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Questão de Medicina — Neurologia — Avança SP 2024

MedicinaNeurologia
Código
qg095120
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Valinhos - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Auditor
Em um paciente com diagnóstico de hemorragia subaracnoide espontânea confirmada por tomografia computadorizada, aponte qual o próximo passo mais adequado para o manejo deste paciente:
  1. AIniciar terapia antiepiléptica profilática.
  2. BRealizar angiografia cerebral para identificar aneurisma cerebral.
  3. CAdministrar nimodipina para prevenir vasoespasmo.
  4. DElevação imediata da cabeceira da cama para 30 graus.
  5. EAdministrar manitol para reduzir a pressão intracraniana.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Realizar angiografia cerebral para identificar aneurisma cerebral.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Hemorragia subaracnóidea: diagnóstico etiológico e manejo inicial

Gabarito: letra B. Após a confirmação tomográfica da hemorragia subaracnóidea (HSA) espontânea, o próximo passo essencial é a angiografia cerebral para identificar o aneurisma responsável pelo sangramento — presente em 80 a 85% dos casos — e, assim, planejar a terapia definitiva (clipagem ou embolização). As demais condutas (nimodipina, elevação da cabeceira, anticonvulsivantes, manitol) fazem parte do manejo de suporte ou de complicações, mas não são o passo imediato prioritário após o diagnóstico.

A hemorragia subaracnóidea é uma emergência neurológica caracterizada pelo extravasamento de sangue para o espaço subaracnóideo, que envolve o sistema nervoso central. Ela representa cerca de 3% de todos os AVCs, mas é uma das formas mais graves, com alta mortalidade. A causa mais comum de HSA não traumática é a ruptura de um aneurisma intracraniano, responsável por 80 a 85% dos casos. Por isso, uma vez confirmado o diagnóstico por tomografia computadorizada (TC) de crânio — que é o primeiro exame e tem alta sensibilidade nas primeiras horas —, o raciocínio clínico se volta para duas frentes: (1) identificar a causa do sangramento e (2) instituir medidas que previnam as complicações, principalmente o ressangramento e o vasoespasmo.

A angiografia cerebral é o exame de escolha para o diagnóstico etiológico da HSA. Ela permite visualizar diretamente o aneurisma, sua localização, tamanho e morfologia, orientando a decisão terapêutica entre clipagem cirúrgica e embolização endovascular. O material de apoio é claro ao afirmar que, diagnosticada a HSA, deve-se realizar o diagnóstico etiológico, sendo a angiografia cerebral o exame de escolha. Essa é a lógica central da questão: antes de tratar complicações, é preciso identificar e tratar a causa do sangramento, pois o ressangramento é a complicação mais temida e letal nas primeiras 72 horas.

O manejo da HSA aneurismática é complexo e envolve múltiplas medidas simultâneas, mas a prioridade imediata após o diagnóstico é a angiografia cerebral para localizar o aneurisma. As demais alternativas representam condutas que, embora façam parte do arsenal terapêutico, não são o passo inicial prioritário. A nimodipina é um antagonista do canal de cálcio que atravessa a barreira hematoencefálica e é utilizada para prevenir a isquemia cerebral tardia (vasoespasmo), sendo padrão de cuidado por até 3 semanas após a hemorragia. A elevação da cabeceira a 30 graus é uma medida de suporte para reduzir a pressão intracraniana e melhorar o retorno venoso, mas não é específica para HSA. A terapia antiepiléptica profilática não é recomendada rotineiramente, pois não há evidência de benefício na prevenção de convulsões tardias. O manitol é um agente hiperosmolar usado para reduzir a pressão intracraniana em situações de herniação iminente, mas não é a conduta inicial na HSA sem sinais de hipertensão intracraniana grave.

A distinção crucial que a banca explora é entre o diagnóstico etiológico (angiografia) e o manejo de suporte/complicações (nimodipina, cabeceira, anticonvulsivantes, manitol). O candidato que confunde a ordem de prioridades pode marcar nimodipina ou elevação da cabeceira, mas a angiografia é o passo que define a conduta definitiva e previne o ressangramento, a complicação mais letal. Guarde essa hierarquia: diagnóstico → etiologia → tratamento definitivo → prevenção de complicações.

  1. 1Diagnóstico (TC de crânio)
  2. 2Etiologia (angiografia cerebral)
  3. 3Tratamento definitivo (clipagem/embolização)
  4. 4Prevenção de complicações (nimodipina, suporte)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A terapia antiepiléptica profilática não é recomendada rotineiramente na HSA. Embora convulsões possam ocorrer, não há evidência de que a profilaxia com anticonvulsivantes melhore o prognóstico ou previna convulsões tardias. O material de apoio menciona convulsões como complicação, mas não indica profilaxia universal. O erro está em considerar essa medida como o próximo passo prioritário, quando ela não é indicada de rotina e não substitui a investigação etiológica.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A angiografia cerebral é o exame de escolha para o diagnóstico etiológico da HSA, conforme o material de apoio: "Diagnosticada a HSA, deve-se realizar o diagnóstico etiológico. Nesses casos, a angiografia cerebral é o exame de escolha." Ela identifica o aneurisma responsável pelo sangramento em 80 a 85% dos casos, permitindo planejar a terapia definitiva (clipagem ou embolização) e reduzir o risco de ressangramento. É o passo imediato e prioritário após a confirmação tomográfica.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A nimodipina é um antagonista do canal de cálcio utilizado para prevenir a isquemia cerebral tardia (vasoespasmo), sendo padrão de cuidado por até 3 semanas após a hemorragia. No entanto, ela não é o próximo passo prioritário após o diagnóstico, pois o vasoespasmo é uma complicação que ocorre tipicamente entre o 4º e o 14º dia. A prioridade imediata é identificar e tratar o aneurisma para evitar o ressangramento. A nimodipina é uma medida de suporte importante, mas não substitui a angiografia.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A elevação da cabeceira a 30 graus é uma medida de suporte para reduzir a pressão intracraniana e melhorar o retorno venoso, mas não é específica para HSA e não é o passo prioritário. Ela faz parte do manejo geral do paciente neurocrítico, mas não aborda a causa do sangramento. O erro está em considerar essa medida como o próximo passo mais adequado, quando a prioridade é a investigação etiológica com angiografia.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O manitol é um agente hiperosmolar usado para reduzir a pressão intracraniana em situações de herniação iminente ou hipertensão intracraniana grave. Na HSA, não é a conduta inicial, a menos que haja sinais de hipertensão intracraniana com risco de herniação. O material de apoio não menciona manitol como parte do manejo padrão da HSA. O erro está em considerar essa medida como o próximo passo prioritário, quando a prioridade é a angiografia para identificar o aneurisma.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o diagnóstico etiológico (angiografia) e o manejo de suporte/complicações (nimodipina, cabeceira, anticonvulsivantes, manitol). O candidato que memoriza as medidas de suporte sem entender a hierarquia de prioridades pode marcar nimodipina ou elevação da cabeceira, mas a angiografia é o passo que define a conduta definitiva e previne o ressangramento, a complicação mais letal. Com treino, você enxerga essa ordem de prioridades de longe 💪.

PEGA ESSA DICA!

Na HSA, memorize a sequência: diagnóstico (TC) → etiologia (angiografia) → tratamento definitivo (clipagem/embolização) → prevenção de complicações (nimodipina, suporte). Quando a questão perguntar o "próximo passo", pergunte-se: "o que define a conduta definitiva?" — a resposta quase sempre é a angiografia.

Gabarito: letra B — a angiografia cerebral é o próximo passo mais adequado após a confirmação tomográfica da HSA espontânea.

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