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Questão de Medicina — Otorrinolaringologia — Avança SP 2024

MedicinaOtorrinolaringologia
Código
qg095233
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Valinhos - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Otorrinolaringologista
Um paciente apresenta tumor maligno na fossa posterior do crânio, próximo ao nervo facial. É a técnica microcirúrgica mais adequada para a ressecção do tumor, preservando a função do nervo facial:
  1. ACraniotomia suboccipital.
  2. BCraniotomia transpetrosa.
  3. CCraniotomia infratemporal.
  4. DAbordagem endonasal.
  5. EAbordagem retromastoidea.
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GabaritoB — Craniotomia transpetrosa.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Abordagens cirúrgicas do ângulo pontocerebelar e preservação do nervo facial

Gabarito: letra B. Para tumores malignos da fossa posterior próximos ao nervo facial, a craniotomia transpetrosa é a técnica microcirúrgica mais adequada, pois permite acesso direto ao ângulo pontocerebelar e à região petrosa, com excelente visualização e preservação do nervo facial. As demais opções representam vias de acesso que não oferecem a mesma combinação de exposição e segurança para essa topografia específica.

A fossa posterior do crânio abriga estruturas vitais como o tronco encefálico, o cerebelo e os nervos cranianos, incluindo o nervo facial (VII par). Tumores nessa região, como schwannomas vestibulares, meningiomas ou tumores malignos, exigem uma abordagem cirúrgica que permita ao cirurgião alcançar a lesão com o mínimo de manipulação das estruturas nobres adjacentes. O princípio fundamental é escolher a via que ofereça o melhor "corredor" cirúrgico — ou seja, a menor distância e o maior campo de visão — para a lesão específica, minimizando a retração cerebral e o risco de lesão neurológica.

A craniotomia transpetrosa é um grupo de técnicas que atravessam o osso temporal (porção petrosa) para acessar o ângulo pontocerebelar e a região do meato acústico interno. Essa via é particularmente vantajosa porque permite a identificação precoce do nervo facial em sua porção intracanalicular, antes de sua emergência no tronco encefálico, facilitando sua dissecção e preservação durante a ressecção tumoral. É a abordagem de escolha para tumores que se estendem ao meato acústico interno ou que envolvem o osso temporal, como os tumores malignos da fossa posterior que invadem a região petrosa.

A escolha da via cirúrgica depende de múltiplos fatores: tamanho e extensão do tumor, sua localização exata (se mais medial, lateral, superior ou inferior), a relação com o nervo facial e outras estruturas neurovasculares, e a experiência do cirurgião. Para tumores pequenos e médios restritos ao ângulo pontocerebelar, a craniotomia retrossigmoide (suboccipital) é uma opção clássica. No entanto, quando o tumor é maligno e está "próximo ao nervo facial", a necessidade de uma ressecção ampla com margens de segurança, associada à preservação do nervo, favorece a via transpetrosa, que oferece um acesso mais direto e controlado à região petrosa e ao meato acústico interno.

A principal distinção que o candidato deve dominar é entre as vias de acesso à fossa posterior: a suboccipital/retrossigmoide (que aborda o ângulo pontocerebelar por trás, através da região occipital) e a transpetrosa (que atravessa o osso temporal). A via infratemporal, por sua vez, é utilizada para lesões da fossa infratemporal, da base do crânio lateral e da região parafaríngea, não sendo a primeira escolha para tumores da fossa posterior. A abordagem endonasal é indicada para lesões da linha média da base do crânio anterior e do clivus, não para tumores laterais próximos ao nervo facial. A abordagem retromastoidea é um termo menos específico, mas geralmente se refere a um acesso mais limitado, utilizado para procedimentos como a descompressão do nervo facial ou a abordagem do labirinto, não sendo adequada para a ressecção de tumores malignos extensos.

A pegadinha desta questão está em associar a fossa posterior exclusivamente à craniotomia suboccipital, que é a via mais clássica para o ângulo pontocerebelar. No entanto, o enunciado especifica "tumor maligno" e "próximo ao nervo facial", o que direciona para a via transpetrosa, que oferece um controle superior do nervo facial em sua porção petrosa e intracanalicular. O candidato que não conhece as nuances das vias de acesso pode cair na armadilha de escolher a opção mais "óbvia" (suboccipital) sem considerar a necessidade de preservação do nervo facial em um tumor maligno, onde a agressividade cirúrgica deve ser balanceada com a funcionalidade.

Guarde a fronteira entre as vias de acesso à fossa posterior: a suboccipital é a via "clássica" para o ângulo pontocerebelar, mas a transpetrosa é a via "especializada" para tumores que envolvem o osso temporal e o nervo facial. É exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.

1Suboccipital/retrossigmoide
Ângulo pontocerebelar (clássica)
Limitação: nervo facial intracanalicular
2Transpetrosa
Acesso direto ao osso temporal
Identificação precoce do nervo facial
Preservação do nervo em tumor maligno
3Infratemporal
Fossa infratemporal e base lateral
Não alcança ângulo pontocerebelar
4Endonasal
Linha média da base anterior
Não alcança região lateral
5Retromastoidea
Acesso limitado (descompressão)
Campo restrito p/ tumor extenso
Vias de acesso à fossa posterior
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Vias de acesso à fossa posterior: Suboccipital/retrossigmoide (Ângulo pontocerebelar (clássica), Limitação: nervo facial intracanalicular); Transpetrosa (Acesso direto ao osso temporal, Identificação precoce do nervo facial, Preservação do nervo em tumor maligno); Infratemporal (Fossa infratemporal e base lateral, Não alcança ângulo pontocerebelar); Endonasal (Linha média da base anterior, Não alcança região lateral); Retromastoidea (Acesso limitado (descompressão), Campo restrito p/ tumor extenso)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A craniotomia suboccipital (também chamada de retrossigmoide) é uma via clássica para o acesso ao ângulo pontocerebelar, sendo muito utilizada para schwannomas vestibulares e meningiomas. No entanto, para um tumor maligno "próximo ao nervo facial", a via transpetrosa oferece um acesso mais direto à porção petrosa do osso temporal e ao meato acústico interno, onde o nervo facial é mais vulnerável. A suboccipital pode ser utilizada, mas não é a técnica "mais adequada" quando o objetivo é a preservação do nervo facial em um tumor maligno, pois a visualização do nervo em sua porção intracanalicular é mais limitada.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A craniotomia transpetrosa é a técnica microcirúrgica mais adequada para a ressecção de tumores malignos da fossa posterior próximos ao nervo facial. Essa via permite um acesso direto à região petrosa e ao meato acústico interno, onde o nervo facial é identificado precocemente, facilitando sua dissecção e preservação. A abordagem transpetrosa é particularmente vantajosa para tumores que envolvem o osso temporal, pois permite uma ressecção ampla com controle proximal e distal do nervo facial, maximizando as chances de preservação funcional.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A craniotomia infratemporal é uma via de acesso à fossa infratemporal, à base do crânio lateral e à região parafaríngea. É utilizada para tumores do glomo jugular, paragangliomas e lesões da região lateral da base do crânio, mas não é a via de escolha para tumores da fossa posterior próximos ao nervo facial. Essa abordagem não oferece o mesmo acesso ao ângulo pontocerebelar e ao meato acústico interno que a via transpetrosa, sendo inadequada para o caso descrito.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A abordagem endonasal (cirurgia endoscópica transnasal) é indicada para lesões da linha média da base do crânio anterior, como adenomas hipofisários, craniofaringiomas e meningiomas do plano esfenoidal. Não é adequada para tumores da fossa posterior laterais, próximos ao nervo facial, pois o acesso endoscópico não alcança essa região de forma segura e eficaz. A via endonasal é limitada à região central da base do crânio, não sendo uma opção para tumores do ângulo pontocerebelar.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A abordagem retromastoidea é um termo que pode se referir a um acesso mais limitado à região mastoidea e ao osso temporal, utilizado para procedimentos como a descompressão do nervo facial ou a abordagem do labirinto. Não é uma via adequada para a ressecção de tumores malignos extensos da fossa posterior, pois oferece um campo cirúrgico restrito e não permite o controle adequado do nervo facial em sua porção intracanalicular. A via transpetrosa é superior para esse fim.

Gabarito: letra B

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