Questão de Português — Sintaxe — Avança SP 2024
- Código
- qg091716
- Banca
- Avança SP
- Órgão
- Prefeitura de Rio Claro - SP
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio
- Cargo
- Agente Escolar
- Aconcessão.
- Bcondição.
- Cadição.
- Dexplicação.
- Efinalidade.
GabaritoB — condição.
Gabarito: letra B. A oração "Se me descobrirem" estabelece com a principal "me extinguem" uma relação de condição: a ação de "extinguir" depende da ocorrência de "descobrirem". A conjunção "se" é a marca clássica da oração subordinada adverbial condicional, como se lê no trecho do texto: "Se me descobrirem, me extinguem."
A questão pede que você identifique a relação de sentido entre a oração subordinada e a principal. Isso é uma tarefa de análise sintática com foco semântico: não basta saber que é uma subordinada adverbial; é preciso reconhecer qual circunstância ela expressa (condição, concessão, causa, finalidade etc.). O verbo do enunciado — "estabelecido" — indica que você deve buscar o valor lógico que a conjunção "se" imprime ao período.
No trecho, o cronista atribui à preguiça um pensamento: ela teme ser descoberta como um "erro da evolução" e, por isso, evita chamar atenção. A frase "Se me descobrirem, me extinguem" expressa uma hipótese: a extinção só ocorrerá se houver a descoberta. A relação é de dependência condicional — a realização do fato da oração principal está condicionada ao fato da subordinada.
Para resolver, basta reconhecer o valor da conjunção "se" quando introduz oração adverbial: ela é a conjunção condicional por excelência (assim como "caso", "contanto que", "desde que", "salvo se"). A oração condicional exprime a condição necessária para que o fato da principal se realize ou deixe de se realizar. No período, "me descobrirem" é a condição; "me extinguem" é o fato que depende dela. Não há concessão (que seria "embora me descubram"), nem adição ("e"), nem explicação ("porque"), nem finalidade ("para que").
A banca oferece outras relações adverbiais para testar se você conhece o valor semântico das conjunções. A palavra "se" é o gatilho: ela só é condicional quando não for conjunção integrante (caso em que introduz oração substantiva, como em "Não sei se ele virá"). Aqui, o "se" não introduz um objeto, mas uma circunstância.
Concessão seria expressa por conjunções como "embora", "ainda que", "mesmo que". A ideia concessiva é de contraste ou quebra de expectativa ("Embora me descubram, não me extinguem"). No trecho, não há essa oposição; há uma relação de dependência entre os fatos.
A oração "Se me descobrirem" é subordinada adverbial condicional, pois expressa a condição para que a ação de "me extinguem" ocorra. A conjunção "se" é o conector típico dessa relação. No texto, a preguiça raciocina: a extinção é uma consequência possível se houver a descoberta. A relação é de condição necessária.
Adição seria marcada por "e", "nem", "mas também". A oração aditiva apenas soma informações, sem dependência lógica. Aqui, a subordinada não soma; ela condiciona a principal.
Explicação seria introduzida por "porque", "pois", "visto que". A oração explicativa justifica ou explica o fato da principal. No trecho, "me descobrirem" não explica por que me extinguem; ela estabelece a condição para isso.
Finalidade seria expressa por "para que", "a fim de que". A oração final indica o objetivo ou propósito da ação principal. Aqui, "me descobrirem" não é o objetivo de "me extinguem"; é a condição para que isso aconteça.
Ao identificar o valor de uma oração subordinada adverbial, pergunte: "essa oração responde a qual pergunta?" — condição responde a "sob que condição?", concessão a "apesar de quê?", finalidade a "para quê?". Isso evita confusão entre as relações.
Gabarito: letra B.
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