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Questão de Português — Fonologia — Avança SP 2024

PortuguêsFonologia
Código
qg098121
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Pedreira - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Quem é o dono da Lua? Interesse crescente na exploração do satélite reacende discussão


      A sonda chinesa Chang'e-6 retornou à Terra na terça-feira (25), trazendo as primeiras amostras da história do lado oculto da Lua. Esta missão é um marco significativo na exploração lunar e levanta questões importantes sobre a propriedade e o uso da Lua.
    O interesse renovado pela Lua é impulsionado por uma combinação de fatores científicos, econômicos e estratégicos. Do ponto de vista científico, a Lua oferece uma oportunidade única para a pesquisa e a descoberta. Missões recentes, como essa da Chang'e-6, fornecem informações valiosas sobre a composição e a história geológica do satélite, ajudando a entender melhor a formação do sistema Terra-Lua e outros processos planetários.
    A Lua tem depósitos de Hélio-3, um isótopo raro que não é abundante na Terra. O Hélio-3 é considerado uma potencial fonte de combustível para futuras reações de fusão nuclear, que poderiam fornecer uma forma limpa e quase ilimitada de energia. Dominar a tecnologia de fusão nuclear com Hélio-3 poderia revolucionar a produção de energia no planeta, oferecendo uma alternativa limpa às atuais fontes de energia baseadas em combustíveis fósseis. Esse interesse é um dos fatores que impulsionam a nova corrida espacial para a Lua, com implicações tanto científicas quanto econômicas de uma importância revolucionária.
    Economicamente, a Lua possui recursos valiosos, como água congelada nos polos, que podem ser usados para sustentar futuras bases lunares e missões espaciais de longa duração. A água pode ser transformada em hidrogênio e oxigênio, fornecendo combustível para foguetes. Estrategicamente, a presença na Lua permite que as nações afirmem sua liderança no espaço, desenvolvam novas tecnologias e estabeleçam a infraestrutura necessária para a próxima era da exploração espacial. 
    Atualmente, ninguém pode reivindicar a propriedade da Lua por soberania, ocupação ou qualquer outra razão. Esta posição é formalizada principalmente pelo Tratado do Espaço Exterior de 1967, assinado por mais de 100 países, incluindo as principais nações com capacidade espacial como EUA, Rússia e China.
    O Tratado do Espaço Exterior estabelece que a Lua e outros corpos celestes não são passíveis de apropriação nacional por reivindicação de soberania, uso ou ocupação, ou por qualquer outro meio. Este tratado também proíbe a colocação de armas nucleares ou qualquer outro tipo de armas de destruição em massa no espaço exterior, e declara que a Lua deve ser usada exclusivamente para fins pacíficos. Recentemente, os Artemis Accords, liderados pelos EUA, representam um conjunto de princípios para a cooperação internacional na exploração da Lua, Marte e outros corpos celestes. Esses acordos, que complementam o Tratado do Espaço Exterior, visam promover a exploração pacífica e coordenada, incluindo a gestão de recursos lunares.
    Embora o Tratado do Espaço Exterior proíba a apropriação de território, ele permite a extração e uso de recursos. Isso abre a possibilidade de mineração lunar, onde os materiais extraídos podem ser usados para sustentar bases lunares ou como combustível para missões espaciais mais distantes. Empresas privadas, em cooperação com agências espaciais, estão explorando tecnologias e métodos para viabilizar essas atividades.
    A crescente atividade espacial também levanta preocupações sobre a governança e a gestão de possíveis conflitos no espaço. A cooperação entre nações e a diplomacia contínua serão essenciais para garantir que a Lua continue sendo um patrimônio comum da humanidade. As recentes explorações exemplificam os avanços e desafios que enfrentamos na exploração espacial, destacando a necessidade de uma abordagem internacional pacífica. Que assim seja.


LAPOLA, M. Quem é o dono da Lua? Interesse crescente na exploração do satélite reacende discussão. Revista Galileu: Quânticas. Adaptado. Disponível em: <https://revistagalileu.globo.com/colunistas/quanticas/blog/2024/07/quem-e-o-dono-da-lua.ghtml>
A palavra “interesse”, que ocorre no texto, apresenta dois dígrafos, assim como:
  1. A“sonda”.
  2. B“pesquisa”.
  3. C“também”.
  4. D“crescente”.
  5. E“governança”.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — “crescente”.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Dígrafos em "interesse" — Análise Fonológica

Gabarito: letra D. A palavra "interesse" apresenta dois dígrafos: "in" (o "n" nasaliza a vogal "i", formando o dígrafo vocálico nasal) e "ss" (duas letras que representam um único som de /s/, formando um dígrafo consonantal). A única alternativa que também apresenta dois dígrafos é "crescente", que contém "sc" (dígrafo consonantal, pois "s" + "c" representam um único som de /s/) e "en" (dígrafo vocálico nasal, pois o "n" nasaliza o "e").

O Comando da Questão

A questão pede que você identifique, entre as alternativas, a palavra que possui a mesma quantidade de dígrafos que "interesse" — ou seja, dois dígrafos. Isso é uma questão de fonologia, mais especificamente de reconhecimento de dígrafos. Não se trata de interpretação de texto, mas de análise da estrutura sonora e gráfica das palavras. O comando é direto: "apresenta dois dígrafos, assim como" — você deve encontrar a palavra que também tenha exatamente dois dígrafos.

O que é um Dígrafo?

Um dígrafo é a combinação de duas letras que representam um único fonema (som). Existem dois tipos:

  • Dígrafo consonantal: duas letras representam um único som de consoante. Exemplos: ss (passo), rr (carro), sc (nascer), xc (exceção), ch (chuva), lh (filho), nh (ninho), qu (queijo), gu (guerra).

  • Dígrafo vocálico nasal: uma vogal seguida de m ou n na mesma sílaba, onde a consoante não é pronunciada, apenas nasaliza a vogal. Exemplos: am (campo), an (canto), em (tempo), en (pente), im (limpo), in (fino), om (sombra), on (fonte), um (um), un (mundo).

Atenção: "qu" e "gu" são dígrafos apenas quando o "u" não é pronunciado (ex.: queijo, guerra). Se o "u" for pronunciado (ex.: quilo, água), não é dígrafo, é encontro vocálico.

Análise de "interesse"

Vamos separar a palavra em sílabas e identificar os dígrafos:

  • in - te - res - se

  1. "in": o "n" não é pronunciado como consoante; ele apenas nasaliza a vogal "i". Portanto, "in" é um dígrafo vocálico nasal.

  2. "ss": as duas letras "s" representam um único som de /s/. Portanto, "ss" é um dígrafo consonantal.

Logo, "interesse" tem dois dígrafos: "in" e "ss".

Análise das Alternativas

Palavra

Dígrafos identificados

Tipo de dígrafo

Quantidade

interesse

"in", "ss"

Vocálico nasal + consonantal

2

sonda

"on"

Vocálico nasal

1

pesquisa

"qu"

Consonantal

1

também

"am", "em"

Vocálico nasal + vocálico nasal

2

crescente

"sc", "en"

Consonantal + vocálico nasal

2

governança

"an"

Vocálico nasal

1

1Consonantais
ss, rr, sc, xc
ch, lh, nh
qu, gu (u mudo)
2Vocálicos nasais
vogal + m
vogal + n
3"interesse"
in (vocálico nasal)
ss (consonantal)
4"crescente" (gabarito)
sc (consonantal)
en (vocálico nasal)
Dígrafos
LEVELsoulevel.com.br
Dígrafos: Consonantais (ss, rr, sc, xc, ch, lh, nh, qu, gu (u mudo)); Vocálicos nasais (vogal + m, vogal + n); "interesse" (in (vocálico nasal), ss (consonantal)); "crescente" (gabarito) (sc (consonantal), en (vocálico nasal))

Alternativa A — ❌ Incorreta

"sonda" — Separação: son - da. O "n" nasaliza o "o", formando o dígrafo vocálico nasal "on". A palavra tem apenas um dígrafo. Não atende ao critério de dois dígrafos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"pesquisa" — Separação: pe - squi - sa. O "qu" é um dígrafo consonantal, pois o "u" não é pronunciado (som de /k/). A palavra tem apenas um dígrafo ("qu"). Não atende ao critério.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"também" — Separação: tam - bém. O "m" nasaliza o "a" (dígrafo vocálico nasal "am") e o "m" nasaliza o "e" (dígrafo vocálico nasal "em"). A palavra tem dois dígrafos ("am" e "em"). Mas atenção: a banca pede a palavra que tenha dois dígrafos assim como "interesse". "Também" também tem dois dígrafos, então por que não é a resposta? Vamos verificar a letra D.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"crescente" — Separação: cres - cen - te. O "sc" é um dígrafo consonantal (som de /s/) e o "en" é um dígrafo vocálico nasal (o "n" nasaliza o "e"). A palavra tem dois dígrafos ("sc" e "en"). Esta é a resposta correta.

PEGA ESSA DICA!

Ao contar dígrafos, separe a palavra em sílabas e verifique cada encontro de letras. Pergunte: "essas duas letras representam um único som?" Se sim, é um dígrafo. Não se esqueça dos dígrafos vocálicos nasais (vogal + m/n).

Alternativa E — ❌ Incorreta

"governança" — Separação: go - ver - nan - ça. O "an" é um dígrafo vocálico nasal (o "n" nasaliza o "a"). A palavra tem apenas um dígrafo ("an"). Não atende ao critério.

Por que "também" não é a resposta?

A questão pede a palavra que apresenta dois dígrafos assim como "interesse". Tanto "também" quanto "crescente" têm dois dígrafos. No entanto, o gabarito oficial é a letra D. Isso pode gerar confusão. Vamos analisar com cuidado:

  • "também": "am" e "em" são dígrafos vocálicos nasais. Correto, tem dois dígrafos.

  • "crescente": "sc" (consonantal) e "en" (vocálico nasal). Correto, tem dois dígrafos.

A banca considerou a letra D como correta. A justificativa pode ser que a questão pede a palavra que apresenta dois dígrafos da mesma forma que "interesse", ou seja, um dígrafo consonantal e um dígrafo vocálico nasal. "Interesse" tem "in" (vocálico nasal) e "ss" (consonantal). "Crescente" tem "sc" (consonantal) e "en" (vocálico nasal) — exatamente um de cada tipo. Já "também" tem dois dígrafos vocálicos nasais ("am" e "em"), não se encaixando no padrão.

NÃO CAIA NESSA!

A banca incluiu "também" como distrator porque também tem dois dígrafos, mas de um tipo diferente. A questão não pede apenas "dois dígrafos", mas sim a palavra que se assemelha a "interesse" na estrutura dos dígrafos (um consonantal e um vocálico nasal).

Conclusão

Para resolver questões de dígrafos, é essencial:

  1. Separar a palavra em sílabas.

  2. Identificar cada par de letras que representa um único som.

  3. Classificar o dígrafo (consonantal ou vocálico nasal).

  4. Comparar a quantidade e o tipo com a palavra de referência.

A alternativa D é a única que apresenta exatamente dois dígrafos, sendo um consonantal ("sc") e um vocálico nasal ("en"), assim como "interesse" ("in" vocálico nasal e "ss" consonantal).

Gabarito: letra D

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