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Questão de Medicina — Nefrologia — Avança SP 2024

MedicinaNefrologia
Código
qg091319
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Pedreira - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico I (Nefrologista)
Na abordagem da Síndrome Nefrótica em pacientes pediátricos, o nefrologista deve priorizar:
  1. AA administração de corticosteroides é a principal abordagem terapêutica para a síndrome nefrótica, visando a redução da proteinúria e a remissão da síndrome.
  2. BO uso de antibióticos de amplo espectro como tratamento primário para a síndrome nefrótica, devido ao risco elevado de infecções.
  3. CA realização de biópsia renal é obrigatória para o diagnóstico de síndrome nefrótica, independente da resposta clínica ao tratamento inicial.
  4. DA monitorização da pressão arterial e do perfil lipídico é secundária ao tratamento com corticosteroides, não sendo uma prioridade na gestão da síndrome nefrótica.
  5. EA síndrome nefrótica deve ser tratada exclusivamente com medidas dietéticas e controle rigoroso do consumo de proteínas, sem necessidade de medicamentos.
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GabaritoA — A administração de corticosteroides é a principal abordagem terapêutica para a síndrome nefrótica, visando a redução da proteinúria e a remissão da síndrome.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Síndrome Nefrótica Pediátrica: tratamento com corticosteroides

Gabarito: letra A. Na síndrome nefrótica pediátrica, a principal abordagem terapêutica é a administração de corticosteroides (prednisona), visando à redução da proteinúria e à remissão da síndrome — conduta consagrada nos protocolos de nefrologia pediátrica e no tratamento da doença de lesões mínimas, a causa mais comum nessa faixa etária.

A síndrome nefrótica é uma condição clínica caracterizada pela tríade clássica: proteinúria nefrótica (acima de 50 mg/kg/dia ou 40 mg/m²/h em crianças), hipoalbuminemia (albumina sérica abaixo de 2,5 g/dL) e edema, frequentemente acompanhada de hiperlipidemia. Na criança, a causa mais frequente é a doença de lesões mínimas (alterações glomerulares mínimas — AGM), que responde muito bem à corticoterapia. Por isso, o tratamento inicial é empírico, com prednisona, sem necessidade de biópsia renal prévia na maioria dos casos.

A lógica do tratamento é dupla: (1) reduzir a proteinúria, que é o principal marcador de lesão renal e fator de risco para progressão para doença renal crônica; e (2) promover a remissão da síndrome, com desaparecimento do edema e normalização da albumina sérica. O corticosteroide atua como imunossupressor, reduzindo a resposta inflamatória glomerular que causa o aumento da permeabilidade à proteína.

O protocolo pediátrico estabelece que a biópsia renal não é obrigatória para o diagnóstico inicial — ela está indicada em situações específicas, como: hematúria macroscópica, hipertensão sustentada, complemento sérico diminuído, ausência de resposta à prednisona após 8 semanas (síndrome nefrótica corticorresistente), idade menor que 1 ano ou maior que 8 anos (quando a probabilidade de lesões mínimas diminui). Ou seja, a resposta clínica ao tratamento inicial é que guia a necessidade de biópsia, e não o contrário.

Além do corticosteroide, o manejo da síndrome nefrótica inclui medidas adjuvantes importantes: restrição de sódio (2 g/dia), controle da pressão arterial, tratamento da dislipidemia, profilaxia de infecções e prevenção de fenômenos tromboembólicos. Essas medidas são complementares e não substituem o tratamento imunossupressor — que é o pilar terapêutico.

A pegadinha central desta questão é a inversão de prioridades: a banca tenta fazer o candidato acreditar que medidas secundárias (antibióticos, dieta, biópsia) são o tratamento principal, quando na verdade o corticosteroide é a abordagem de primeira linha. Guarde a hierarquia: corticosteroide = tratamento principal; demais medidas = adjuvantes.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa espelha exatamente a conduta recomendada: a administração de corticosteroides é a principal abordagem terapêutica da síndrome nefrótica pediátrica, com o objetivo de reduzir a proteinúria e induzir a remissão. Isso é válido tanto para a doença de lesões mínimas (causa mais comum) quanto para outras glomerulopatias que cursam com síndrome nefrótica, nas quais o corticoide também é a primeira escolha (como na GESF).

Alternativa B — ❌ Incorreta

O uso de antibióticos de amplo espectro não é tratamento primário da síndrome nefrótica. Embora o risco de infecções seja elevado (devido à perda de imunoglobulinas na urina e ao uso de imunossupressores), a profilaxia antibiótica é uma medida adjuvante — e não substitui o corticosteroide. A alternativa confunde o manejo de uma complicação com o tratamento da doença de base.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A biópsia renal não é obrigatória para o diagnóstico de síndrome nefrótica em crianças. O diagnóstico é clínico-laboratorial (edema + proteinúria nefrótica + hipoalbuminemia). A biópsia está indicada em casos específicos — como ausência de resposta ao corticoide, hematúria macroscópica, hipertensão sustentada, idade < 1 ano ou > 8 anos — e não de forma rotineira. A alternativa inverte a lógica: a resposta clínica ao tratamento é que pode indicar a biópsia, e não o contrário.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A monitorização da pressão arterial e do perfil lipídico é parte essencial do manejo da síndrome nefrótica, e não algo secundário. A hipertensão e a dislipidemia são complicações frequentes e fatores de risco cardiovascular e renal. O controle desses parâmetros é complementar ao corticosteroide, mas não é menos importante — ambos são prioridades na gestão do paciente. A alternativa tenta rebaixar medidas que são fundamentais para o prognóstico.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A síndrome nefrótica não é tratada exclusivamente com medidas dietéticas. Embora a orientação nutricional (restrição de sódio, aporte proteico adequado) seja importante como suporte, o tratamento da doença de base exige imunossupressão com corticosteroides. A alternativa ignora completamente o pilar terapêutico e propõe uma conduta que não é suficiente para induzir remissão.

Gabarito: letra A

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