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Questão de Medicina — Medicina Intensiva — Avança SP 2024

MedicinaMedicina Intensiva
Código
qg091231
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Pedreira - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico I (Cirurgião Vascular)
Célia, uma jovem de 29 anos, estava em um café com amigos quando, de repente, colapsou e entrou em parada cardiorrespiratória. Rapidamente, um dos amigos, que havia recentemente concluído um curso de primeiros socorros, começou a realizar a manobra de RCP enquanto aguardavam a chegada do serviço de emergência.Diante do caso em tela, qual é a recomendação atualizada para a frequência mínima de compressões por minuto durante a RCP, e qual é a razão para essa mudança?
  1. AAproximadamente 80 compressões por minuto, para reduzir a fadiga do socorrista.
  2. BAproximadamente 90 compressões por minuto, para equilibrar entre compressões e ventilação.
  3. CAproximadamente 100 compressões por minuto, para manter uma perfusão básica adequada.
  4. DMínimo de 100 compressões por minuto, para assegurar uma perfusão adequada dos órgãos vitais.
  5. EMínimo de 120 compressões por minuto, para aumentar a circulação sanguínea ao máximo.
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GabaritoD — Mínimo de 100 compressões por minuto, para assegurar uma perfusão adequada dos órgãos vitais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Frequência de compressões na RCP: o que as diretrizes atuais recomendam

Gabarito: letra D. As diretrizes atuais de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) recomendam mínimo de 100 compressões por minuto, com faixa ideal entre 100 e 120, para assegurar perfusão adequada dos órgãos vitais durante a parada cardiorrespiratória. Essa recomendação é baseada nas diretrizes da American Heart Association (AHA) e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), que estabelecem a frequência de 100 a 120 compressões por minuto como padrão de qualidade.

A RCP é um conjunto de manobras que visa manter artificialmente a circulação sanguínea e a oxigenação dos órgãos vitais quando o coração para de bombear sangue de forma eficaz. O objetivo principal das compressões torácicas é gerar fluxo sanguíneo para o cérebro e o coração, evitando danos irreversíveis por falta de oxigênio. A frequência das compressões é um dos componentes críticos da qualidade da RCP, pois influencia diretamente o débito cardíaco gerado.

As diretrizes mais recentes, como as de 2020 da AHA e a atualização de 2019 da SBC, estabelecem que as compressões devem ser realizadas a uma frequência de 100 a 120 compressões por minuto. Essa faixa foi definida com base em evidências científicas que mostram que frequências abaixo de 100/minuto resultam em perfusão inadequada, enquanto frequências acima de 120/minuto podem comprometer a profundidade das compressões e aumentar a fadiga do socorrista, reduzindo a eficácia geral da RCP.

A razão para essa recomendação é assegurar uma perfusão adequada dos órgãos vitais. Durante a PCR, o coração não consegue bombear sangue de forma eficaz, e as compressões torácicas manuais substituem essa função, gerando um fluxo sanguíneo que, embora reduzido, é essencial para manter a viabilidade dos órgãos, especialmente o cérebro, que é extremamente sensível à falta de oxigênio. Estudos demonstram que uma frequência de compressões dentro da faixa recomendada otimiza o retorno à circulação espontânea e melhora a sobrevida.

É importante destacar que a qualidade das compressões é tão importante quanto a frequência. Além da frequência de 100-120/minuto, as compressões devem ter profundidade de 5 a 6 cm no adulto, permitir o retorno completo do tórax após cada compressão e minimizar as interrupções. A rotação do socorrista a cada 2 minutos é recomendada para evitar a fadiga e manter a qualidade das compressões.

A pegadinha desta questão está na distinção entre a frequência mínima e a faixa ideal. A alternativa correta menciona "mínimo de 100 compressões por minuto", que é a recomendação para garantir perfusão adequada. As alternativas que citam 80, 90 ou 120 como valores absolutos ou como faixa ideal estão incorretas, pois não refletem a recomendação atual. A alternativa E, que sugere "mínimo de 120", também está errada, pois a faixa ideal é de 100 a 120, e não um mínimo de 120.

Guarde a fronteira entre a frequência mínima (100/min) e a faixa ideal (100-120/min): é exatamente nela que as alternativas se dividem.

  1. 1Frequência: 100–120/min
  2. 2Profundidade: 5–6 cm
  3. 3Retorno completo do tórax
  4. 4Minimizar interrupções
  5. 5Rodízio a cada 2 min
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a frequência mínima é de aproximadamente 80 compressões por minuto, com o objetivo de reduzir a fadiga do socorrista. Essa frequência está abaixo do mínimo recomendado pelas diretrizes atuais (100/min). Embora a fadiga seja uma preocupação real, a solução preconizada é a rotação do socorrista a cada 2 minutos, e não a redução da frequência, que comprometeria a perfusão dos órgãos vitais.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Sugere aproximadamente 90 compressões por minuto para equilibrar compressões e ventilação. Essa frequência também está abaixo do mínimo recomendado (100/min). O equilíbrio entre compressões e ventilação é feito pela relação 30:2 (30 compressões para 2 ventilações), e não pela redução da frequência de compressões.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma aproximadamente 100 compressões por minuto para manter uma perfusão básica adequada. Embora 100/min esteja dentro da faixa recomendada, a alternativa usa "aproximadamente", o que é impreciso. A recomendação é de mínimo de 100 e faixa ideal de 100-120. A alternativa D é mais precisa ao usar "mínimo de 100", que é a recomendação exata.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma mínimo de 100 compressões por minuto para assegurar uma perfusão adequada dos órgãos vitais. Esta é a recomendação exata das diretrizes atuais (AHA 2020, SBC 2019). A frequência mínima de 100/min é necessária para gerar fluxo sanguíneo suficiente para manter a viabilidade dos órgãos vitais durante a PCR. A alternativa espelha corretamente os termos-chave da recomendação: "mínimo de 100" e "perfusão adequada dos órgãos vitais".

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma mínimo de 120 compressões por minuto para aumentar a circulação sanguínea ao máximo. Embora 120/min esteja no limite superior da faixa recomendada, a recomendação é de 100 a 120, e não um mínimo de 120. Frequências acima de 120/min podem comprometer a profundidade das compressões e aumentar a fadiga, reduzindo a eficácia da RCP. O objetivo não é "aumentar ao máximo", mas manter uma frequência adequada dentro da faixa ideal.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre a frequência mínima (100/min) e a faixa ideal (100-120/min). As alternativas com 80, 90 e 120 como valores absolutos ou como mínimo são distratores. A alternativa C, com "aproximadamente 100", também é imprecisa, pois a recomendação é de "mínimo de 100". Fique atento à palavra "mínimo" — ela é a chave para identificar a alternativa correta.

PEGA ESSA DICA!

Para memorizar a frequência de compressões na RCP, lembre-se do padrão "100 a 120". Associe o número 100 ao mínimo necessário para perfusão e 120 ao limite superior para evitar fadiga e perda de qualidade. Na prova, desconfie de alternativas que usam valores fora dessa faixa ou que trocam "mínimo" por "aproximadamente".

Gabarito: letra D

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