Questão de Português — Morfologia - Verbos — Avança SP 2024
- Código
- qg097201
- Banca
- Avança SP
- Órgão
- FUNBEPE
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- AV, F, F, V.
- BV, V, F, V.
- CV, F, V, F.
- DF, V, F, V.
- EF, F, V, F.
GabaritoA — V, F, F, V.
Gabarito: letra A (V, F, F, V). O verbo "furtar" é regular (segue o paradigma da 1ª conjugação, sem alterações no radical), não é abundante (não possui duas formas de particípio — o particípio regular é "furtado", e não há forma irregular "furto" como particípio), não é defectivo (conjuga-se em todas as pessoas e tempos, como se vê no texto: "furtei", "furtara", "furtá-la"), e é transitivo direto (exige complemento sem preposição: "furtei uma flor"). A sequência correta é V, F, F, V.
A questão pede que você classifique cada afirmação como verdadeira (V) ou falsa (F) sobre o verbo "furtar", tal como ocorre no texto. Isso é uma questão de morfologia verbal — não de interpretação de texto. Você precisa conhecer as definições de verbo regular, abundante, defectivo e transitivo, e aplicá-las ao verbo em questão. O texto serve apenas para contextualizar e para confirmar a transitividade (o verbo aparece com objeto direto).
No texto, o verbo aparece em várias formas: "Furtei uma flor" (pretérito perfeito, 1ª pessoa), "eu a furtara" (mais-que-perfeito), "furtá-la" (infinitivo com pronome oblíquo). Todas essas formas seguem o padrão regular da 1ª conjugação (-ar): radical "furt-" + desinências normais. Não há nenhuma irregularidade, como mudança de radical ou desinência anômala. Isso já indica que é um verbo regular.
Para cada afirmação, pergunte: o verbo "furtar" se encaixa na definição? Vejamos:
Regular: sim, pois mantém o radical "furt-" em todas as formas e segue o modelo de verbos como "cantar".
Abundante: não, pois não apresenta duas formas de particípio (ex.: "aceitado/aceito", "entregado/entregue"). O particípio de "furtar" é apenas "furtado".
Defectivo: não, pois não lhe faltam formas em determinadas pessoas/tempos (ex.: "colorir" não tem 1ª pessoa do presente do indicativo). "Furtar" conjuga-se completo.
Transitivo: sim, pois exige complemento sem preposição (objeto direto). No texto: "Furtei uma flor" — "uma flor" é o objeto direto.
A sequência V, F, F, V está correta. O verbo "furtar" é regular (V), não é abundante (F), não é defectivo (F) e é transitivo direto (V). A prova da transitividade está no trecho: "Furtei uma flor" — o complemento "uma flor" é objeto direto, sem preposição. A regularidade se confirma nas formas "furtei", "furtara", "furtá-la", todas com radical "furt-" e desinências regulares.
A sequência V, V, F, V erra ao afirmar que "furtar" é abundante. Verbo abundante é aquele que possui duas formas de particípio (regular e irregular), como "aceitar" (aceitado/aceito) ou "entregar" (entregado/entregue). "Furtar" tem apenas o particípio regular "furtado". Portanto, a segunda afirmação é falsa.
A sequência V, F, V, F erra em dois pontos: afirma que "furtar" é defectivo (o que é falso, pois se conjuga em todas as pessoas e tempos) e que não é transitivo (o que é falso, pois exige objeto direto). No texto, "Furtei uma flor" mostra claramente a transitividade direta.
A sequência F, V, F, V erra ao afirmar que "furtar" não é regular (é regular, como visto) e que é abundante (não é). Apenas as afirmações 3 e 4 estão corretas (não defectivo e transitivo), mas a sequência não corresponde.
A sequência F, F, V, F erra ao afirmar que "furtar" não é regular (é regular), que não é abundante (correto, mas a sequência marca F para a 2ª, o que está certo, porém a 1ª está errada), que é defectivo (falso) e que não é transitivo (falso). Apenas a 2ª afirmação está correta, mas a sequência não.
A única alternativa que classifica corretamente o verbo "furtar" é a letra A: V, F, F, V. Lembre-se: verbo regular segue o paradigma; abundante tem dois particípios; defectivo tem conjugação incompleta; transitivo exige complemento. No texto, "furtar" é regular e transitivo direto.
A banca explora a confusão entre verbo abundante e verbo que possui apenas particípio regular. "Furtar" não tem particípio irregular, então não é abundante.
Para testar se um verbo é abundante, pergunte: "existe um particípio irregular?" Se não, não é abundante. Para testar se é defectivo, tente conjugar em todas as pessoas do presente do indicativo.
Gabarito: letra A
Link permanente: /questoes/qg097201