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Questão de Medicina — Angiologia — Avança SP 2024

MedicinaAngiologia
Código
qg091216
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Pedreira - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico I (Cirurgião Vascular)
Um cirurgião vascular está planejando realizar uma restauração vascular no dorso do pé para melhorar a perfusão em um paciente com insuficiência arterial periférica. Qual das seguintes técnicas é mais comumente utilizada para revascularizar a região do dorso do pé?
  1. ATransplante de veia safena para a artéria tibial posterior.
  2. BAnastomose end-to-end entre a artéria dorsal do pé e a artéria fibular.
  3. CColocação de um enxerto sintético na artéria poplítea.
  4. DEmpréstimo de segmento da artéria femoral para a artéria tibial anterior.
  5. EUso de bypass com enxerto autólogo entre a artéria tibial anterior e a artéria plantar medial.
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GabaritoB — Anastomose end-to-end entre a artéria dorsal do pé e a artéria fibular.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Revascularização do dorso do pé: anatomia e técnica cirúrgica

Gabarito: letra B. A técnica mais comumente utilizada para revascularizar a região do dorso do pé é a anastomose end-to-end entre a artéria dorsal do pé e a artéria fibular, pois a artéria dorsal do pé (continuação da artéria tibial anterior) é o principal vaso que irriga essa região, e a artéria fibular é uma das artérias infrapoplíteas que pode ser usada como doadora quando a tibial anterior está ocluída. Essa é uma técnica clássica de bypass distal, descrita na literatura de cirurgia vascular, e a alternativa B é a que melhor descreve essa abordagem.

A revascularização do pé em pacientes com insuficiência arterial periférica (DAP) é um desafio cirúrgico que exige conhecimento detalhado da anatomia arterial do membro inferior. O dorso do pé é irrigado principalmente pela artéria dorsal do pé, que é a continuação direta da artéria tibial anterior após esta passar pelo retináculo dos extensores. Quando há oclusão da artéria tibial anterior, a revascularização do dorso do pé pode ser feita por meio de um bypass que utiliza a artéria fibular como vaso doador, realizando uma anastomose distal na artéria dorsal do pé. Essa técnica é conhecida como "bypass fibular-dorsal do pé" e é uma opção consagrada quando a artéria tibial anterior está obstruída, mas a fibular está pérvia.

A escolha do enxerto é crucial: enxertos autólogos (veia safena magna, safena parva, veia cefálica, basílica ou artéria femoral superficial) são preferidos para bypasses infrapoplíteos, pois apresentam melhor perviedade a longo prazo quando comparados a enxertos sintéticos (PTFE, dácron). O uso de enxerto sintético é reservado para situações em que não há veia autóloga disponível, e mesmo assim com resultados inferiores em vasos distais. A alternativa E menciona um bypass entre a artéria tibial anterior e a artéria plantar medial, mas essa não é a técnica mais comum para o dorso do pé, pois a artéria plantar medial é um ramo da artéria tibial posterior, e o bypass para o dorso do pé geralmente visa a artéria dorsal do pé diretamente.

A alternativa A (transplante de veia safena para a artéria tibial posterior) é uma técnica válida, mas revasculariza a região plantar e medial do pé, não o dorso. A alternativa C (enxerto sintético na artéria poplítea) é um bypass proximal, que não aborda diretamente a região do dorso do pé. A alternativa D (empréstimo de segmento da artéria femoral para a artéria tibial anterior) é uma técnica incomum e não é a mais utilizada para o dorso do pé. Portanto, a alternativa B é a que melhor descreve a técnica mais comumente empregada para revascularizar o dorso do pé.

A pegadinha desta questão está em confundir a anatomia vascular do pé: o dorso é irrigado pela artéria dorsal do pé (tibial anterior), enquanto a região plantar é irrigada pela artéria tibial posterior e seus ramos. O aluno que não domina essa distinção pode ser levado a escolher a alternativa A ou E, que envolvem a artéria tibial posterior. A banca explora exatamente essa confusão entre os territórios de irrigação do pé.

1Anatomia
Dorso: artéria dorsal do pé (tibial anterior)
Plantar: artéria tibial posterior
2Técnica mais comum
Anastomose end-to-end
Artéria dorsal do pé + artéria fibular
3Enxerto preferido
Autólogo (veia safena)
Sintético (pior perviedade)
Revascularização do dorso do pé
LEVELsoulevel.com.br
Revascularização do dorso do pé: Anatomia (Dorso: artéria dorsal do pé (tibial anterior), Plantar: artéria tibial posterior); Técnica mais comum (Anastomose end-to-end, Artéria dorsal do pé + artéria fibular); Enxerto preferido (Autólogo (veia safena), Sintético (pior perviedade))

Alternativa A — ❌ Incorreta

O transplante de veia safena para a artéria tibial posterior é uma técnica de bypass válida, mas revasculariza a região plantar e medial do pé, não o dorso. A artéria tibial posterior é o principal vaso da região plantar, e seu território de irrigação não inclui o dorso do pé. A alternativa erra ao não corresponder à região anatômica pedida no enunciado.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A anastomose end-to-end entre a artéria dorsal do pé e a artéria fibular é a técnica mais comumente utilizada para revascularizar o dorso do pé. A artéria dorsal do pé é a continuação da artéria tibial anterior e irriga o dorso; quando esta está ocluída, a artéria fibular pode ser usada como doadora, realizando-se uma anastomose distal na artéria dorsal do pé. Essa técnica é descrita na literatura de cirurgia vascular como uma opção eficaz para revascularização distal.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A colocação de um enxerto sintético na artéria poplítea é um bypass proximal, que não aborda diretamente a região do dorso do pé. Além disso, enxertos sintéticos (PTFE, dácron) são menos indicados para bypasses infrapoplíteos, pois apresentam pior perviedade quando comparados a enxertos autólogos. A alternativa não descreve a técnica mais comum para revascularizar o dorso do pé.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O empréstimo de segmento da artéria femoral para a artéria tibial anterior é uma técnica incomum e não é a mais utilizada para o dorso do pé. A artéria femoral é um vaso proximal, e seu uso como doador para um bypass distal é raro; além disso, a artéria tibial anterior é o vaso que dá origem à artéria dorsal do pé, mas a técnica descrita não é a mais comumente empregada.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O uso de bypass com enxerto autólogo entre a artéria tibial anterior e a artéria plantar medial não é a técnica mais comum para revascularizar o dorso do pé. A artéria plantar medial é um ramo da artéria tibial posterior e irriga a região plantar, não o dorso. A alternativa confunde os territórios de irrigação do pé, levando a uma técnica que não é a mais indicada para o dorso.

Gabarito: letra B

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