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Questão de Medicina — Gastroenterologia — Avança SP 2024

MedicinaGastroenterologia
Código
qg090051
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Paraty - RJ
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Plantonista Cirurgião
Sobre a técnica de passagem da sonda de Sengestaken-Blackmore em pacientes com hemorragia digestiva alta por varizes esofágicas, é correto afirmar que:
  1. ADeve ser realizada com o paciente em posição sentada, facilitando a progressão do tubo nasogástrico.
  2. BRequer preenchimento do balão gástrico com 200-300 mL de solução salina e do balão esofágico com 30-50 mL.
  3. CO balão esofágico deve ser insuflado primeiro, seguido da insuflação do balão gástrico.
  4. DApós a passagem, a sonda deve ser fixada com fita adesiva, evitando a migração dos balões.
  5. EO paciente deve ser mantido em decúbito lateral esquerdo durante todo o procedimento.
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GabaritoD — Após a passagem, a sonda deve ser fixada com fita adesiva, evitando a migração dos balões.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Sonda de Sengstaken-Blakemore na hemorragia digestiva alta varicosa

Gabarito: letra D. Após a passagem da sonda de Sengstaken-Blakemore, o balão gástrico deve ser insuflado e a sonda tracionada até encostar na cárdia, sendo então fixada com fita adesiva ou com um peso/tração adequada para evitar a migração dos balões — exatamente o que afirma a alternativa D. As demais alternativas contêm erros técnicos: a posição correta é o decúbito (geralmente elevado ou lateral), os volumes de insuflação são diferentes dos citados, a ordem de insuflação é gástrico antes do esofágico, e o decúbito lateral esquerdo não é obrigatório durante todo o procedimento.

A sonda de Sengstaken-Blakemore é um dispositivo de tamponamento por balão utilizado como medida temporária de resgate em hemorragia digestiva alta por varizes esofágicas ou gástricas, quando a terapia endoscópica não está disponível ou o sangramento é incontrolável. Ela possui dois balões: um balão gástrico (distal) e um balão esofágico (proximal), além de uma via de aspiração gástrica. O princípio é aplicar pressão direta sobre a variz sangrante, comprimindo-a e estancando o sangramento até que medidas definitivas (ligadura elástica, escleroterapia, TIPS) possam ser realizadas.

A técnica de passagem exige cuidados específicos. O paciente deve ser posicionado em decúbito lateral esquerdo ou com a cabeceira elevada, para reduzir o risco de broncoaspiração — nunca sentado, como afirma a alternativa A. A sonda deve ser lubrificada e introduzida pela narina ou boca, progredindo até o estômago. Antes da insuflação, é fundamental confirmar a posição gástrica (por ausculta ou aspiração de conteúdo gástrico). O balão gástrico é insuflado primeiro, com volume de 200 a 300 mL de ar (não solução salina), e a sonda é tracionada até que o balão fique encostado na cárdia, aplicando tração. Somente depois, se necessário, o balão esofágico é insuflado com 30 a 50 mL de ar, para comprimir as varizes esofágicas. A ordem é sempre gástrico primeiro, esofágico depois — a alternativa C inverte essa sequência.

Após a insuflação e tração, a sonda deve ser fixada firmemente, geralmente com fita adesiva na face do paciente ou com um sistema de tração (como um capacete ou peso), para evitar que os balões migrem — seja para cima (podendo obstruir a via aérea) ou para baixo (perdendo a eficácia). Essa fixação é essencial e é exatamente o que a alternativa D descreve. O paciente deve ser mantido em observação, com monitorização respiratória, pois o balão esofágico pode comprimir a traqueia. O decúbito lateral esquerdo é recomendado durante a passagem para reduzir risco de aspiração, mas não é obrigatório manter o paciente nessa posição durante todo o procedimento — a alternativa E generaliza indevidamente.

A principal pegadinha desta questão é a inversão da ordem de insuflação dos balões e a troca dos volumes. Muitos candidatos confundem: o balão gástrico é insuflado primeiro e com volume maior (200-300 mL), enquanto o esofágico é insuflado depois e com volume menor (30-50 mL). Além disso, o conteúdo é ar, não solução salina. A fixação da sonda após a passagem é um passo crítico e frequentemente cobrado, pois evita complicações graves como migração e obstrução de via aérea.

Guarde a sequência correta: posicionar o paciente → passar a sonda → confirmar posição gástrica → insuflar balão gástrico (200-300 mL de ar) → tracionar até a cárdia → insuflar balão esofágico (30-50 mL de ar) → fixar a sonda. É nessa sequência que as alternativas se dividem: a correta é a que descreve a fixação, enquanto as erradas trocam posição, volumes, ordem ou posicionamento.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A posição correta para a passagem da sonda é o decúbito lateral esquerdo ou com a cabeceira elevada, para reduzir o risco de broncoaspiração, e não a posição sentada. A posição sentada dificultaria a progressão e aumentaria o risco de aspiração em um paciente com hemorragia digestiva alta ativa.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Os volumes estão trocados e o conteúdo é ar, não solução salina. O balão gástrico deve ser insuflado com 200-300 mL de ar, e o balão esofágico com 30-50 mL de ar. A alternativa inverte os volumes e menciona solução salina, o que não corresponde à técnica padrão.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A ordem de insuflação está invertida. O balão gástrico deve ser insuflado primeiro, seguido do balão esofágico. Insuflar o esofágico primeiro poderia causar compressão da via aérea antes da fixação gástrica, aumentando o risco de complicações.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Após a passagem e insuflação dos balões, a sonda deve ser fixada com fita adesiva (ou sistema de tração) para evitar a migração dos balões. Essa fixação é essencial para manter a pressão sobre as varizes e prevenir complicações como deslocamento para a orofaringe ou perda de eficácia.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O decúbito lateral esquerdo é recomendado durante a passagem da sonda para reduzir risco de aspiração, mas não é necessário mantê-lo durante todo o procedimento. Após a fixação, o paciente pode ser reposicionado conforme necessidade clínica, desde que monitorizado.

Gabarito: letra D

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