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Questão de Auditoria — Normas de Auditoria — Avança SP 2024

AuditoriaNormas de Auditoria
Código
qg094409
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Valinhos - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Auditor Fiscal
Em uma aquisição onde o preço de compra é inferior ao valor justo dos ativos líquidos identificáveis adquiridos, as normas contábeis internacionais determinam que o deságio (negative goodwill) deve ser:
  1. AReconhecido imediatamente no resultado do exercício como um ganho extraordinário.
  2. BAlocado proporcionalmente para reduzir o valor contábil dos ativos não monetários adquiridos.
  3. CReconhecido no balanço patrimonial e amortizado como uma receita ao longo do tempo.
  4. DTratado como uma reserva de capital e não reconhecido no resultado do exercício.
  5. EReavaliado para identificar possíveis erros na estimativa do valor justo dos ativos e passivos.
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GabaritoE — Reavaliado para identificar possíveis erros na estimativa do valor justo dos ativos e passivos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tratamento do deságio (negative goodwill) nas normas internacionais

Gabarito: letra E. Conforme o CPC 15 (R1) / IFRS 3 – Combinação de Negócios, quando o preço de compra é inferior ao valor justo dos ativos líquidos identificáveis adquiridos, a adquirente deve primeiro reavaliar a identificação e a mensuração dos ativos, passivos e passivos contingentes. Somente após essa reavaliação, se ainda existir um excesso (deságio), este é reconhecido imediatamente no resultado como um ganho. Portanto, a determinação inicial das normas é reexaminar os valores justos para identificar possíveis erros.

NÃO CAIA NESSA!

A alternativa A (reconhecimento imediato no resultado como ganho extraordinário) parece correta à primeira vista, pois é o desfecho final. No entanto, a banca cobra o passo anterior exigido pelo pronunciamento: a reavaliação. Muitos candidatos pulam essa etapa e marcam a letra A. Lembre-se: antes de qualquer ganho, é obrigatório reavaliar a mensuração dos ativos e passivos!

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o deságio deve ser reconhecido imediatamente no resultado como ganho extraordinário. Esse seria o tratamento final, após a reavaliação determinada pelas normas. A alternativa ignora a etapa inicial de reexame, tornando-a incompleta e, portanto, incorreta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Sugere alocar o deságio para reduzir proporcionalmente o valor contábil dos ativos não monetários adquiridos. Esse procedimento era previsto em normas anteriores (ex.: US GAAP APB 16), mas não é aceito pelo IFRS 3/CPC 15. No padrão internacional, o deságio não é alocado a ativos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Propõe reconhecer o deságio no balanço e amortizá-lo como receita ao longo do tempo. Isso contraria o IFRS 3, que exige o reconhecimento imediato no resultado (após reavaliação) e não permite amortização do deságio.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Indica tratar o deságio como reserva de capital, sem reconhecimento no resultado. Não há previsão nas normas internacionais para essa classificação. O deságio afeta o resultado do período.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Determina que o deságio deve ser reavaliado para identificar possíveis erros na estimativa do valor justo dos ativos e passivos. Esse é exatamente o procedimento prescrito pelo CPC 15/IFRS 3: a adquirente deve reexaminar a identificação e a mensuração dos ativos líquidos. Se após essa reavaliação o deságio persistir, então será reconhecido como ganho no resultado. A alternativa captura o comando normativo primário.

Gabarito: letra E

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