Questão de Português — Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro) — Avança SP 2024
Português›Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro)
Código
qg096702
Banca
Avança SP
Órgão
SAEP de Pirassununga - SP
Ano
2024
Nível
Fundamental
Cargo
Servente de Limpeza
Leia o poema a seguir para responder às questões de 12 a 15.
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!
Mario Quintana
O verbo “fora”, no penúltimo verso do poema, está conjugado no tempo:
Apretérito imperfeito do modo indicativo.
Bpretérito perfeito do modo indicativo.
Cpretérito mais-que-perfeito do modo indicativo.
Dpretérito perfeito do modo subjuntivo.
Epresente do modo subjuntivo.
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GabaritoC — pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Flexão Verbal: Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo
Gabarito: letra C. O verbo "fora" está conjugado no pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo, tempo que expressa um fato passado anterior a outro fato também passado. No poema, "se não fora" equivale a "se não tivesse sido" ou "se não houvesse sido", indicando uma condição hipotética no passado — exatamente o valor desse tempo verbal.
O Comando
A questão pede a classificação do tempo e modo do verbo "fora" no contexto do poema. Isso é uma tarefa de gramática metalinguística: não se trata de interpretar o sentido do texto, mas de reconhecer a conjugação verbal. O comando "está conjugado no tempo" exige que você identifique a forma verbal e a relacione ao paradigma da conjugação do verbo ser.
O Texto e o Verbo
No verso "Que tristes os caminhos, se não fora / A presença distante das estrelas!", o verbo "fora" aparece em uma oração subordinada adverbial condicional (introduzida por "se"). A forma "fora" é a 3ª pessoa do singular do pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo do verbo ser (e também de ir).
"Que tristes os caminhos, se não fora A presença distante das estrelas!"
Aqui, "fora" não é pretérito imperfeito (seria "era"), nem pretérito perfeito (seria "foi"), nem subjuntivo (seria "fosse" ou "for"). É a forma típica do mais-que-perfeito, que pode ser substituída pela forma composta "tinha sido" ou "havia sido".
A Técnica: Como Reconhecer o Mais-que-perfeito
O pretérito mais-que-perfeito do indicativo indica um fato passado anterior a outro fato passado. Sua forma simples termina em -ra (na 3ª pessoa): fora, fizera, cometera, dormira. A forma composta é feita com tinha/havia + particípio: tinha sido, havia feito, tinha cometido.
Dica prática: se você pode substituir a forma verbal por "tinha/havia + particípio" sem alterar o sentido, trata-se do mais-que-perfeito. Ex.: "Quando cheguei, ele já dormira" = "ele já tinha dormido". No poema: "se não fora" = "se não tinha sido".
Análise das Alternativas
1Identifique a forma verbal
2Teste: substitua por tinha/havia + particípio
3Se fizer sentido, é mais-que-perfeito
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O pretérito imperfeito do indicativo expressa um fato passado habitual, contínuo ou não concluído. A forma seria "era" (eu era, tu eras, ele era). "Fora" não corresponde a essa conjugação. A banca oferece essa opção para confundir quem não domina as desinências verbais.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O pretérito perfeito do indicativo expressa um fato passado concluído. A forma seria "foi" (eu fui, tu foste, ele foi). "Fora" é uma forma diferente, com valor de anterioridade a outro fato passado, não de conclusão simples.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O pretérito mais-que-perfeito do indicativo é exatamente a classificação de "fora". A forma simples termina em -ra e indica um fato passado anterior a outro. No poema, "se não fora" expressa uma condição hipotética no passado, equivalente a "se não tivesse sido". A substituição confirma:
"Que tristes os caminhos, se não tinha sido / A presença distante das estrelas!"
A forma composta "tinha sido" é o mais-que-perfeito composto, que corresponde ao simples "fora".
Alternativa D — ❌ Incorreta
O pretérito perfeito do subjuntivo é um tempo composto (tenha/haja + particípio), como "tenha sido". A forma simples "fora" não pertence ao modo subjuntivo. O subjuntivo expressa dúvida, hipótese ou desejo, mas suas formas são diferentes: presente (seja), pretérito imperfeito (fosse), futuro (for).
Alternativa E — ❌ Incorreta
O presente do subjuntivo tem a forma "seja" (que eu seja, que tu sejas, que ele seja). "Fora" não é presente, é um tempo passado. A banca inclui essa opção para testar se o candidato confunde a forma "fora" com o futuro do subjuntivo "for" (quando eu for), que é diferente.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre o mais-que-perfeito simples (fora) e o futuro do subjuntivo (for). A forma "fora" termina em -ra, enquanto "for" é a 1ª/3ª pessoa do futuro do subjuntivo. A substituição por "tinha sido" é o teste decisivo.
PEGA ESSA DICA!
Ao identificar o tempo verbal, tente substituir a forma simples pela composta correspondente (tinha/havia + particípio). Se a substituição fizer sentido, é mais-que-perfeito do indicativo.
Conclusão: a questão testa o reconhecimento do pretérito mais-que-perfeito do indicativo, um tempo que expressa anterioridade no passado. A forma "fora" é a 3ª pessoa do singular desse tempo, e a substituição por "tinha sido" confirma a classificação. As demais alternativas apresentam tempos verbais com formas diferentes, que não correspondem à conjugação do verbo no poema.