Coleta de amostras na necropsia médico-legal
Gabarito: letra E. A coleta de amostras durante a necropsia deve ser criteriosa, baseada em achados macroscópicos anormais e na suspeita diagnóstica de causas forenses, conforme a prática padrão em medicina legal. As demais alternativas apresentam erros conceituais.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que não se deve evitar enviar órgãos ou tecidos em decomposição, tornando impossível o diagnóstico histopatológico. Na prática, evita-se o envio de tecidos muito decompostos sempre que possível, e mesmo tecidos em decomposição podem fornecer algum diagnóstico. A afirmação é categórica e incorreta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que o perito deve procurar por "achados normais" para justificar o exame histopatológico. O correto é procurar por achados anormais; achados normais não justificam solicitação de exame complementar. O erro está na troca de "normais" por "anormais".
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que na maioria das mortes súbitas a causa reside no cérebro. Na realidade, as causas mais comuns de morte súbita são cardíacas (infarto, arritmias), não cerebrais. O encaminhamento do cérebro é importante, mas não é a sede da maioria dos casos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Diz que o pâncreas é um dos últimos órgãos a se decompor. Na verdade, o pâncreas é um dos primeiros a se decompor (autólise por enzimas pancreáticas). A descrição de aparência escurecida e hemorrágica pode ocorrer, mas a ordem de decomposição está errada.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Correta porque reflete o princípio básico da patologia forense: as amostras para exames complementares (histopatológico, toxicológico, etc.) devem ser colhidas seletivamente, guiadas pelos achados macroscópicos anormais e pela suspeita diagnóstica. Não se coletam amostras indiscriminadamente.
Gabarito: letra E.