Questão de Medicina — Medicina Intensiva — Avança SP 2024
Medicina›Medicina Intensiva
Código
qg091455
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Pedreira - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico de Família e Comunidade
A intubação orotraqueal é um procedimento crítico em emergências respiratórias. Em um paciente adulto, quais são os passos corretos e as considerações importantes para realizar a intubação orotraqueal de forma eficaz?
ASelecionar um tubo endotraqueal de tamanho 5.0-5.5 mm para todos os adultos, independente do sexo ou biotipo.
BAdministrar um agente de indução seguido de um bloqueador neuromuscular, posicionar o paciente em posição de olfação, visualizar as cordas vocais e passar o tubo através delas.
CUtilizar sempre uma laringoscopia direta com lâmina curva, independentemente da anatomia do paciente.
DConfirmar a posição do tubo endotraqueal auscultando o epigástrio e realizar a fixação do tubo imediatamente após a intubação, sem a necessidade de verificação adicional.
ERealizar a intubação sem pré-oxigenação do paciente, pois isso pode atrasar o procedimento.
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GabaritoB — Administrar um agente de indução seguido de um bloqueador neuromuscular, posicionar o paciente em posição de olfação, visualizar as cordas vocais e passar o tubo através delas.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Intubação orotraqueal: sequência e cuidados essenciais
Gabarito: letra B. A intubação orotraqueal eficaz em adultos segue uma sequência padronizada: pré-oxigenação, indução com agente sedativo, bloqueio neuromuscular, posicionamento em "posição de olfação", laringoscopia com visualização das cordas vocais e passagem do tubo, seguida de confirmação da posição (capnografia e ausculta). A alternativa B descreve corretamente essa sequência, sendo a única que reflete a prática baseada em evidências.
A intubação orotraqueal é um procedimento crítico para garantir via aérea definitiva em situações de emergência, como insuficiência respiratória, rebaixamento do nível de consciência ou necessidade de proteção das vias aéreas. O objetivo é estabelecer um acesso seguro à traqueia, permitindo ventilação e oxigenação adequadas. A técnica envolve a passagem de um tubo endotraqueal através da boca e da laringe até a traqueia, com o balonete insuflado para vedar a via aérea e prevenir broncoaspiração.
A sequência rápida de intubação (SRI) é a abordagem de escolha na maioria das emergências. Ela consiste em: (1) pré-oxigenação com oxigênio a 100% para criar uma reserva de oxigênio; (2) indução com um agente sedativo de ação rápida (como etomidato, quetamina ou propofol); (3) bloqueio neuromuscular com succinilcolina ou rocurônio para relaxar as cordas vocais; (4) posicionamento do paciente em "posição de olfação" (flexão cervical e extensão atlanto-occipital), que alinha os eixos oral, faríngeo e laríngeo; (5) laringoscopia para visualizar as cordas vocais; (6) passagem do tubo através das cordas; e (7) confirmação da posição correta, idealmente com capnografia (detecção de CO2 expirado) e ausculta pulmonar bilateral.
A escolha do tamanho do tubo endotraqueal é individualizada. Em adultos, o diâmetro varia conforme o sexo e o biotipo: geralmente 7,0–8,0 mm para mulheres e 8,0–8,5 mm para homens. Tubos maiores reduzem a resistência ao fluxo aéreo e facilitam a higiene brônquica. A lâmina do laringoscópio (curva ou reta) é escolhida com base na anatomia do paciente e na preferência do operador; não há uma regra fixa. A confirmação da posição do tubo é obrigatória e não se limita à ausculta do epigástrio — a capnografia é o padrão-ouro, complementada pela ausculta pulmonar e, quando disponível, radiografia de tórax.
A pré-oxigenação é etapa fundamental e não deve ser omitida, pois aumenta a segurança do procedimento, prolongando o tempo até a dessaturação. A alternativa que sugere realizá-la sem pré-oxigenação está incorreta e perigosa. A banca explora exatamente esses erros conceituais: tamanho fixo de tubo, lâmina única, confirmação incompleta e ausência de pré-oxigenação.
Guarde a sequência correta da SRI e os cuidados pós-intubação: é exatamente nesses pontos que as alternativas se dividem.
1Pré-oxigenação
2Indução
3Bloqueio neuromuscular
4Posicionamento (olfação)
5Laringoscopia
6Passagem do tubo
7Confirmação (capnografia)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o tubo endotraqueal deve ser de 5.0–5.5 mm para todos os adultos. Isso está errado: esse calibre é típico de crianças ou adolescentes. Em adultos, o tamanho varia conforme sexo e biotipo, sendo comum 7,0–8,0 mm em mulheres e 8,0–8,5 mm em homens. Tubos muito finos aumentam a resistência ao fluxo aéreo e dificultam a ventilação e a aspiração de secreções.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve corretamente a sequência da intubação: administrar agente de indução, seguido de bloqueador neuromuscular, posicionar o paciente em "posição de olfação", visualizar as cordas vocais e passar o tubo. Essa é a sequência rápida de intubação (SRI), a abordagem padrão em emergências. O posicionamento adequado é crucial para alinhar os eixos e facilitar a visualização das cordas vocais.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que se deve usar sempre laringoscopia direta com lâmina curva. A escolha da lâmina (curva ou reta) depende da anatomia do paciente e da preferência do operador. Além disso, a videolaringoscopia tem sido cada vez mais utilizada, especialmente em vias aéreas difíceis, por melhorar a visualização das cordas vocais. Não há uma regra absoluta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que a confirmação da posição do tubo se faz apenas auscultando o epigástrio e fixando o tubo imediatamente. Isso é insuficiente e perigoso. A ausculta do epigástrio serve para detectar intubação esofágica (som gástrico), mas a confirmação definitiva exige capnografia (detecção de CO2 expirado) e ausculta pulmonar bilateral. A fixação do tubo só deve ocorrer após a confirmação da posição correta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que a intubação deve ser realizada sem pré-oxigenação, pois isso atrasaria o procedimento. A pré-oxigenação é etapa essencial e obrigatória: ela cria uma reserva de oxigênio que prolonga o tempo seguro de apneia durante a laringoscopia, reduzindo o risco de hipoxemia e parada cardiorrespiratória. Omiti-la aumenta significativamente o risco de complicações graves.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora erros comuns de prática clínica: tamanho fixo de tubo (A), lâmina única (C), confirmação incompleta (D) e ausência de pré-oxigenação (E). O candidato que decora a sequência correta da SRI e os cuidados pós-intubação identifica a alternativa B como a única tecnicamente correta. Fique atento: a confirmação da posição do tubo nunca se resume à ausculta do epigástrio — a capnografia é o padrão-ouro.
PEGA ESSA DICA!
Memorize a sequência da SRI: Pré-oxigenação → Indução → Bloqueio neuromuscular → Posicionamento (olfação) → Laringoscopia → Passagem do tubo → Confirmação (capnografia + ausculta). Essa sequência é cobrada recorrentemente em provas de medicina intensiva e emergências.