Em uma tomografia computadorizada de crânio sem contraste, a presença do "sinal da corda" em um paciente com suspeita de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico sugere:
ATrombose da artéria cerebral média.
BHemorragia subaracnóidea.
CTrombose do seio venoso sagital superior.
DEdema cerebral difuso.
ELesão expansiva com efeito de massa.
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GabaritoA — Trombose da artéria cerebral média.
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Sinal da corda na tomografia computadorizada de crânio
Gabarito: letra A. O "sinal da corda" (ou sinal do vaso hiperdenso) na TC de crânio sem contraste, em paciente com suspeita de AVC isquêmico, é um sinal precoce de trombose da artéria cerebral média — o trombo hiperdenso dentro do vaso ocluído. Esse achado é descrito na literatura como "sinal de vaso hiperdenso, indicativo de trombo no vaso", e a angiotomografia frequentemente identifica o local da oclusão vascular.
O "sinal da corda" é um dos sinais precoces de infarto cerebral na tomografia computadorizada. Ele ocorre porque o trombo que oclui a artéria cerebral média (ou, menos comumente, outra artéria intracraniana) apresenta densidade maior que o sangue circulante, aparecendo como uma imagem hiperdensa, linear e sinuosa, que lembra uma corda, no trajeto do vaso. Esse sinal é mais bem visualizado na artéria cerebral média, especialmente no seu segmento proximal (M1), e é um marcador importante de oclusão arterial aguda, sendo um forte preditor de AVC isquêmico extenso e de pior prognóstico.
A importância clínica desse sinal reside no fato de que a TC de crânio sem contraste, na fase hiperaguda do AVC isquêmico, pode ser normal. Por isso, a identificação de sinais precoces de isquemia, como o sinal da corda, o apagamento dos sulcos, a perda da distinção entre substância branca e cinzenta e o apagamento da fita insular, é crucial para agilizar a decisão terapêutica, especialmente a indicação de trombólise endovenosa ou trombectomia mecânica. O reconhecimento desses sinais permite iniciar o tratamento de reperfusão o mais rápido possível, dentro da janela terapêutica.
É fundamental distinguir o "sinal da corda" de outros achados de imagem. Na hemorragia subaracnóidea, o sangue se acumula nos espaços subaracnóideos, aparecendo como hiperdensidade nas cisternas e sulcos, não como um vaso hiperdenso. Na trombose venosa cerebral, o sinal típico é o "sinal do delta vazio" ou "sinal da corda" venoso, que se refere à visualização do trombo dentro de um seio venoso, como o seio sagital superior, mas o contexto clínico e a localização do sinal são diferentes. O edema cerebral difuso e a lesão expansiva com efeito de massa são achados que cursam com desvio de estruturas da linha média e apagamento de sulcos, mas não com um vaso hiperdenso.
A pegadinha desta questão está em confundir o "sinal da corda" arterial (trombose da artéria cerebral média) com o "sinal da corda" venoso (trombose de seio venoso). Embora o nome seja o mesmo, o contexto é completamente diferente: no AVC isquêmico, o sinal se refere à oclusão arterial; na trombose venosa cerebral, à oclusão venosa. A banca explora exatamente essa ambiguidade, oferecendo a alternativa C como distrator. O candidato que conhece apenas o nome do sinal, sem saber a que se refere no contexto do AVC isquêmico, pode ser induzido ao erro.
Sinal da corda na TC de crânio
1Contexto: AVC isquêmico
Trombose da artéria cerebral média (M1)
Sinal precoce de infarto
Indica trombólise/trombectomia
2Contexto: trombose venosa cerebral
Sinal do delta vazio
Sinal da corda venoso (seio sagital)
3Distratores
HSA: sangue nas cisternas
Edema difuso: apagamento de sulcos
Lesão expansiva: efeito de massa
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O "sinal da corda" na TC de crânio sem contraste, em paciente com suspeita de AVC isquêmico, é o sinal de vaso hiperdenso, que indica a presença de trombo no interior da artéria cerebral média. Esse é um sinal precoce de infarto cerebral, conforme descrito na literatura: "sinal de vaso hiperdenso, indicativo de trombo no vaso". A angiotomografia frequentemente identifica o local da oclusão vascular, confirmando a trombose da artéria cerebral média.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A hemorragia subaracnóidea (HSA) se manifesta na TC como hiperdensidade nos espaços subaracnóideos (cisternas e sulcos), devido ao extravasamento de sangue para esses espaços. Não se apresenta como um vaso hiperdenso. O quadro clínico típico é de cefaleia súbita e intensa, e o diagnóstico é confirmado pela TC, que mostra o sangue nos espaços liquóricos, não um sinal de corda arterial.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A trombose do seio venoso sagital superior pode apresentar o "sinal da corda" venoso, que é a visualização do trombo hiperdenso dentro do seio venoso. No entanto, no contexto de AVC isquêmico, o "sinal da corda" se refere à oclusão arterial, especificamente da artéria cerebral média. A alternativa confunde o sinal arterial com o venoso, que são entidades distintas, com fisiopatologia e apresentação clínica diferentes.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O edema cerebral difuso é um achado de imagem que se caracteriza por apagamento dos sulcos, perda da distinção entre substância branca e cinzenta e possível colapso ventricular. Não há relação com o "sinal da corda", que é um sinal de oclusão arterial aguda. O edema difuso pode ser consequência de diversas causas, como hipóxia, intoxicações ou traumatismo, mas não é o que o sinal da corda indica.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Uma lesão expansiva com efeito de massa, como um tumor ou hematoma, pode causar desvio das estruturas da linha média, apagamento de sulcos e compressão ventricular. No entanto, o "sinal da corda" é um sinal de oclusão arterial, não de lesão expansiva. A presença de um vaso hiperdenso não é característica de lesões expansivas, que geralmente se apresentam como massas com densidade variável e efeito de massa.