Impacto dos impostos progressivos e regressivos
Gabarito: letra A. Os impostos progressivos, ao aumentarem a carga tributária conforme a renda, reduzem as desigualdades (equidade), mas podem desestimular investimentos (eficiência). Já os regressivos oneram mais proporcionalmente os mais pobres, agravando a desigualdade, embora possam ser mais eficientes na arrecadação. A alternativa A captura corretamente esse trade-off, alinhando-se aos princípios da capacidade contributiva e da justiça fiscal.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve de forma equilibrada o efeito dos impostos progressivos: redução da desigualdade (equidade) e possível desincentivo à geração de riqueza e investimento (eficiência). Essa dicotomia é central no debate tributário e está de acordo com o princípio da capacidade contributiva.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que impostos regressivos promovem eficiência ao incentivar poupança e investimento dos mais ricos. Embora a menor tributação sobre altas rendas possa estimular a poupança, ignora o efeito negativo sobre a equidade (aumento da desigualdade) e superestima o ganho de eficiência, que não é garantido.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Impostos proporcionais (alíquota única) não são necessariamente mais eficientes que progressivos ou regressivos. Além disso, eles alteram o comportamento econômico (ex.: reduzem consumo dos mais pobres), contrariando a afirmação de que não alteram.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Impostos diretos (ex.: IR, IPTU) são em geral progressivos ou proporcionais, não regressivos. A regressividade é típica de impostos indiretos (ICMS, ISS), que incidem proporcionalmente mais sobre a renda dos mais pobres.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Reconhece que regressivos exacerbam desigualdades, o que é correto. No entanto, a segunda parte ("mais eficientes em coleta e conformidade") é controversa e não é a melhor explicação do impacto, pois a questão pede o "melhor" — e a alternativa A aborda ambos os lados de forma mais completa e precisa.
Gabarito: letra A