A tomografia por emissão de pósitrons (PET) é uma técnica de imagem funcional que, quando combinada com marcadores radioativos específicos, pode ser utilizada para o estudo de processos fisiológicos no cérebro. Um dos avanços recentes inclui o uso de PET para identificar depósitos de tau patológico em pacientes com suspeita de doenças tauopatias, como a doença de Alzheimer. Indique qual dos seguintes radiotraçadores é específico para a detecção de emaranhados de tau:
A¹⁸F-fluorodeoxiglicose (FDG).
B¹¹C-Pittsburgh Compound B (PiB).
C¹⁸F-florbetapir.
D¹⁸F-flortaucipir.
E¹¹C-racloprida.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoD — ¹⁸F-flortaucipir.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Radiotraçadores PET na doença de Alzheimer
Gabarito: letra D. O ¹⁸F-flortaucipir é o radiotraçador específico para a detecção de emaranhados neurofibrilares de tau, sendo o primeiro ligante de tau aprovado pela FDA para uso em PET. Os demais traçadores listados têm outros alvos: FDG mede metabolismo de glicose, PiB e florbetapir detectam placas amiloides, e racloprida avalia receptores dopaminérgicos.
A tomografia por emissão de pósitrons (PET) é uma técnica de imagem funcional que permite visualizar processos biológicos in vivo utilizando radiotraçadores que se ligam a alvos moleculares específicos. Na doença de Alzheimer (DA), dois tipos de lesões patológicas são centrais: as placas amiloides extracelulares (compostas por peptídeo Aβ) e os emaranhados neurofibrilares intraneuronais (compostos por proteína tau hiperfosforilada). Cada um desses alvos pode ser detectado por traçadores PET distintos, e a escolha do traçador depende exatamente do que se quer visualizar.
O ¹⁸F-flortaucipir (também conhecido como AV-1451 ou TAUVID) é um ligante que se liga especificamente à proteína tau patológica, permitindo a visualização dos emaranhados neurofibrilares. Foi aprovado pela FDA em 2020 para auxiliar no diagnóstico da DA, sendo o primeiro traçador de tau disponível clinicamente. A proteína tau, em condições normais, estabiliza os microtúbulos neuronais; na DA, sofre hiperfosforilação e se agrega em emaranhados intraneuronais, que são um marcador de neurodegeneração e progressão da doença.
Os demais traçadores têm alvos diferentes:
¹⁸F-FDG (fluorodeoxiglicose): mede o metabolismo de glicose cerebral, sendo um marcador de atividade neuronal. Na DA, há hipometabolismo característico em regiões temporoparietais, mas não é específico para tau ou amiloide.
¹¹C-PiB (Pittsburgh Compound B): é um traçador para placas amiloides, desenvolvido na Universidade de Pittsburgh. Foi um dos primeiros traçadores de amiloide, mas tem meia-vida curta (¹¹C, ~20 min), o que limita seu uso clínico.
¹⁸F-florbetapir: também é um traçador de amiloide, com a vantagem do flúor-18 (meia-vida ~110 min), permitindo distribuição comercial. Outros traçadores de amiloide incluem florbetaben e flutemetamol.
¹¹C-racloprida: é um antagonista dos receptores dopaminérgicos D2, usado para avaliar a via dopaminérgica em doenças como Parkinson e esquizofrenia, não tendo relação com tau ou amiloide.
A distinção crucial é entre traçadores de amiloide (PiB, florbetapir, florbetaben, flutemetamol) e traçadores de tau (flortaucipir). A banca explora exatamente essa confusão: o candidato que sabe que PiB e florbetapir são traçadores de Alzheimer pode marcá-los, mas eles detectam placas amiloides, não emaranhados de tau. O flortaucipir é o único que se liga especificamente à tau.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca os alvos dos traçadores: PiB e florbetapir são traçadores de amiloide, não de tau. O candidato que associa esses traçadores à doença de Alzheimer sem distinguir o alvo molecular erra. Lembre-se: amiloide = placas extracelulares; tau = emaranhados intracelulares. O flortaucipir é o único específico para tau.
Radiotraçadores PET na doença de Alzheimer: Amiloide (placas extracelulares) (¹¹C-PiB, ¹⁸F-florbetapir, ¹⁸F-florbetaben, ¹⁸F-flutemetamol); Tau (emaranhados intracelulares) (¹⁸F-flortaucipir); Metabolismo de glicose (¹⁸F-FDG); Receptores dopaminérgicos D2 (¹¹C-racloprida)
Alternativa A — ❌ Incorreta
O ¹⁸F-FDG mede o metabolismo de glicose cerebral, sendo um marcador de atividade neuronal e não de tau. Na DA, mostra hipometabolismo temporoparietal, mas não detecta emaranhados neurofibrilares.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O ¹¹C-PiB é um traçador de placas amiloides, não de tau. Embora seja usado na DA, seu alvo é o peptídeo Aβ extracelular, não a proteína tau intracelular.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O ¹⁸F-florbetapir também é um traçador de amiloide, aprovado pela FDA para detectar placas amiloides. Não se liga à tau, portanto não é específico para emaranhados neurofibrilares.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O ¹⁸F-flortaucipir é o radiotraçador específico para a detecção de emaranhados de tau, sendo o primeiro ligante de tau aprovado pela FDA. Liga-se à proteína tau hiperfosforilada, permitindo visualizar a patologia tau in vivo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O ¹¹C-racloprida é um antagonista dos receptores dopaminérgicos D2, usado para avaliar a via dopaminérgica em doenças como Parkinson. Não tem relação com tau ou amiloide.