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Questão de Medicina — Alergia e Imunologia — Avança SP 2024

MedicinaAlergia e Imunologia
Código
qg090061
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Paraty - RJ
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Plantonista Clínico Socorrista
A anafilaxia é uma reação alérgica grave que requer intervenção imediata. Sobre a administração de epinefrina subcutânea como tratamento inicial em casos de anafilaxia, é correto afirmar que:
  1. AA epinefrina deve ser administrada por via subcutânea, pois essa via promove uma ação mais prolongada, evitando recidivas precoces da reação anafilática.
  2. BA administração de epinefrina subcutânea reduz a vasodilatação e a permeabilidade vascular, prevenindo o edema laríngeo e o choque circulatório.
  3. CA via subcutânea é preferida em anafilaxia leve, enquanto a via intramuscular é indicada apenas em casos de anafilaxia grave com parada cardiorrespiratória iminente.
  4. DA epinefrina subcutânea é mais eficaz em pacientes pediátricos, pois a absorção lenta é melhor tolerada, prevenindo os efeitos colaterais cardiovasculares.
  5. EA via subcutânea é contraindicada em casos de anafilaxia, sendo a via intramuscular no músculo vasto lateral a recomendada devido à rápida absorção e efeito imediato.
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GabaritoE — A via subcutânea é contraindicada em casos de anafilaxia, sendo a via intramuscular no músculo vasto lateral a recomendada devido à rápida absorção e efeito imediato.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Anafilaxia: via de administração da epinefrina

Gabarito: letra E. Na anafilaxia, a via de escolha para a epinefrina é a intramuscular (IM) no músculo vasto lateral da coxa, e não a subcutânea, pois a IM proporciona absorção mais rápida e pico de concentração plasmática mais precoce, essencial para reverter o quadro de forma imediata. A alternativa E está correta ao afirmar que a via subcutânea é contraindicada nesse contexto e que a IM é a recomendada.

A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, potencialmente fatal, que cursa com liberação maciça de mediadores de mastócitos e basófilos, levando a vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular, broncoespasmo e colapso cardiovascular. O tratamento de primeira linha é a epinefrina (adrenalina), que atua como agonista adrenérgico, revertendo esses efeitos: causa vasoconstrição (reduzindo o edema e a hipotensão), broncodilatação e inibe a liberação de mais mediadores.

A escolha da via de administração é crucial. A via intramuscular é a preferida porque a epinefrina é absorvida mais rapidamente, atingindo concentrações plasmáticas mais altas em menos tempo, o que é vital em uma emergência. A via subcutânea tem absorção mais lenta e imprevisível, especialmente em pacientes com hipoperfusão tecidual (choque), o que pode atrasar o efeito e comprometer o desfecho. Por isso, as diretrizes atuais recomendam a via IM no vasto lateral da coxa, que é um músculo grande e bem vascularizado, garantindo rápida absorção.

A dose recomendada para adultos é de 0,3 a 0,5 mg (1:1.000), podendo ser repetida a cada 5 a 15 minutos conforme a resposta clínica. Em crianças, a dose é de 0,01 mg/kg (máximo 0,3 mg). A via endovenosa é reservada para casos refratários ou em ambiente de terapia intensiva, com monitorização contínua, devido ao risco de arritmias.

A banca explora a confusão entre as vias de administração, apresentando a subcutânea como se fosse a mais adequada, quando na verdade é a intramuscular. O candidato que não domina essa recomendação pode ser induzido ao erro pelas alternativas que valorizam a via SC.

Epinefrina na anafilaxia
  • 1Via de escolha
    • Intramuscular (vasto lateral)
    • Rápida absorção e efeito imediato
  • 2Via subcutânea
    • Contraindicada
    • Absorção lenta e imprevisível
    • Ineficaz na hipoperfusão (choque)
  • 3Via endovenosa
    • Reservada a casos refratários
    • Monitorização contínua
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a via subcutânea promove ação mais prolongada, evitando recidivas. Isso é um equívoco: a via SC tem absorção mais lenta e errática, não sendo a escolha para uma emergência como a anafilaxia. A via IM é a preferida por sua rápida absorção e efeito imediato. A preocupação com recidivas (reação bifásica) é manejada com observação e, se necessário, doses adicionais, não com a escolha da via SC.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a epinefrina subcutânea reduz a vasodilatação e a permeabilidade vascular. Embora a epinefrina tenha esses efeitos, a via de administração não é a subcutânea, e sim a intramuscular. O erro está em atribuir à via SC um efeito que é da droga, mas que só é alcançado de forma eficaz pela via IM.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa sugere que a via SC é para anafilaxia leve e a IM apenas para casos graves com PCR iminente. Isso é incorreto: a via IM é a recomendada para todos os casos de anafilaxia, independentemente da gravidade, pois a rapidez de ação é sempre necessária. Não há essa gradação de vias conforme a gravidade.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que a via SC é mais eficaz em pediatria por ter absorção lenta e melhor tolerada. Isso é falso: a via IM é a preferida também em crianças, com dose ajustada por peso (0,01 mg/kg). A absorção lenta da via SC não é uma vantagem, mas sim um risco, pois pode atrasar o tratamento.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa está correta ao afirmar que a via subcutânea é contraindicada na anafilaxia e que a via intramuscular no vasto lateral é a recomendada, devido à rápida absorção e efeito imediato. Isso está alinhado com as diretrizes de emergência, que preconizam a IM como via de escolha para a epinefrina no tratamento da anafilaxia.

Gabarito: letra E

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