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Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — Avança SP 2024

MedicinaOrtopedia e Traumatologia
Código
qg091374
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Pedreira - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico I (Ortopedista)
A escolha do instrumental adequado é decisiva no sucesso das cirurgias ortopédicas traumáticas. Considerando este aspecto:
  1. AO uso de hastes intramedulares é preferido em fraturas diafisárias de fêmur devido à sua capacidade de permitir carga precoce e minimizar a morbidade do sítio cirúrgico.
  2. BA fixação interna com placas e parafusos é contraindicada em fraturas com alto risco de infecção, sendo preferível a fixação externa em todos estes casos.
  3. CA fixação externa é o método de escolha para todas as fraturas articulares, proporcionando estabilização imediata sem comprometer a vascularização.
  4. DParafusos canulados são indicados exclusivamente para fraturas pediátricas, dada a sua menor agressividade ao tecido ósseo em crescimento.
  5. EPlacas de compressão dinâmica são mais indicadas para fraturas metafisárias, onde a compressão pode promover a consolidação óssea, mas sua utilização em fraturas cominutivas deve ser evitada devido ao risco de perda de comprimento ósseo.
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GabaritoA — O uso de hastes intramedulares é preferido em fraturas diafisárias de fêmur devido à sua capacidade de permitir carga precoce e minimizar a morbidade do sítio cirúrgico.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Escolha do instrumental em fraturas: hastes, placas, fixadores e parafusos

Gabarito: letra A. A haste intramedular é o método preferido para fraturas diafisárias do fêmur porque permite carga precoce e minimiza a morbidade do sítio cirúrgico, sendo o padrão-ouro no tratamento dessas fraturas. As demais alternativas contêm erros conceituais: a fixação externa não é contraindicada em todos os casos de infecção, não é método de escolha para todas as fraturas articulares, parafusos canulados não são exclusivos da pediatria, e placas de compressão dinâmica não são contraindicadas em fraturas cominutivas por perda de comprimento ósseo.

A osteossíntese é o conjunto de técnicas cirúrgicas que visa estabilizar a fratura para permitir a consolidação óssea. A escolha do implante depende de vários fatores: o tipo de fratura (localização, traço, cominuição), as condições das partes moles, a infraestrutura hospitalar e a experiência da equipe. Os princípios da AO (Arbeitsgemeinschaft für Osteosynthesefragen) estabelecem quatro objetivos básicos: restauração anatômica, estabilidade, preservação vascular e mobilização precoce. Esses princípios são universais e não determinam qual implante usar, mas sim os objetivos a serem alcançados.

A haste intramedular é um implante que ocupa o canal medular do osso, funcionando como um tutor interno. Sua principal vantagem é permitir a carga precoce, pois o implante compartilha as cargas com o osso, e minimizar a morbidade do sítio cirúrgico, pois a incisão é pequena e distante do foco de fratura (técnica minimamente invasiva). No fêmur, a haste intramedular bloqueada é o padrão-ouro para fraturas diafisárias, pois proporciona estabilidade rotacional e axial, permitindo a deambulação precoce. A fresagem do canal medular fornece substrato ósseo ao foco de fratura, diminuindo a chance de pseudoartrose.

A fixação externa é um método de estabilização temporária ou definitiva, com pinos ou fios transfixando o osso e conectados a uma estrutura externa. É indicada em fraturas expostas graves, politraumatizados, lesões com perda de partes moles e infecções. No entanto, não é o método de escolha para todas as fraturas articulares, pois não proporciona redução anatômica precisa e pode comprometer a mobilidade articular. Além disso, a fixação externa definitiva tem alto índice de infecção nos pinos e pseudoartrose, por isso, quando usada na urgência, deve ser convertida em síntese interna (de preferência haste intramedular) assim que as condições clínicas permitirem.

As placas e parafusos são métodos de fixação interna que proporcionam estabilidade absoluta ou relativa, dependendo da técnica. A placa de compressão dinâmica (DCP) é indicada para fraturas metafisárias e diafisárias com traço simples, onde a compressão interfragmentária promove consolidação primária. Em fraturas cominutivas, a placa pode ser usada como fixação em ponte, sem compressão, para preservar a vascularização dos fragmentos. A contraindicação de placas em fraturas com alto risco de infecção não é absoluta; a fixação externa é preferida em casos de infecção ativa, mas a fixação interna pode ser usada após controle da infecção.

Os parafusos canulados são parafusos ocos que permitem a passagem de um fio-guia, facilitando a inserção. São indicados em fraturas articulares com traço simples, como fraturas do colo do fêmur, e em ossos osteoporóticos, pois a canulação permite uma fixação mais precisa com menor dano ao osso. Não são exclusivos da pediatria; são amplamente usados em adultos, especialmente em fraturas do quadril e do punho.

A pegadinha desta questão está na generalização indevida: as alternativas B, C, D e E contêm termos absolutos como "todos", "todas", "exclusivamente" e "deve ser evitada", que não correspondem à prática ortopédica, que é individualizada para cada paciente e fratura. A alternativa A é a única que apresenta uma afirmação correta e específica sobre a indicação da haste intramedular.

Instrumento

Indicação principal

Vantagem-chave

Observação/Erro comum

Haste intramedular

Fraturas diafisárias do fêmur

Carga precoce; menor morbidade do sítio cirúrgico

Padrão-ouro no fêmur

Fixação externa

Fraturas expostas graves, politrauma, infecção ativa

Estabilização temporária; preserva partes moles

Não é método de escolha para todas as fraturas articulares

Placas e parafusos (DCP)

Fraturas metafisárias/diafisárias de traço simples

Compressão interfragmentária (consolidação primária)

Em cominutivas, usar como ponte (sem compressão)

Parafusos canulados

Fraturas articulares de traço simples (colo do fêmur, punho)

Inserção precisa com menor dano ósseo

Não são exclusivos da pediatria

1Haste intramedular
Fraturas diafisárias de fêmur
Carga precoce
Menor morbidade do sítio
2Fixação externa
Fraturas expostas graves
Infecção ativa
Politraumatizados
3Placas e parafusos
Traço simples (compressão)
Cominutivas (ponte, sem compressão)
4Parafusos canulados
Fraturas articulares simples
Colo do fêmur
Ossos osteoporóticos
Instrumentais em osteossíntese
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Instrumentais em osteossíntese: Haste intramedular (Fraturas diafisárias de fêmur, Carga precoce, Menor morbidade do sítio); Fixação externa (Fraturas expostas graves, Infecção ativa, Politraumatizados); Placas e parafusos (Traço simples (compressão), Cominutivas (ponte, sem compressão)); Parafusos canulados (Fraturas articulares simples, Colo do fêmur, Ossos osteoporóticos)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A haste intramedular é o método de escolha para fraturas diafisárias do fêmur, pois permite carga precoce e minimiza a morbidade do sítio cirúrgico. A carga precoce é possível porque a haste compartilha as cargas com o osso, e a morbidade é reduzida pela técnica minimamente invasiva, com incisões pequenas e distantes do foco de fratura. O texto de apoio confirma que a fixação das fraturas da tíbia por haste intramedular é o padrão-ouro, e o mesmo princípio se aplica ao fêmur.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A afirmação de que a fixação interna com placas e parafusos é contraindicada em fraturas com alto risco de infecção, sendo preferível a fixação externa em todos estes casos, é incorreta. A fixação externa é preferida em casos de infecção ativa ou contaminação grave, mas a fixação interna pode ser usada após controle da infecção. A contraindicação não é absoluta; a decisão é individualizada. O erro está na palavra "todos", que generaliza indevidamente.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A fixação externa não é o método de escolha para todas as fraturas articulares. Ela é indicada em casos específicos, como fraturas expostas graves, politraumatizados e infecções, mas não proporciona redução anatômica precisa e pode comprometer a mobilidade articular. Para fraturas articulares, a fixação interna com placas e parafusos ou parafusos canulados é geralmente preferida. O erro está na palavra "todas", que generaliza indevidamente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Parafusos canulados não são indicados exclusivamente para fraturas pediátricas. Eles são amplamente usados em adultos, especialmente em fraturas do colo do fêmur, do punho e em ossos osteoporóticos, pois a canulação permite uma fixação mais precisa com menor dano ao osso. O erro está na palavra "exclusivamente", que é uma generalização indevida.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Placas de compressão dinâmica não são contraindicadas em fraturas cominutivas por risco de perda de comprimento ósseo. Em fraturas cominutivas, a placa pode ser usada como fixação em ponte, sem compressão, para preservar a vascularização dos fragmentos e manter o comprimento ósseo. A contraindicação não é absoluta; a técnica é adaptada ao tipo de fratura. O erro está na afirmação de que a utilização deve ser evitada, que é uma generalização indevida.

Gabarito: letra A

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