Na investigação de AVC isquêmico em uma criança de 5 anos com doença falciforme, determine qual método diagnóstico é o mais indicado para identificar a causa do evento:
ATomografia computadorizada de crânio sem contraste.
BRessonância magnética de crânio com angiografia por RM.
CAngiografia cerebral por cateterismo.
DEletroencefalograma.
EEcocardiograma transtorácico.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — Angiografia cerebral por cateterismo.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
AVC isquêmico na doença falciforme pediátrica: investigação etiológica
Gabarito: letra C (Angiografia cerebral por cateterismo). Na criança com doença falciforme e AVC isquêmico, o método mais indicado para identificar a causa do evento é a angiografia cerebral por cateterismo, pois permite a avaliação detalhada da vasculatura intracraniana, incluindo estenoses e oclusões, que são as principais etiologias nesse contexto. A ressonância magnética com angiografia por RM (alternativa B) é um excelente método de triagem não invasivo, mas a angiografia por cateterismo permanece o padrão-ouro para a caracterização precisa da causa, especialmente quando há suspeita de doença arterial intracraniana.
O AVC isquêmico é a complicação neurológica mais frequente e grave da anemia falciforme, especialmente na infância. A fisiopatologia envolve a oclusão de grandes vasos intracranianos, particularmente a artéria cerebral média, por mecanismos de adesão celular, hipercoagulabilidade e disfunção endotelial. A identificação da causa exata do evento é crucial para direcionar a terapêutica, que pode incluir transfusão crônica, hidroxiureia ou, em casos selecionados, revascularização cirúrgica. A angiografia cerebral por cateterismo é o método que oferece a mais alta resolução espacial para visualizar essas alterações, permitindo a detecção de estenoses, oclusões, aneurismas e malformações vasculares que podem não ser totalmente caracterizadas por métodos não invasivos.
A escolha do método diagnóstico deve considerar a acurácia, a segurança e a necessidade de intervenção. A angiografia por cateterismo, embora invasiva, é o padrão-ouro para a avaliação da vasculatura cerebral e é particularmente indicada quando há alta suspeita de doença arterial intracraniana, como no caso da doença falciforme. A ressonância magnética com angiografia por RM é uma alternativa não invasiva valiosa, mas pode subestimar estenoses de pequenos vasos e não oferece a mesma capacidade de intervenção terapêutica imediata, como a angioplastia ou a infusão intra-arterial de trombolíticos. A tomografia computadorizada sem contraste é útil na fase aguda para excluir hemorragia, mas não fornece informações detalhadas sobre a vasculatura. O eletroencefalograma e o ecocardiograma transtorácico não são métodos de imagem vascular cerebral e, portanto, não são indicados para identificar a causa do AVC isquêmico.
A distinção fundamental entre os métodos de imagem vascular é a capacidade de visualizar diretamente o lúmen arterial e a possibilidade de intervenção. A angiografia por cateterismo é o único método que combina alta resolução com potencial terapêutico, sendo por isso o mais indicado quando a causa do AVC precisa ser identificada com precisão. A ressonância magnética com angiografia por RM é superior à tomografia para a avaliação do parênquima cerebral e da vasculatura, mas não substitui a angiografia por cateterismo em casos complexos. A tomografia computadorizada sem contraste é o exame inicial na suspeita de AVC, mas sua função é excluir hemorragia, não identificar a causa isquêmica. O eletroencefalograma avalia a atividade elétrica cerebral e o ecocardiograma avalia a função cardíaca, ambos sem relação direta com a identificação da causa do AVC isquêmico.
A pegadinha desta questão está em considerar a ressonância magnética com angiografia por RM como o método mais indicado, por ser não invasivo. No entanto, a banca explora o fato de que, na doença falciforme, a causa mais comum do AVC isquêmico é a doença arterial intracraniana, cuja caracterização completa e a possibilidade de intervenção imediata são melhor alcançadas pela angiografia por cateterismo. O candidato que confunde o método de triagem com o método de confirmação tende a errar. A angiografia por cateterismo é o padrão-ouro e, portanto, a resposta correta.
Guarde a hierarquia dos métodos de imagem vascular cerebral: a tomografia sem contraste é o exame inicial para excluir hemorragia; a ressonância magnética com angiografia por RM é o método de triagem não invasivo para avaliar o parênquima e a vasculatura; e a angiografia por cateterismo é o padrão-ouro para a caracterização detalhada da causa e para a intervenção terapêutica. É exatamente essa hierarquia que separa as alternativas desta questão.
Métodos de imagem vascular cerebral: TC sem contraste (Exame inicial, Exclui hemorragia); RM com angio-RM (Triagem não invasiva, Avalia parênquima e vasculatura); Angiografia por cateterismo (Padrão-ouro, Caracteriza a causa, Permite intervenção)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A tomografia computadorizada de crânio sem contraste é o exame inicial na suspeita de AVC, mas sua função é excluir hemorragia, não identificar a causa isquêmica. Ela não fornece informações detalhadas sobre a vasculatura cerebral, sendo insuficiente para a investigação etiológica do AVC isquêmico na doença falciforme.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A ressonância magnética de crânio com angiografia por RM é um excelente método de triagem não invasivo, capaz de avaliar o parênquima cerebral e a vasculatura. No entanto, não é o método mais indicado para identificar a causa do evento, pois pode subestimar estenoses de pequenos vasos e não oferece a mesma capacidade de intervenção terapêutica imediata que a angiografia por cateterismo.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A angiografia cerebral por cateterismo é o padrão-ouro para a avaliação da vasculatura cerebral, permitindo a detecção precisa de estenoses, oclusões, aneurismas e malformações vasculares. Na criança com doença falciforme e AVC isquêmico, é o método mais indicado para identificar a causa do evento, pois a doença arterial intracraniana é a principal etiologia e a angiografia oferece a mais alta resolução espacial, além da possibilidade de intervenção terapêutica imediata.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O eletroencefalograma avalia a atividade elétrica cerebral e é utilizado no diagnóstico de epilepsia e distúrbios convulsivos, não na identificação da causa do AVC isquêmico. Não é um método de imagem vascular e, portanto, não se aplica à investigação etiológica do AVC.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O ecocardiograma transtorácico avalia a função cardíaca e é utilizado para identificar fontes cardioembólicas de AVC, como trombos intracavitários ou valvopatias. No entanto, na criança com doença falciforme, a causa mais comum do AVC isquêmico é a doença arterial intracraniana, e o ecocardiograma não é o método mais indicado para identificar essa causa, sendo a angiografia cerebral por cateterismo a escolha correta.