Questão de Português — Denotação e Conotação — Avança SP 2024
- Código
- qg092237
- Banca
- Avança SP
- Órgão
- Prefeitura de Sete Barras - SP
- Ano
- 2024
- Nível
- Fundamental
- Cargo
- Mecânico
- Abruma.
- Bdia.
- Cchover.
- Dcéu.
- Etriste.
GabaritoE — triste.
Gabarito: letra E. A palavra "triste" é o exemplo de sentido figurado no excerto, pois o adjetivo é empregado para atribuir uma característica humana (tristeza) ao céu, que é um elemento da natureza. Essa transferência de qualidade é uma metáfora — o céu não pode, literalmente, sentir tristeza; o autor usa o termo para expressar a atmosfera melancólica do dia. Como se lê no trecho: "Vai chover e o dia terá um céu triste."
O comando da questão é direto: identificar, entre as palavras do excerto, aquela que está empregada em sentido figurado (conotativo). Isso exige distinguir o sentido denotativo (literal, de dicionário) do conotativo (figurado, dependente do contexto). A banca não pede interpretação ampla do texto, mas sim o reconhecimento de um recurso expressivo específico — a metáfora — que se materializa na palavra "triste".
No excerto, o autor descreve a paisagem: a bruma desfigura os montes, vai chover e o dia terá um céu triste. As palavras "bruma", "dia", "chover" e "céu" são usadas em seu sentido próprio, literal: bruma é o fenômeno atmosférico, dia é o período de 24 horas, chover é o ato de cair água das nuvens, céu é a abóbada celeste. Já "triste" não descreve uma propriedade física do céu; ela projeta sobre ele um sentimento humano. Essa é a essência da conotação: a palavra sai do seu uso denotativo e ganha um valor expressivo e subjetivo, criando uma imagem poética.
A técnica para resolver é testar cada palavra: "posso entender isso literalmente?" — "céu triste" não pode ser entendido literalmente, pois céu não tem emoções. As demais alternativas passam no teste do sentido literal. A pegadinha da banca está em oferecer palavras que são objetos da metáfora (céu, dia) ou que compõem o cenário (bruma, chover), mas que, isoladamente, mantêm seu sentido denotativo. O que está figurado é a qualidade atribuída, não o elemento em si.
Em questões de denotação × conotação, pergunte-se: "essa palavra pode ser entendida ao pé da letra?" Se a resposta for não, ela está em sentido figurado. O adjetivo que qualifica um ser inanimado com sentimento humano é o candidato clássico.
A palavra "bruma" está em sentido denotativo: refere-se ao fenômeno meteorológico (névoa baixa). No texto, "A bruma baixa desfigurou a silhueta dos montes" — a bruma é o agente real que esconde os montes. Não há transferência de sentido; é uso literal.
"Dia" também está em sentido denotativo: é o período de tempo. "O dia terá um céu triste" — o dia é o tempo cronológico em que a cena ocorre. Não há figura de linguagem na palavra em si.
"Chover" é verbo em sentido denotativo: indica a precipitação de água das nuvens. "Vai chover" é uma previsão meteorológica literal. Não há conotação.
"Céu" é substantivo em sentido denotativo: refere-se à abóbada celeste. "O dia terá um céu triste" — o céu é o elemento físico que recebe a qualidade. A palavra "céu" em si não está figurada; quem está figurado é o adjetivo que a qualifica.
"Triste" é o adjetivo em sentido conotativo. O céu não pode sentir tristeza; o autor transfere um sentimento humano para um elemento da natureza, criando uma metáfora que expressa a melancolia do dia. Essa é a palavra que, no contexto, foge ao sentido literal.
Conclusão: a questão testa a distinção entre denotação e conotação. A única palavra empregada em sentido figurado é "triste", pois atribui ao céu uma qualidade que ele não possui literalmente. As demais mantêm seu sentido denotativo. Gabarito: letra E.
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