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Questão de Medicina — Neurologia — Avança SP 2024

MedicinaNeurologia
Código
qg095159
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Valinhos - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Neurologista
Das seguintes afirmações, é a que melhor descreve a importância da espectroscopia por ressonância magnética (ERM) no contexto de doenças neurológicas, especialmente na diferenciação entre tumores cerebrais e lesões não tumorais:
  1. AA ERM é primariamente utilizada para avaliar a integridade da barreira hematoencefálica, sendo crucial na diferenciação entre tipos específicos de edema cerebral.
  2. BEla permite a avaliação direta da função neural através da medição de potenciais elétricos cerebrais, diferenciando lesões tumorais de não tumorais com base na atividade elétrica.
  3. CA ERM é utilizada para medir a densidade óssea do crânio, ajudando a identificar áreas de invasão tumoral ou erosão óssea.
  4. DOferece a capacidade de medir concentrações relativas de metabólitos no tecido cerebral, como N-acetilaspartato (NAA), colina e lactato, ajudando na diferenciação entre tumores cerebrais e lesões não tumorais.
  5. EA técnica é empregada para determinar a velocidade do fluxo sanguíneo cerebral, sendo específica na identificação de malformações arteriovenosas como causa de lesões cerebrais.
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GabaritoD — Oferece a capacidade de medir concentrações relativas de metabólitos no tecido cerebral, como N-acetilaspartato (NAA), colina e lactato, ajudando na diferenciação entre tumores cerebrais e lesões não tumorais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Espectroscopia por ressonância magnética (ERM) na diferenciação de lesões cerebrais

Gabarito: letra D. A espectroscopia por ressonância magnética (ERM) é uma técnica de neuroimagem funcional que mede as concentrações relativas de metabólitos no tecido cerebral — como N-acetilaspartato (NAA), colina e lactato — permitindo diferenciar tumores de lesões não tumorais com base no perfil metabólico. As demais alternativas atribuem à ERM funções que pertencem a outros métodos de imagem (barreira hematoencefálica, atividade elétrica, densidade óssea e fluxo sanguíneo).

A ERM é uma extensão da ressonância magnética convencional: em vez de gerar apenas imagens anatômicas, ela coleta um espectro químico de uma região de interesse, identificando picos de metabólitos. O princípio físico é o mesmo da RM — a resposta dos núcleos de hidrogênio a um campo magnético — mas a análise é feita sobre a frequência de ressonância de diferentes compostos, não sobre a intensidade do sinal para formar imagem. Na prática clínica, o padrão metabólico ajuda a caracterizar lesões: tumores costumam apresentar elevação de colina (marcador de proliferação celular) e redução de NAA (marcador de integridade neuronal), enquanto lesões não tumorais, como infartos ou abscessos, mostram outros perfis — por exemplo, pico de lactato em processos isquêmicos ou necróticos.

A importância da ERM está justamente em complementar a RM anatômica quando a imagem convencional não é conclusiva. Uma lesão expansiva pode ser neoplasia, abscesso, infarto subagudo ou placa de esclerose múltipla; a ERM agrega informação metabólica que aumenta a especificidade diagnóstica. É uma ferramenta de caracterização tecidual, não de avaliação funcional elétrica nem de fluxo — distinção que a banca explora nas alternativas erradas.

O ponto central para resolver a questão é reconhecer o que cada técnica de imagem mede: a ERM mede metabólitos; a RM com contraste avalia a integridade da barreira hematoencefálica; o EEG mede potenciais elétricos; a TC e a radiografia avaliam densidade óssea; e a angiografia ou o Doppler medem fluxo sanguíneo. Guarde essa correspondência — é exatamente nela que as alternativas se separam.

1Mede metabólitos
NAA (integridade neuronal)
Colina (proliferação celular)
Lactato (metabolismo anaeróbico)
2Diferencia lesões
Tumores (colina ↑, NAA ↓)
Lesões não tumorais (perfil distinto)
3Complementa RM anatômica
Casos inconclusivos
Caracterização tecidual
ERM (Espectroscopia por RM)
LEVELsoulevel.com.br
ERM (Espectroscopia por RM): Mede metabólitos (NAA (integridade neuronal), Colina (proliferação celular), Lactato (metabolismo anaeróbico)); Diferencia lesões (Tumores (colina ↑, NAA ↓), Lesões não tumorais (perfil distinto)); Complementa RM anatômica (Casos inconclusivos, Caracterização tecidual)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Atribui à ERM a avaliação da barreira hematoencefálica. Essa função é da RM convencional com contraste de gadolínio: o contraste extravasa para o parênquima quando a barreira está rompida, realçando tumores, abscessos e processos inflamatórios. A ERM não usa contraste para esse fim — ela analisa o espectro de metabólitos, não a permeabilidade vascular.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Confunde ERM com eletroencefalograma (EEG). A medição de potenciais elétricos cerebrais é função do EEG, que registra a atividade elétrica cortical. A ERM não mede atividade elétrica; ela mede concentrações químicas de metabólitos. A diferenciação entre lesões tumorais e não tumorais pela ERM se baseia no perfil metabólico, não na atividade elétrica.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Atribui à ERM a medição da densidade óssea do crânio. Essa função é da tomografia computadorizada (TC), que é excelente para avaliar estruturas ósseas e calcificações. A ERM é uma técnica de ressonância magnética, que tem baixa sensibilidade para osso — o osso cortical praticamente não emite sinal na RM. A identificação de erosão óssea ou invasão tumoral do crânio é feita por TC, não por ERM.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Descreve com precisão a função da ERM: medir concentrações relativas de metabólitos no tecido cerebral, como NAA, colina e lactato. O NAA é um marcador de integridade neuronal (reduzido em tumores e outras lesões que destroem neurônios); a colina é um marcador de proliferação celular (elevada em tumores); e o lactato indica metabolismo anaeróbico (presente em isquemia, necrose e alguns tumores). Esse perfil metabólico é exatamente o que permite diferenciar tumores de lesões não tumorais.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Atribui à ERM a medição da velocidade do fluxo sanguíneo cerebral. Essa função é da angiografia por RM ou TC, do Doppler transcraniano ou da angiotomografia. A identificação de malformações arteriovenosas é feita por angiografia, que visualiza os vasos e o fluxo sanguíneo. A ERM não mede fluxo — ela mede metabólitos.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca as funções de diferentes métodos de imagem: atribui à ERM o que é do EEG (atividade elétrica), da TC (densidade óssea) e da angiografia (fluxo sanguíneo). O candidato que não tem claro o que cada técnica mede cai nas alternativas A, B, C ou E. A chave é lembrar: ERM = metabólitos; EEG = elétrico; TC = osso; angiografia = fluxo; RM com contraste = barreira.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, monte uma tabela mental associando cada técnica à sua principal função diagnóstica: ERM → espectro de metabólitos (NAA, colina, lactato); RM com contraste → barreira hematoencefálica; EEG → atividade elétrica; TC → osso e hemorragia; angiografia/Doppler → fluxo sanguíneo. Essa correspondência resolve a maioria das questões de neuroimagem.

Gabarito: letra D

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