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Questão de Medicina — Neurologia — Avança SP 2024

MedicinaNeurologia
Código
qg091342
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Pedreira - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico I (Neurologista)
A tomografia por emissão de pósitrons (PET) é uma técnica de imagem funcional que, quando combinada com marcadores radioativos específicos, pode ser utilizada para o estudo de processos fisiológicos no cérebro. Um dos avanços recentes inclui o uso de PET para identificar depósitos de tau patológico em pacientes com suspeita de doenças tauopatias, como a doença de Alzheimer. Indique qual dos seguintes radiotraçadores é específico para a detecção de emaranhados de tau:
  1. A¹⁸F-fluorodeoxiglicose (FDG).
  2. B¹¹C-Pittsburgh Compound B (PiB).
  3. C¹⁸F-florbetapir.
  4. D¹⁸F-flortaucipir.
  5. E¹¹C-racloprida.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — ¹⁸F-flortaucipir.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Radiotraçadores PET na doença de Alzheimer

Gabarito: letra D. O ¹⁸F-flortaucipir é o radiotraçador específico para a detecção de emaranhados neurofibrilares de tau, sendo o primeiro ligante de tau aprovado pela FDA para uso em PET. Os demais traçadores listados têm outros alvos: FDG mede metabolismo de glicose, PiB e florbetapir detectam placas amiloides, e racloprida avalia receptores dopaminérgicos.

A tomografia por emissão de pósitrons (PET) é uma técnica de imagem funcional que permite visualizar processos biológicos in vivo utilizando radiotraçadores que se ligam a alvos moleculares específicos. Na doença de Alzheimer (DA), dois tipos de lesões patológicas são centrais: as placas amiloides extracelulares (compostas por peptídeo Aβ) e os emaranhados neurofibrilares intraneuronais (compostos por proteína tau hiperfosforilada). Cada um desses alvos pode ser detectado por traçadores PET distintos, e a escolha do traçador depende exatamente do que se quer visualizar.

O ¹⁸F-flortaucipir (também conhecido como AV-1451 ou TAUVID) é um ligante que se liga especificamente à proteína tau patológica, permitindo a visualização dos emaranhados neurofibrilares. Foi aprovado pela FDA em 2020 para auxiliar no diagnóstico da DA, sendo o primeiro traçador de tau disponível clinicamente. A proteína tau, em condições normais, estabiliza os microtúbulos neuronais; na DA, sofre hiperfosforilação e se agrega em emaranhados intraneuronais, que são um marcador de neurodegeneração e progressão da doença.

Os demais traçadores têm alvos diferentes:

  • ¹⁸F-FDG (fluorodeoxiglicose): mede o metabolismo de glicose cerebral, sendo um marcador de atividade neuronal. Na DA, há hipometabolismo característico em regiões temporoparietais, mas não é específico para tau ou amiloide.

  • ¹¹C-PiB (Pittsburgh Compound B): é um traçador para placas amiloides, desenvolvido na Universidade de Pittsburgh. Foi um dos primeiros traçadores de amiloide, mas tem meia-vida curta (¹¹C, ~20 min), o que limita seu uso clínico.

  • ¹⁸F-florbetapir: também é um traçador de amiloide, com a vantagem do flúor-18 (meia-vida ~110 min), permitindo distribuição comercial. Outros traçadores de amiloide incluem florbetaben e flutemetamol.

  • ¹¹C-racloprida: é um antagonista dos receptores dopaminérgicos D2, usado para avaliar a via dopaminérgica em doenças como Parkinson e esquizofrenia, não tendo relação com tau ou amiloide.

A distinção crucial é entre traçadores de amiloide (PiB, florbetapir, florbetaben, flutemetamol) e traçadores de tau (flortaucipir). A banca explora exatamente essa confusão: o candidato que sabe que PiB e florbetapir são traçadores de Alzheimer pode marcá-los, mas eles detectam placas amiloides, não emaranhados de tau. O flortaucipir é o único que se liga especificamente à tau.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca os alvos dos traçadores: PiB e florbetapir são traçadores de amiloide, não de tau. O candidato que associa esses traçadores à doença de Alzheimer sem distinguir o alvo molecular erra. Lembre-se: amiloide = placas extracelulares; tau = emaranhados intracelulares. O flortaucipir é o único específico para tau.

1Amiloide (placas extracelulares)
¹¹C-PiB
¹⁸F-florbetapir
¹⁸F-florbetaben
¹⁸F-flutemetamol
2Tau (emaranhados intracelulares)
¹⁸F-flortaucipir
3Metabolismo de glicose
¹⁸F-FDG
4Receptores dopaminérgicos D2
¹¹C-racloprida
Radiotraçadores PET na doença de Alzheimer
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Radiotraçadores PET na doença de Alzheimer: Amiloide (placas extracelulares) (¹¹C-PiB, ¹⁸F-florbetapir, ¹⁸F-florbetaben, ¹⁸F-flutemetamol); Tau (emaranhados intracelulares) (¹⁸F-flortaucipir); Metabolismo de glicose (¹⁸F-FDG); Receptores dopaminérgicos D2 (¹¹C-racloprida)

Alternativa A — ❌ Incorreta

O ¹⁸F-FDG mede o metabolismo de glicose cerebral, sendo um marcador de atividade neuronal e não de tau. Na DA, mostra hipometabolismo temporoparietal, mas não detecta emaranhados neurofibrilares.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O ¹¹C-PiB é um traçador de placas amiloides, não de tau. Embora seja usado na DA, seu alvo é o peptídeo Aβ extracelular, não a proteína tau intracelular.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O ¹⁸F-florbetapir também é um traçador de amiloide, aprovado pela FDA para detectar placas amiloides. Não se liga à tau, portanto não é específico para emaranhados neurofibrilares.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O ¹⁸F-flortaucipir é o radiotraçador específico para a detecção de emaranhados de tau, sendo o primeiro ligante de tau aprovado pela FDA. Liga-se à proteína tau hiperfosforilada, permitindo visualizar a patologia tau in vivo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O ¹¹C-racloprida é um antagonista dos receptores dopaminérgicos D2, usado para avaliar a via dopaminérgica em doenças como Parkinson. Não tem relação com tau ou amiloide.

Gabarito: letra D

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