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Questão de Medicina — Endocrinologia — Avança SP 2024

MedicinaEndocrinologia
Código
qg091247
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Pedreira - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico I (Endocrinologista)
A Síndrome de Klinefelter é uma das causas mais comuns de hipogonadismo masculino e está associada a uma aneuploidia cromossômica. A alternativa que descreve corretamente as características clínicas e o mecanismo subjacente da Síndrome de Klinefelter é:
  1. AA Síndrome de Klinefelter é causada por uma mutação no gene SRY, resultando na ausência de desenvolvimento das gônadas masculinas, hipospádia e ambiguidade genital.
  2. BA Síndrome de Klinefelter é caracterizada pela presença de um cromossomo X extra (47,XXY), levando a uma produção reduzida de testosterona, ginecomastia, infertilidade e desenvolvimento incompleto das características sexuais secundárias masculinas.
  3. CA Síndrome de Klinefelter resulta da ausência do cromossomo Y (45,X0), levando a hipogonadismo, estatura baixa, e ovários em fita, características típicas da síndrome.
  4. DA Síndrome de Klinefelter é caracterizada pela triplicação do gene AR, resultando em uma sensibilidade exagerada à testosterona, crescimento excessivo dos pelos e aumento da massa muscular.
  5. EA Síndrome de Klinefelter é causada por uma deleção no cromossomo X, levando à deficiência de FSH e LH, resultando em hipogonadismo hipogonadotrófico e atraso puberal.
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GabaritoB — A Síndrome de Klinefelter é caracterizada pela presença de um cromossomo X extra (47,XXY), levando a uma produção reduzida de testosterona, ginecomastia, infertilidade e desenvolvimento incompleto das características sexuais secundárias masculinas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Síndrome de Klinefelter: hipogonadismo hipergonadotrófico por aneuploidia 47,XXY

Gabarito: letra B. A Síndrome de Klinefelter é a causa congênita mais comum de insuficiência testicular primária, resultante da presença de um cromossomo X extra (cariótipo 47,XXY), que leva a hipogonadismo hipergonadotrófico, ginecomastia, infertilidade e desenvolvimento incompleto das características sexuais secundárias masculinas. O mecanismo é a não disjunção cromossômica, geralmente materna, na meiose, e o diagnóstico é confirmado pelo cariótipo.

A Síndrome de Klinefelter é uma aneuploidia dos cromossomos sexuais, caracterizada pelo cariótipo 47,XXY. Ela é a causa congênita mais comum de hipogonadismo masculino primário, ou seja, o defeito está diretamente nas gônadas (testículos), e não no eixo hipotálamo-hipófise. Por isso, os níveis de FSH e LH estão elevados (hipogonadismo hipergonadotrófico), enquanto a testosterona está baixa ou baixa-normal. A falência testicular leva a testículos pequenos e firmes, azoospermia (infertilidade), ginecomastia (pelo desequilíbrio estrogênio/testosterona) e proporções eunucoides. A incidência é de cerca de 1 em cada 600 nascidos vivos do sexo masculino.

O mecanismo subjacente é a não disjunção cromossômica na meiose, mais frequentemente de origem materna, resultando em um gameta com dois cromossomos X que, ao se unir a um espermatozoide com Y, forma o zigoto 47,XXY. O diagnóstico é clínico-laboratorial, com confirmação por cariótipo. É fundamental distinguir o hipogonadismo primário (hipergonadotrófico, como na Klinefelter) do secundário (hipogonadotrófico, como na síndrome de Kallmann ou na hiperprolactinemia): no primeiro, FSH e LH estão altos; no segundo, estão baixos ou inapropriadamente normais.

A banca explora justamente essa confusão entre os tipos de hipogonadismo e entre as diferentes síndromes genéticas. A alternativa correta é a única que associa corretamente o cariótipo 47,XXY ao quadro clínico clássico. As demais misturam características de outras condições, como a síndrome de Turner (45,X0), a disgenesia gonadal, a insensibilidade androgênica e o hipogonadismo hipogonadotrófico.

Guarde a fronteira entre hipogonadismo primário (testicular, FSH/LH altos) e secundário (hipotalâmico-hipofisário, FSH/LH baixos): é exatamente nela que as alternativas se dividem, além do cariótipo característico.

FSH/LH altos
FSH/LH baixos
Defeito hipotálamo-hipófise
Klinefelter (47,XXY)
Kallmann / hiperprolactinemia
Defeito testicular
Síndrome de Turner (45,X0)
Hipogonadismo secundário
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa descreve a disgenesia gonadal ou a insensibilidade androgênica, não a Síndrome de Klinefelter. A mutação no gene SRY (localizado no cromossomo Y) leva a um fenótipo feminino ou ambiguidade genital, com gônadas disgenéticas, mas não é o mecanismo da Klinefelter. Na Klinefelter, o gene SRY está presente e funcionante, pois há um cromossomo Y, e o desenvolvimento das gônadas masculinas ocorre, embora com falência precoce.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa descreve com precisão a Síndrome de Klinefelter: cariótipo 47,XXY (cromossomo X extra), produção reduzida de testosterona, ginecomastia, infertilidade (azoospermia) e desenvolvimento incompleto das características sexuais secundárias masculinas. O mecanismo é a não disjunção cromossômica, e o quadro é de hipogonadismo hipergonadotrófico, com FSH e LH elevados.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa descreve a Síndrome de Turner (45,X0), que acomete indivíduos do sexo feminino, com estatura baixa, ovários em fita (disgenesia gonadal) e hipogonadismo hipergonadotrófico. Na Klinefelter, o cariótipo é 47,XXY, o sexo fenotípico é masculino e não há ovários em fita.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa descreve um quadro de sensibilidade androgênica aumentada, que não corresponde a nenhuma síndrome conhecida. Na Klinefelter, há deficiência de testosterona, não sensibilidade exagerada. A triplicação do gene AR (receptor de andrógeno) não é um mecanismo descrito para essa síndrome.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa descreve o hipogonadismo hipogonadotrófico (secundário), com deficiência de FSH e LH, que é característico de doenças hipotalâmicas ou hipofisárias (como a síndrome de Kallmann ou tumores hipofisários). Na Klinefelter, o hipogonadismo é primário (hipergonadotrófico), com FSH e LH elevados, não deficientes. A deleção no cromossomo X não é o mecanismo da síndrome.

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura as características de diferentes síndromes genéticas e tipos de hipogonadismo. A confusão mais comum é entre a Klinefelter (47,XXY, hipogonadismo hipergonadotrófico) e a síndrome de Turner (45,X0), além de trocar o hipogonadismo primário pelo secundário. Fique atento ao cariótipo e aos níveis de FSH/LH: na Klinefelter, eles estão elevados.

PEGA ESSA DICA!

Para diferenciar os tipos de hipogonadismo, use o seguinte raciocínio: se FSH e LH estão altos, o defeito é testicular (primário, hipergonadotrófico — ex.: Klinefelter); se estão baixos, o defeito é hipotalâmico-hipofisário (secundário, hipogonadotrófico — ex.: Kallmann). Associe o cariótipo para confirmar a síndrome específica.

Gabarito: letra B

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