínico clássico inclui urticária, angioedema, broncoespasmo e hipotensão, e o tratamento de primeira linha é a adrenalina, que deve ser administrada imediatamente, sem retardar para confirmação diagnóstica.

A adrenalina atua como agonista alfa e beta-adrenérgico, promovendo vasoconstrição periférica (revertendo hipotensão e edema), broncodilatação e redução da liberação de mediadores inflamatórios. A via de administração preferencial é a intramuscular (IM) no vasto lateral da coxa, por apresentar absorção mais rápida e previsível e menor risco de eventos adversos em comparação com a via subcutânea (SC) ou endovenosa (EV). A dose recomendada em crianças é de 0,01 mg/kg (solução 1:1000), com dose máxima de 0,3 mg, podendo ser repetida a cada 5 a 15 minutos, conforme a resposta clínica e a estabilidade hemodinâmica.

No caso apresentado, a criança de 25 kg recebeu 0,25 ml de adrenalina 1:1000, o que corresponde a 0,25 mg (0,01 mg/kg × 25 kg = 0,25 mg), dose correta. A via subcutânea, embora não seja a preferencial, é aceitável quando a IM não está disponível, e a repetição da dose após 30 minutos, com sintomas leves persistentes e frequência cardíaca controlada, é conduta razoável. A alternativa A sintetiza esses pontos: dose adequada, possibilidade de repetição (duas a três vezes) e monitoramento da frequência cardíaca.

A pegadinha central desta questão está na via de administração e no intervalo entre doses. A banca explora a confusão entre a via subcutânea (que foi usada no caso) e a via intramuscular (preferencial), além de tentar induzir o candidato a acreditar que a adrenalina deve ser limitada a uma única dose ou administrada exclusivamente por via intravenosa. O conhecimento correto é que a adrenalina pode e deve ser repetida, se necessário, com monitoramento dos sinais vitais, e que a via IM é a mais eficaz.

  1. 1Adrenalina IM (preferencial)
  2. 2Dose: 0,01 mg/kg (máx. 0,3 mg)
  3. 3Repetir a cada 5–15 min
  4. 4Monitorar sinais vitais
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa está correta porque a dose inicial de 0,25 ml de adrenalina 1:1000 (0,01 ml/kg) é adequada para uma criança de 25 kg, e a adrenalina pode ser repetida em intervalos de 5 a 15 minutos, conforme a necessidade clínica. O enunciado menciona a repetição após 30 minutos, o que é aceitável, e a alternativa corretamente afirma que a dose pode ser repetida duas a três vezes, desde que a frequência cardíaca esteja controlada. Isso está alinhado com as recomendações de manejo da anafilaxia, que preconizam a administração de adrenalina em múltiplas doses, se necessário, com monitoramento dos sinais vitais.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa B está incorreta ao afirmar que o tratamento com adrenalina deve ser limitado a uma única dose em crianças, independentemente da resposta clínica. Na verdade, a adrenalina pode e deve ser repetida a cada 5 a 15 minutos, conforme a necessidade, até o controle dos sintomas. A preocupação com taquicardia não justifica a limitação a uma única dose, pois a adrenalina é o tratamento de primeira linha e a repetição é segura quando monitorada. O erro está na generalização indevida de que a dose não pode ser repetida.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C está incorreta ao afirmar que a adrenalina deve ser administrada exclusivamente por via intravenosa. A via intravenosa é reservada para casos graves, com instabilidade hemodinâmica, e está associada a maior risco de eventos adversos, como arritmias. A via preferencial é a intramuscular (IM), no vasto lateral da coxa, por proporcionar absorção mais rápida e segura. A via subcutânea, embora menos eficaz, também pode ser utilizada. Portanto, a exclusividade da via intravenosa é incorreta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D está incorreta ao afirmar que o intervalo de 30 minutos entre as doses é inadequado e que a dose deve ser repetida a cada 10 minutos. Na verdade, o intervalo recomendado é de 5 a 15 minutos, conforme a resposta clínica. O intervalo de 30 minutos, embora mais longo que o ideal, não é necessariamente inadequado, especialmente se os sintomas são leves e a frequência cardíaca está controlada. A alternativa erra ao fixar um intervalo de 10 minutos como obrigatório, quando a recomendação é flexível.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E está incorreta ao afirmar que a administração de adrenalina deve sempre ser seguida de um ciclo de anti-inflamatórios antes de qualquer outra dose. Os anti-inflamatórios não são a primeira linha no tratamento da anafilaxia e não devem substituir ou preceder a adrenalina. A adrenalina é o tratamento de primeira linha, e os anti-inflamatórios (como corticoides e anti-histamínicos) podem ser usados como adjuvantes, mas não antes da adrenalina. A alternativa inverte a ordem correta do tratamento.

Gabarito: letra A

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