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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — Avança SP 2024

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
qg097304
Banca
Avança SP
Órgão
FUNDHAS - SP
Ano
2024
Nível
Médio

Leia o texto para responder às questões de 1 a 7.


Máscara em mosaico e outros tesouros são encontrados em tumba de rei maia


O auge da civilização maia ocorreu entre 250 d.C. e 900 d.C. Apesar da grande importância histórica, existem poucos resquícios desse período devido ao saqueamento de sítios arqueológicos. Mas, recentemente, um trabalho da Universidade Tulane, nos EUA, conseguiu recuperar raros tesouros da época.

Liderado pelo arqueólogo Francisco EstradaBell, o time de pesquisadores fez investigações no sítio de Chochkitam, localizado na Guatemala, em uma região próxima das fronteiras dos atuais países México e Belize. Em 2022, a equipe encontrou a tumba de um rei maia, datada em 1.700 anos.

A descoberta foi possível graças à tecnologia LIDAR, que utilizou um avião para direcionar raios laser para o chão e, assim, fazer um mapeamento da área. “E como tirar raio-X do solo da floresta”, explica Estrada-Belli, em nota. “Isso revolucionou o nosso campo. Agora podemos ver aonde estamos indo, em vez de simplesmente fazer uma expedição na floresta esperando achar alguma coisa”, diz.

A tumba contém oferendas funerárias consideradas extraordinárias. Há uma máscara de jade em mosaico, raras conchas de ostra e escritos em ossos humanos. Estima-se que as relíquias sejam de 350 d.C.

A expectativa é que elas contribuam para a compreensão de elementos da cultura maia, como a religião e a linhagem real. As conchas, por exemplo, eram utilizadas pela realeza como joias e moedas, além de servirem para oferendas religiosas e de sacrifício. Os escritos em ossos humanos, por sua vez, foram feitos em pedaços de fêmur. Um deles retrata um homem que seria um rei — até então desconhecido — segurando uma máscara de jade similar à encontrada na tumba. Os pesquisadores suspeitam que os hieróglifos vistos no material possam identificar o pai e o avô do líder, conectando-o a outros estados maias, como Tikal e Teotihuacan. “Uma descoberta como essa é um pouco como ganhar na loteria, em termos de informação”, constata o arqueólogo Estrada-Belli. “Ela abre uma janela para um tempo obscuro sobre o qual temos pouquíssimos textos.”


Revista Galileu. Disponível em:https://revistagalileu.globo.com/ciencia/arqueologia/noticia/2024/02/mascara-em-mosaico-e-outros-tesouros-sao-encontrados-em-tumbade-rei-maia.ghtml

Segundo o texto, as relíquias encontradas na tumba maia são consideradas extraordinárias porque:
  1. Aapresentam um alto valor comercial e podem trazer recursos financeiros para os pesquisadores.
  2. Bpodem contribuir para o entendimento de um período sobre o qual não se tem muita informação.
  3. Csugerem que os estados maias Chochkitam, Tikal e Teotihuacan não tinham qualquer tipo de ligação.
  4. Dconfirmam que o rei maia a que se referem as oferendas tinha familiares no poder em outros estados maias.
  5. Esão escrituras em hieróglifos raros que contam histórias que contrariam o que já se sabia sobre Tikal e Teotihuacan.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — podem contribuir para o entendimento de um período sobre o qual não se tem muita informação.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Por que as relíquias são extraordinárias?

Gabarito: letra B. As relíquias são consideradas extraordinárias porque podem contribuir para o entendimento de um período sobre o qual não se tem muita informação — exatamente o que o texto afirma ao dizer que a descoberta "abre uma janela para um tempo obscuro sobre o qual temos pouquíssimos textos". A alternativa B é uma paráfrase fiel dessa passagem, sem acrescentar nada que o texto não diga.

O comando pede compreensão ("Segundo o texto"), ou seja, você deve localizar uma informação explícita e reconhecê-la reescrita com outras palavras. Não se trata de inferir, deduzir ou completar com conhecimento de mundo: a resposta está literalmente no texto, apenas parafraseada. A técnica é: sublinhe a passagem que responde à pergunta e compare cada alternativa com ela, palavra por palavra, desconfiando de qualquer acréscimo.

O texto diz que a tumba contém "oferendas funerárias consideradas extraordinárias" e, logo em seguida, explica o porquê: a expectativa é que elas contribuam para a compreensão de elementos da cultura maia, como religião e linhagem real. E o arqueólogo reforça: "Ela abre uma janela para um tempo obscuro sobre o qual temos pouquíssimos textos". É essa a razão da extraordinariedade: informação sobre um período pouco documentado.

A armadilha central desta questão é a extrapolação: várias alternativas pegam elementos reais do texto (valor, linhagem, hieróglifos, conexões entre estados) e os esticam para além do que foi dito. A banca adora fazer isso — oferece uma opção que parece plausível, mas que exige acrescentar informação de fora. O teste decisivo é sempre: o texto autoriza isto, ou estou completando com o que eu acho?

"Ela abre uma janela para um tempo obscuro sobre o qual temos pouquíssimos textos."

Essa frase, dita pelo arqueólogo sobre a descoberta, é a âncora da alternativa B. O texto não fala em valor comercial, não confirma linhagem, não afirma ausência de ligação entre os estados, nem diz que os hieróglifos contrariam saberes prévios. Tudo isso é invenção.

Compreensão de texto
  • 1Técnica
    • Localizar informação explícita
    • Comparar cada alternativa com o texto
    • Exigir prova textual
  • 2Armadilha comum
    • Extrapolação
      • Acrescenta dado que não está no texto
      • Transforma suspeita em confirmação
      • Inverte o sentido com "não"
  • 3Sinais de alerta
    • "Confirmam"
    • "Não tinham"
    • "Contrariam"
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: extrapolação. O texto não menciona valor comercial nem recursos financeiros para os pesquisadores. Dizer que as relíquias são extraordinárias por seu valor de mercado é acrescentar informação que não está no texto — um clássico apelo ao senso comum ("tesouro = dinheiro"). O texto só fala em valor histórico e informativo.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Paráfrase fiel. O texto afirma que a descoberta "abre uma janela para um tempo obscuro sobre o qual temos pouquíssimos textos" e que a expectativa é que as relíquias contribuam para a compreensão da cultura maia. A alternativa B resume exatamente isso: contribuir para o entendimento de um período pouco documentado. Nada foi acrescentado, nada foi suprimido.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto. O texto diz que os hieróglifos "possam identificar o pai e o avô do líder, conectando-o a outros estados maias, como Tikal e Teotihuacan" — ou seja, sugere ligação, não ausência dela. A alternativa C afirma o oposto ("não tinham qualquer tipo de ligação"), invertendo o sentido com a palavra "não".

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: extrapolação (e contradição sutil). O texto diz que os pesquisadores suspeitam que os hieróglifos possam identificar o pai e o avô do líder, conectando-o a outros estados. A alternativa D transforma essa suspeita em confirmação ("confirmam que o rei tinha familiares no poder"). O texto não confirma nada — apenas levanta uma hipótese. Trocar "suspeitam" por "confirmam" é uma extrapolação clássica.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: extrapolação. O texto não diz que os hieróglifos "contrariam o que já se sabia" sobre Tikal e Teotihuacan. Ele apenas menciona que podem conectar o rei a esses estados. A ideia de contrariedade é totalmente inventada — o texto não fala em contradição com saberes prévios, apenas em nova informação.

NÃO CAIA NESSA!

A banca pega elementos reais do texto (valor, linhagem, hieróglifos, conexões) e os extrapola — acrescenta um detalhe que não está lá (valor comercial, confirmação, contrariedade). O antídoto é perguntar: "onde o texto diz isso?" Se você não achar a passagem, a alternativa está errada.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de compreensão, sublinhe a frase do texto que responde diretamente ao enunciado. Depois, teste cada alternativa como se fosse um advogado: exija a prova textual para cada afirmação. Palavras como "confirmam", "não tinham", "contrariam" são sinais de alerta — quase sempre indicam extrapolação ou contradição.

Gabarito: letra B — a única alternativa inteiramente sustentada pelo texto, sem sobrar nem faltar informação.

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