Pular para o conteúdo principal

Questão de Medicina — Medicina Intensiva — Avança SP 2024

MedicinaMedicina Intensiva
Código
qg090060
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Paraty - RJ
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Plantonista Clínico Socorrista
A laringoscopia é uma técnica crucial para o sucesso da intubação orotraqueal em emergências. Sobre os cuidados técnicos durante a laringoscopia, é correto afirmar que:
  1. AA laringoscopia deve ser realizada com o paciente em posição neutra, sem necessidade de hiperextensão do pescoço, para evitar lesões na coluna cervical.
  2. BA lâmina curva do laringoscópio deve ser inserida diretamente na glote para visualizar as cordas vocais de forma mais rápida e precisa.
  3. CA lâmina reta é preferencial em adultos, pois proporciona melhor visibilidade da epiglote e facilita a inserção do tubo endotraqueal em emergências.
  4. DA tração do laringoscópio deve ser feita no sentido cranial, evitando movimentos laterais que podem causar trauma nas estruturas laríngeas.
  5. EA introdução do tubo endotraqueal deve ser acompanhada pela ausculta bilateral imediata dos pulmões, dispensando confirmação por capnografia.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — A tração do laringoscópio deve ser feita no sentido cranial, evitando movimentos laterais que podem causar trauma nas estruturas laríngeas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Laringoscopia e intubação orotraqueal: técnica e confirmação

Gabarito: letra D. A tração do laringoscópio deve ser feita no sentido cranial (para cima, em direção ao teto), evitando movimentos laterais ou de alavanca sobre os dentes, que podem causar trauma às estruturas laríngeas e dentárias. Essa é a técnica correta descrita nos manuais de via aérea e na prática da medicina de emergência.

A laringoscopia direta é o método mais utilizado para a intubação orotraqueal em emergências. O objetivo é visualizar a glote para passar o tubo endotraqueal com segurança. Para isso, o operador segura o laringoscópio com a mão esquerda e o insere na boca do paciente, deslocando a língua para o lado esquerdo. A lâmina pode ser curva (Macintosh) ou reta (Miller), cada uma com uma técnica específica de posicionamento. A lâmina curva é inserida na valécula, pressionando o ligamento hipoepiglótico para elevar a epiglote indiretamente; a lâmina reta é passada por baixo da epiglote, levantando-a diretamente. Em ambos os casos, o movimento correto para expor a glote é a tração no sentido cranial (para cima e para frente), nunca um movimento de alavanca com os dentes superiores como ponto de apoio. Esse movimento de alavanca é um erro clássico que causa trauma dentário e lesões laríngeas.

A confirmação da intubação é outra etapa crucial. O padrão-ouro é a capnografia com forma de onda, que verifica a eliminação de CO2 e confirma o posicionamento do tubo na traqueia. A ausculta bilateral dos pulmões é um método auxiliar, mas não é suficiente para descartar uma intubação esofágica, pois os sons podem ser transmitidos. A capnografia é mais sensível e específica, e sua ausência está associada a maior morbimortalidade, como apontado pelo NAP-4. Portanto, a alternativa que dispensa a capnografia está incorreta.

A posição do paciente também é relevante. A posição neutra não é a ideal para a laringoscopia; a posição de "cheirando" (flexão cervical e extensão da cabeça) alinha os eixos oral, faríngeo e laríngeo, facilitando a visualização. A hiperextensão do pescoço pode ser necessária em alguns casos, mas deve ser evitada em pacientes com suspeita de lesão cervical, quando se utiliza a estabilização manual em linha. A alternativa que afirma que a posição neutra é suficiente está incorreta, pois a posição de "cheirando" é a recomendada para otimizar a visualização.

A escolha da lâmina também é um ponto de confusão. A lâmina curva (Macintosh) é a mais utilizada em adultos, pois minimiza o estímulo da epiglote e é mais fácil de manusear. A lâmina reta (Miller) é preferida em crianças e em situações de glote anterior ou epiglote longa e flexível. A alternativa que afirma que a lâmina reta é preferencial em adultos está incorreta, pois a curva é a padrão.

A lâmina do laringoscópio não deve ser inserida diretamente na glote. Ela é inserida na cavidade oral e posicionada na valécula (curva) ou abaixo da epiglote (reta) para expor a glote. A inserção direta na glote não é a técnica descrita e pode causar trauma.

Guarde a fronteira entre a técnica correta de tração (cranial) e os erros comuns (alavanca, lateral), e entre a confirmação padrão-ouro (capnografia) e os métodos auxiliares (ausculta). É exatamente nesses pontos que as alternativas se dividem.

1Posição do paciente
"Cheirando" (flexão + extensão)
Neutra não é a ideal
2Lâminas
Curva (Macintosh) — adultos
Reta (Miller) — crianças/glote anterior
3Técnica de tração
Cranial (para cima)
Alavanca nos dentes
Movimentos laterais
4Confirmação
Capnografia (padrão-ouro)
Ausculta não dispensa
Laringoscopia e IOT
LEVELsoulevel.com.br
Laringoscopia e IOT: Posição do paciente ("Cheirando" (flexão + extensão), Neutra não é a ideal); Lâminas (Curva (Macintosh) — adultos, Reta (Miller) — crianças/glote anterior); Técnica de tração (Cranial (para cima), Alavanca nos dentes, Movimentos laterais); Confirmação (Capnografia (padrão-ouro), Ausculta não dispensa)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A posição neutra não é a recomendada para a laringoscopia. A posição ideal é a de "cheirando" (flexão cervical + extensão da cabeça), que alinha os eixos oral, faríngeo e laríngeo. A hiperextensão do pescoço é evitada em casos de suspeita de lesão cervical, mas a posição neutra não é a regra. A banca troca a posição de "cheirando" pela neutra.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A lâmina do laringoscópio não é inserida diretamente na glote. A lâmina curva é posicionada na valécula, e a reta, abaixo da epiglote, para expor a glote. A inserção direta na glote não é a técnica descrita e pode causar trauma. O objetivo é visualizar a glote, não inserir a lâmina nela.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A lâmina curva (Macintosh) é a preferencial em adultos, não a reta. A lâmina reta (Miller) é útil em crianças, glote anterior ou epiglote longa e flexível. A banca inverte a preferência das lâminas.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A tração do laringoscópio deve ser feita no sentido cranial (para cima, em direção ao teto), evitando movimentos laterais ou de alavanca. Esse é o movimento correto para expor a glote sem causar trauma dentário ou laríngeo. A alternativa espelha exatamente a técnica correta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A ausculta bilateral não dispensa a capnografia. A capnografia com forma de onda é o padrão-ouro para confirmar a intubação, pois verifica a eliminação de CO2. A ausculta é um método auxiliar, menos sensível e específico, e pode falhar em casos de intubação esofágica. A banca tenta substituir o padrão-ouro por um método auxiliar.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre a técnica correta de tração (cranial) e os erros comuns (alavanca, lateral), e entre a confirmação padrão-ouro (capnografia) e os métodos auxiliares (ausculta). Na prova, desconfie de alternativas que "dispensam" a capnografia ou que invertem a preferência das lâminas.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, lembre-se: a lâmina curva é para adultos, a reta para crianças; a tração é cranial, nunca em alavanca; e a confirmação é com capnografia, não apenas ausculta. Esses são os três pontos que a banca adora cobrar.

Gabarito: letra D

Link permanente: /questoes/qg090060