Um homem idoso apresenta queixas de disfunção erétil e diminuição da libido. Qual dos seguintes tratamentos é frequentemente utilizado para manejar a disfunção erétil em homens idosos e pode ser considerado uma abordagem inicial eficaz?
AUso de inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5), como o sildenafil.
BUso de hormônios androgênicos para aumentar a testosterona.
CTerapia de reposição de estrogênio.
DUso de antidepressivos para tratamento da disfunção erétil.
EIntervenção cirúrgica para correção de anomalias anatômicas do pênis.
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GabaritoA — Uso de inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5), como o sildenafil.
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Disfunção Erétil no Idoso: Abordagem Inicial
Gabarito: letra A. A disfunção erétil (DE) no idoso tem como tratamento de primeira linha os inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (IPDE-5), como o sildenafil, que atuam aumentando o fluxo sanguíneo peniano e são eficazes na maioria dos casos, conforme diretrizes de urologia e geriatria. A alternativa correta é a única que reflete essa conduta inicial padronizada.
A disfunção erétil é definida como a incapacidade de atingir e/ou manter uma ereção suficiente para um desempenho sexual satisfatório. No idoso, a prevalência aumenta significativamente com a idade, sendo um problema comum que impacta a qualidade de vida. O tratamento deve ser escalonado, iniciando-se pelas medidas mais simples e menos invasivas, e os IPDE-5 são a pedra angular dessa primeira etapa.
O mecanismo de ação dos IPDE-5 envolve a inibição da enzima fosfodiesterase tipo 5, que degrada o GMPc (monofosfato de guanosina cíclico) no corpo cavernoso. Ao inibir essa degradação, os níveis de GMPc aumentam, promovendo relaxamento da musculatura lisa e vasodilatação, o que facilita a ereção diante do estímulo sexual. É importante destacar que esses medicamentos não iniciam a ereção por si só; eles potencializam a resposta ao estímulo sexual.
A escolha da alternativa A como correta se baseia na recomendação de que, a menos que haja contraindicação, a inibição da PDE5 deve ser considerada a terapia de primeira linha para a maioria dos homens com DE. As demais alternativas representam abordagens que não são a primeira escolha ou são inadequadas para o caso descrito.
A alternativa B (uso de hormônios androgênicos) é uma opção apenas para casos específicos de hipogonadismo confirmado, não sendo a abordagem inicial para todos os idosos com DE. A alternativa C (reposição de estrogênio) é incorreta, pois o estrogênio não é utilizado no tratamento da DE masculina. A alternativa D (antidepressivos) não é indicada para DE, podendo até piorar a função sexual. A alternativa E (cirurgia) é reservada para casos refratários aos tratamentos clínicos, sendo uma opção de terceira linha.
Portanto, a abordagem inicial eficaz e frequentemente utilizada para a DE em homens idosos é o uso de IPDE-5, como o sildenafil, o que torna a alternativa A a resposta correta.
Disfunção erétil no idoso: Tratamento de 1ª linha (Inibidores da PDE5 (sildenafil), Eficácia ~70%, Contraindicado com nitratos); Tratamento de 2ª linha (Injetáveis intracavernosos, Dispositivos a vácuo); Tratamento de 3ª linha (Prótese peniana (cirurgia)); Tratamento específico (Testosterona (só se hipogonadismo))
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa A está correta porque os inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (IPDE-5), como o sildenafil, são a primeira linha de tratamento para disfunção erétil, incluindo em homens idosos. Eles atuam aumentando a disponibilidade de GMPc, promovendo relaxamento vascular e facilitando a ereção. A eficácia é comprovada em diversas etiologias (vascular, psicogênica, neurogênica e mista), com taxa de resposta global em torno de 70%. A contraindicação principal é o uso concomitante de nitratos, devido ao risco de hipotensão severa.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa B está incorreta porque a terapia androgênica (testosterona) não é a abordagem inicial para disfunção erétil. Ela é indicada apenas quando há diagnóstico confirmado de hipogonadismo, com níveis de testosterona < 300 ng/dL em duas dosagens, e sintomas característicos. Na ausência de deficiência hormonal, a reposição de testosterona não é eficaz para DE e pode trazer riscos, como piora de hiperplasia prostática ou câncer de próstata.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa C está incorreta porque a terapia de reposição de estrogênio não é utilizada no tratamento da disfunção erétil masculina. O estrogênio é um hormônio feminino e sua administração em homens pode causar efeitos adversos como ginecomastia, redução da libido e aumento do risco cardiovascular. Não há fundamento científico para seu uso na DE.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa D está incorreta porque antidepressivos não são indicados para o tratamento da disfunção erétil. Pelo contrário, muitos antidepressivos, especialmente os ISRS, podem causar ou piorar a DE como efeito colateral. O uso de antidepressivos seria considerado apenas se a DE fosse secundária a um quadro depressivo, mas não como tratamento direto da DE.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa E está incorreta porque a intervenção cirúrgica para correção de anomalias anatômicas do pênis é uma opção de terceira linha, reservada para casos em que os tratamentos clínicos (IPDE-5, injetáveis, dispositivos a vácuo) falharam. Não é uma abordagem inicial para a maioria dos pacientes com DE, que geralmente têm causas vasculares, neurogênicas ou psicogênicas, não anatômicas.