Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Sintaxe — Avança SP 2024

PortuguêsSintaxe
Código
qg097645
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Caconde - SP
Ano
2024
Nível
Médio

Texto para responder às questões de 1 a 7.


Templo egípcio de 2 mil anos revela cenas mitológicas e “Ano Novo” divino


Centenas de figuras e representações egípcias foram reveladas durante um trabalho de restauração do teto do Templo de Esna, estrutura erguida há cerca de 2,2 mil anos que passou por uma grande reforma há aproximadamente dois milênios, quando os romanos dominaram o Egito. As novidades foram divulgadas no último dia 16 de outubro pela Universidade de Tubinga, na Alemanha, cujos especialistas colaboraram em parceria com o Ministério de Turismo e Antiguidades do Egito para a restauração do templo ao longo de cinco anos.

Uma equipe de 30 pesquisadores limpou a sujeira e a fuligem de centenas de figuras e representações astronômicas, revelando-as em suas cores originais. “A conclusão da restauração do teto marca o primeiro e talvez mais importante marco do projeto”, diz Christian Leitz, do Instituto de Estudos do Antigo Oriente Próximo da Universidade de Tubinga, em comunicado.

Os relevos coloridos do teto mostram deuses, figuras mitológicas e representações do sol, da lua, além de signos do zodíaco e várias constelações. O teto é dividido em seis seções, cada uma com um tema. Entre eles estão o diário do sol, as fases da lua, as diferentes horas da noite e até o “Dia de Ano Novo”.

A mitologia que detalha o “Ano Novo” egípcio é representada em uma cena com divindades: Órion (que representa a constelação de mesmo nome), Sótis (nome egípcio para Sirius, a principal estrela da constelação de Cão Maior) e Anúquis (deusa da água). Os três deuses estão em barcos vizinhos com a deusa do céu, Nut, engolindo o céu noturno acima deles.“Sirius é invisível no céu noturno 70 dias por ano até que ela apareça novamente no leste”, explica Leitz. “Esse ponto era o Dia de Ano Novo no antigo Egito e também anunciava a inundação anual do Nilo.” No sistema de crenças dos egípcios, a deusa Anúquis era responsável pelo recuo das águas da inundação do Nilo cerca de 100 dias depois.”

Além das pinturas mitológicas, a restauração do templo revelou quase 200 inscrições em tinta que eram completamente desconhecidas. Essas inscrições ajudaram os pesquisadores a identificar muitas das imagens representadas. Agora que a restauração do teto foi concluída, os pesquisadores estão limpando paredes, colunas e pronaos (área frontal) do templo. Espera-se que esse trabalho revele novas cores e particularidades de imagens, como os “tronos dos deuses” e detalhes sobre suas roupas, segundo Leitzi informou em e-mail ao site Live Science.

Com 37 metros de comprimento, 20 metros de largura e 15 metros de altura, o pronaos era uma estrutura de arenito colocada na frente do edifício real durante o reinado do imperador romano Cláudio (41-54 d.C.). Sua localização no centro da cidade provavelmente contribuiu para a preservação e evitou que a área fosse usada como pedreira para materiais de construção, conforme ocorreu com outros edifícios antigos durante a industrialização do Egito.

Além do templo de Esna, onde predominam as cores amarelo e vermelho nas pinturas, há outro teto de templo astronômico excepcionalmente bem preservado no Egito. Este está no templo de Dendera, cerca de 60 km ao norte de Luxor, onde as cores predominantes são o branco e o azul claro, embora alguns dos mesmos temas estejam representados.


Revista Galileu. (Adaptado). Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/ciencia/arqueologia/noticia/2023/10/templo-egipcio-de-2-mil-anos-revela-cenas-mitologicas-e-ano-novo-divino.ghtml>

No excerto “A conclusão da restauração do teto marca o primeiro e talvez mais importante marco do projeto”, o complemento verbal sob a regência do verbo “marca” é:

  1. A“marco do projeto”.
  2. B“o primeiro e talvez mais importante marco do projeto’.
  3. C“o primeiro”.
  4. D“o primeiro e talvez mais importante”.
  5. E“projeto”.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — “o primeiro e talvez mais importante marco do projeto’.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Objeto Direto: o Complemento Verbal de “marca”

Gabarito: letra B. O complemento verbal sob a regência do verbo “marca” é “o primeiro e talvez mais importante marco do projeto” — o objeto direto completo, que responde à pergunta “marca o quê?”. A alternativa B é a única que transcreve o sintagma inteiro, do artigo “o” até o adjunto adnominal “do projeto”, sem cortar nenhum elemento essencial. As demais opções ou recortam apenas o núcleo, ou suprimem parte do complemento, ou isolam um termo que não é o objeto.

O comando: o que a banca pede

A questão é de sintaxe — mais precisamente, de análise sintática do período. O verbo “marca” é transitivo direto: exige um complemento sem preposição, o objeto direto. O comando pede exatamente esse complemento verbal. Não se trata de interpretação de texto nem de inferência: é uma tarefa de identificação de termo da oração, resolvida pela pergunta clássica “o verbo marca o quê?”.

O texto: onde mora a resposta

No trecho citado, a oração é:

“A conclusão da restauração do teto marca o primeiro e talvez mais importante marco do projeto”

  • Sujeito: “A conclusão da restauração do teto” (quem marca).

  • Verbo transitivo direto: “marca” (ação de assinalar, registrar).

  • Objeto direto: “o primeiro e talvez mais importante marco do projeto” (o quê? — o que a conclusão marca).

O objeto direto é o termo que completa o sentido do verbo transitivo direto, sem preposição obrigatória. Aqui, o verbo “marca” pede um complemento que indica aquilo que é marcado — e esse complemento é o sintagma inteiro, do artigo “o” até o adjunto adnominal “do projeto”.

A técnica: como identificar o objeto direto

Para achar o objeto direto, faça a pergunta ao verbo: “marca o quê?”. A resposta é exatamente o complemento. No caso, “marca o primeiro e talvez mais importante marco do projeto”. O núcleo desse objeto é “marco”, mas o objeto direto não é apenas o núcleo — é o sintagma inteiro que funciona como complemento. Isso é essencial: a banca adora oferecer o núcleo isolado como distrator, mas o objeto direto é o conjunto de palavras que exercem a função.

Análise das alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

“marco do projeto” — Esta opção recorta apenas o núcleo “marco” e o adjunto adnominal “do projeto”, suprimindo os modificadores “o primeiro e talvez mais importante”. O objeto direto é o sintagma inteiro, não apenas o núcleo. A alternativa restringe o complemento, deixando de fora elementos que fazem parte dele.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“o primeiro e talvez mais importante marco do projeto” — Esta é a transcrição integral do objeto direto. O verbo “marca” pede o complemento completo, do artigo “o” até o adjunto adnominal “do projeto”. Nenhum elemento foi cortado ou acrescentado. É a única alternativa que respeita a extensão real do complemento verbal.

Alternativa C — ❌ Incorreta

“o primeiro” — Esta opção isola apenas o artigo e o numeral ordinal, deixando de fora o núcleo “marco” e seus complementos. “O primeiro” sozinho não é o objeto direto; é apenas parte do sintagma. A alternativa fragmenta o complemento, tornando-o incompleto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

“o primeiro e talvez mais importante” — Esta opção inclui os modificadores, mas suprime o núcleo “marco” e o adjunto “do projeto”. Sem o núcleo, o sintagma não tem valor de objeto direto — falta o elemento central que o verbo “marca” exige. A alternativa omite a parte essencial do complemento.

Alternativa E — ❌ Incorreta

“projeto” — Esta opção isola apenas o termo que funciona como adjunto adnominal dentro do objeto direto. “Projeto” é o núcleo do adjunto “do projeto”, mas não é o objeto direto do verbo “marca”. A alternativa confunde o adjunto adnominal com o complemento verbal, trocando a função sintática.

Conclusão

A questão testa a capacidade de identificar o objeto direto completo, sem confundir com o núcleo ou com termos internos. A regra de ouro: o objeto direto é o sintagma inteiro que responde à pergunta “o quê?” após o verbo transitivo direto. Na dúvida, pergunte ao verbo e veja qual alternativa traz a resposta completa.

NÃO CAIA NESSA!

A banca oferece recortes parciais do objeto direto — só o núcleo, só os modificadores, ou o adjunto adnominal isolado — para testar se você sabe que o complemento é o sintagma inteiro, não um fragmento.

PEGA ESSA DICA!

Ao identificar o objeto direto, sublinhe o verbo e pergunte “o quê?”. A resposta completa — com artigos, adjetivos e adjuntos — é o complemento. Nunca pare no núcleo.

Gabarito: letra B

Link permanente: /questoes/qg097645