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Questão de Medicina — Nefrologia — Avança SP 2024

MedicinaNefrologia
Código
qg091322
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Pedreira - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico I (Nefrologista)
No contexto da avaliação de doença cística renal, a opção mais adequada para o exame físico e avaliação é:
  1. AA palpação abdominal para detectar a presença de massas císticas não é relevante, pois os cistos renais são frequentemente pequenos e não palpáveis.
  2. BO exame ultrassonográfico é o método preferencial para identificar e monitorar cistos renais, fornecendo informações sobre o tamanho, número e possíveis complicações associadas aos cistos.
  3. CA realização de tomografia computadorizada (TC) é desnecessária para a avaliação de doença cística renal, já que o ultrassom é suficiente para todas asfases do diagnóstico e acompanhamento.
  4. DA análise de urina não fornece informações relevantes sobre a presença de doença cística renal, sendo mais útil apenas para a detecção de infecções urinárias.
  5. EO exame físico não deve incluir a avaliação da pressão arterial, pois a doença cística renal não está associada a alterações na pressão arterial.
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GabaritoB — O exame ultrassonográfico é o método preferencial para identificar e monitorar cistos renais, fornecendo informações sobre o tamanho, número e possíveis complicações associadas aos cistos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Avaliação da doença cística renal: o papel da ultrassonografia

Gabarito: letra B. A ultrassonografia é o método de imagem preferencial para identificar e monitorar cistos renais, pois permite avaliar tamanho, número e complicações associadas, sendo amplamente disponível e sem radiação ionizante. As demais alternativas contêm afirmações incorretas sobre a relevância do exame físico, da tomografia, da análise de urina e da avaliação da pressão arterial nesse contexto.

A doença cística renal engloba um espectro de condições que vão desde cistos simples, extremamente comuns e benignos, até doenças hereditárias como a doença renal policística do adulto, que pode levar à insuficiência renal. A avaliação desses pacientes começa com uma história clínica detalhada e exame físico, mas o diagnóstico e o monitoramento dependem fundamentalmente de exames de imagem. A ultrassonografia renal é o exame de primeira linha nesse cenário.

A ultrassonografia é o método preferencial por várias razões: é amplamente disponível, não utiliza radiação ionizante, é relativamente barata e fornece informações detalhadas sobre a morfologia renal. Ela permite medir o tamanho dos rins, avaliar a ecogenicidade do parênquima, detectar a presença de cistos e caracterizá-los quanto ao número, tamanho e complexidade. Cistos simples aparecem como estruturas anecoicas (pretas), com paredes finas e regulares, e reforço acústico posterior. A ultrassonografia também é útil para detectar complicações como obstrução do trato urinário, evidenciada pela dilatação do sistema coletor.

Embora a ultrassonografia seja o exame inicial e de acompanhamento na maioria dos casos, a tomografia computadorizada (TC) tem papel importante em situações específicas, principalmente na avaliação de cistos complexos. Cistos complexos, que apresentam septos, calcificações, paredes espessas ou contornos irregulares, podem representar neoplasias malignas e são melhor caracterizados pela TC ou ressonância magnética. A classificação de Bosniak, baseada em achados de imagem, é utilizada para estratificar o risco de malignidade e orientar a conduta. Portanto, a TC não é desnecessária, mas sim complementar em casos selecionados.

O exame físico, embora não seja o método diagnóstico principal, tem sua importância. A palpação abdominal pode detectar massas renais, especialmente em casos de rins aumentados de volume, como na doença renal policística. No entanto, a ausência de massas palpáveis não exclui a presença de cistos, que podem ser pequenos e profundos. A avaliação da pressão arterial é fundamental, pois a doença cística renal, particularmente a doença policística, está associada à hipertensão arterial, que é um fator de risco para a progressão da doença renal. A análise de urina também fornece informações relevantes, como a presença de hematúria ou proteinúria, que podem estar presentes em algumas doenças císticas.

A banca explora a confusão entre o papel do exame físico e dos exames de imagem, e entre a ultrassonografia e a tomografia. O candidato pode ser levado a superestimar o exame físico ou a considerar a TC como sempre necessária, quando na verdade a ultrassonografia é o método preferencial e a TC é reservada para casos específicos. A chave é entender que a ultrassonografia é o pilar do diagnóstico e acompanhamento, enquanto a TC é um complemento para caracterizar lesões complexas.

Avaliação da doença cística renal
  • 1Exame físico
    • Palpação (rins aumentados)
    • Pressão arterial (hipertensão associada)
  • 2Exames de imagem
    • Ultrassonografia (método preferencial)
      • Tamanho, número, complicações
      • Sem radiação, baixo custo
    • TC (complementar)
      • Cistos complexos (Bosniak)
      • Guiar biópsias
  • 3Análise de urina
    • Hematúria, proteinúria, infecção
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A palpação abdominal é relevante na avaliação da doença cística renal, embora não seja o método principal. Rins aumentados de volume, como na doença renal policística, podem ser palpáveis. A afirmação de que a palpação não é relevante porque os cistos são pequenos e não palpáveis é incorreta, pois desconsidera a possibilidade de rins aumentados e a importância do exame físico na avaliação inicial.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A ultrassonografia é, de fato, o método preferencial para identificar e monitorar cistos renais. Ela fornece informações sobre o tamanho, número e possíveis complicações, como obstrução ou infecção. É um exame amplamente disponível, sem radiação ionizante e de baixo custo, sendo a primeira escolha na avaliação da doença cística renal.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A tomografia computadorizada não é desnecessária. Embora a ultrassonografia seja o exame inicial, a TC é fundamental para avaliar cistos complexos, que podem ser malignos, e para guiar procedimentos como biópsias. A afirmação de que a TC é desnecessária para todas as fases do diagnóstico e acompanhamento é incorreta, pois ignora seu papel complementar em casos selecionados.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A análise de urina fornece informações relevantes na doença cística renal. A presença de hematúria, proteinúria ou infecção pode ser detectada e auxilia na avaliação da função renal e de complicações. A afirmação de que a análise de urina não fornece informações relevantes é incorreta, pois ela é parte da avaliação inicial e do acompanhamento.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A avaliação da pressão arterial é essencial na doença cística renal. A hipertensão arterial é uma complicação comum, especialmente na doença renal policística, e está associada à progressão da doença. A afirmação de que a doença cística renal não está associada a alterações na pressão arterial é incorreta, pois a hipertensão é uma manifestação frequente e importante.

Gabarito: letra B

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